4 exercícios para ajudar o feto a virar de cabeça para baixo

outubro 2022

Para ajudar o bebê a virar de cabeça para baixo e ficar em posição cefálica, a grávida pode fazer uma série de exercícios de acordo com a orientação do obstetra a partir de 34 semanas de gestação.

Quando o bebê fica na posição cefálica antes do nascimento, o parto pode ser feito de forma natural. Além disso, essa posição ajuda a diminuir o risco de diminuir o risco de displasia congênita do quadril no bebê, que é o deslocamento da articulação do quadril.

Estes exercícios usam a gravidade e promovem o alongamento dos ligamentos pélvicos, favorecendo a rotação do bebê, ajudando-o a ficar de cabeça para baixo.

Alguns exercícios que ajudam a deixar o bebê encaixado são:

Exercício 1

Colocar um colchão ou almofada no chão. Na posição de quatro apoios, baixar a cabeça e levantar o bumbum, ficando apenas com a cabeça e os braços apoiados no chão. Deve-se ficar nesta posição durante 10 minutos, e repetir o exercício cerca de 3 a 4 vezes por dia.

Exercício 2

Colocar uma almofada no chão, perto da cama ou do sofá e com os joelhos dobrados em cima da cama ou do sofá, inclinar o corpo para a frente até chegar com as mãos no chão. Apoiar a cabeça nos braços, que devem estar em cima da almofada e manter os joelhos firmes na beira da cama ou do sofá.

Deve-se ficar nesta posição durante 5 minutos durante a primeira semana, aumentando nas seguintes, até chegar aos 15 minutos, repetindo 3 vezes por dia.

Exercício 3

Deitar no chão com as pernas dobradas e depois elevar o quadril até à altura máxima que se conseguir. Se necessário, colocar uma almofada por baixo das costas para ajudar a ficar com o quadril elevado. Deve-se ficar nesta posição cerca de 5 a 10 minutos e fazer 3 vezes por dia.

Exercício 4

Ficar na posição de quatro apoios no chão, de preferência sobre um colchonete, durante 10 minutos, cerca de 2 vezes por dia.

Como se preparar para os exercícios

Para se preparar para os exercícios, a grávida deve:

  • Estar com o estômago vazio para não ficar com azia ou enjoada. Saiba quais os remédios caseiros usados para azia na gravidez;
  • Conversar com o bebê e esperar alguma movimentação fetal, para garantir que ele está acordado;
  • Usar roupa confortável;
  • Estar acompanhada, para que os exercícios sejam feitos corretamente e em segurança.

Além disso, estes exercícios devem ser feitos todos os dias até o bebê ficar de cabeça para baixo, posição que pode ser verificada no ultrassonografia. No entanto, é comum a gestante sentir o bebê virar durante ou depois dos exercícios. 

Como saber se o bebê encaixou

Isto acontece quando a cabeça do bebê começa a descer na orla pélvica, em preparação para o parto e ocorre por volta da 37ª semana de gravidez. 

Para saber se o bebê encaixou, o médico pode fazer uma palpação do abdômen, para verificar se a cabeça começou a encaixar. Se três ou quatro quintos da cabeça se sentirem acima do osso púbico, o bebê não está encaixado, mas se se sentir apenas um quinto, significa que o bebê já está profundamente encaixado.

Além do exame médico que pode confirmar que o bebê encaixou, a grávida pode também sentir ligeiras diferenças. A barriga fica mais baixa e como existe mais espaço para os pulmões se expandirem, ela respira melhor. No entanto, a pressão na bexiga pode aumentar, fazendo com que a futura mãe tenha vontade de urinar com mais frequência ou sinta dores pélvicas. Veja como identificar outros sinais.

E se o bebê não virar até às 37 semanas de gravidez?

Se mesmo ao realizar estes exercícios o bebê não virar sozinho, o médico pode optar por fazer uma versão cefálica externa, que consiste em virar o bebê através de manobras específicas na barriga da gestante. Neste caso, o médico administra pela veia um remédio para evitar as contrações e usa uma técnica para que o bebê dê uma cambalhota dentro do útero, ficando de cabeça para baixo.

No entanto, a posição sentada do bebê não contraindica totalmente o parto normal, e com a ajuda devida, a mulher pode conseguir dar a luz ao bebê nesta posição. Veja como é o parto pélvico e quais os riscos deste procedimento.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em outubro de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em maio de 2019.

Bibliografia

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Mostrar bibliografia completa
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Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.