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Parto pélvico: o que é e possíveis riscos

Agosto 2020

O parto pélvico acontece quando o bebê nasce na posição contrária ao habitual, o que acontece quando o bebê se encontra na posição sentada, e não fica de cabeça para baixo no final da gravidez, o que é esperado.

Se forem reunidas todas as condições necessárias, o parto pélvico pode ser realizado em segurança, porém, em alguns casos, como quando o bebê é muito pesado ou prematuro, ou quando o estado de saúde da mãe não o permite, pode ser necessário fazer uma cesárea.

Parto pélvico: o que é e possíveis riscos

Porque o bebê não vira a cabeça para baixo

O bebê pode encontrar-se em diferentes posições ao longo da gravidez. Porém, por volta da 35ª semana, deve-se apresentar de cabeça para baixo, já que a partir dessa fase da gravidez, ele já se encontra com um tamanho que pode dificultar a mudança de posição. Algumas das causas que podem impedir que o bebê vire de cabeça para baixo no final da gravidez, são:

  • Existência de gravidezes anteriores;
  • Gravidez de gêmeos;
  • Líquido amniótico em excesso ou insuficiente, o que leva a que o bebê não se consiga mexer, ou se consiga mexer com muita facilidade;
  • Alterações na morfologia do útero;
  • Placenta prévia.

A placenta prévia, acontece quando a placenta está posicionada de uma forma que recobre a abertura interna do colo do útero. Saiba mais sobre a placenta prévia e como identificar.

Como saber se o bebê está sentado

Para saber se o bebê está sentado ou virou de cabeça para baixo, o médico pode observar a forma da barriga e fazer um ultrassom, por volta da 35ª semana. Além disso, a grávida também pode conseguir perceber quando o bebê vira de cabeça para baixo, através de alguns sinais, como sentir as pernas do bebê no tórax ou ter mais vontade para urinar, por exemplo, devido a uma maior compressão da bexiga. Veja outros sinais que indicam que o bebê virou de cabeça para baixo.

Caso o bebê ainda não tenha virado de cabeça para baixo, o médico pode tentar virá-lo manualmente, através de uma manobra chamada de versão cefálica externa (VCE). Se, através deste método, não for possível virar o bebê de cabeça para baixo, o médico deve conversar com a mãe acerca do parto pélvico ou sugerir uma cesárea, o que vai depender de vários fatores de saúde da mãe e do peso do bebê.

Veja também quais os exercícios que pode praticar em casa para ajudar o bebê a encaixar.

Parto pélvico: o que é e possíveis riscos

Como é feita a Versão Cefálica Externa (VCE)

A Versão Cefálica Externa consiste numa manobra utilizada pelo obstetra, entre a 36ª e a 38ª semana de gestação, quando o bebê ainda não virou de cabeça para baixo. Esta manobra é realizada manualmente pelo médico, que coloca as mãos na barriga da gestante, virando lentamente o bebê para a posição correta. Durante este procedimento, o bebê é monitorado, de forma a evitar complicações.

Quais os riscos do parto pélvico

O parto pélvico apresenta mais riscos que um parto normal, porque existe a possibilidade do bebê ficar preso no canal vaginal, podendo levar à diminuição do suprimento de oxigênio pela placenta. Além disso, também existe o risco dos ombros e da cabeça do bebê ficarem presos nos ossos da pélvis da mãe.

É mais seguro fazer uma cesárea ou um parto pélvico?

Assim como o parto pélvico, a cesárea também apresenta alguns riscos para o bebê e para a mãe, como infecções, sangramentos ou lesões nor órgãos em torno do útero, por exemplo. Por isso, é muito importante uma avaliação da situação por parte do obstetra, tendo em conta o estado de saúde e preferências da mãe, assim como as características do bebê, de forma a determinar o método mais adequado.

Maior parte dos obstetras recomenda a cesárea para os bebês em posição pélvica, especialmente para os prematuros, porque são pequenos e mais frágeis, e têm uma cabeça relativamente maior em proporção ao seu corpo, dificultando a sua passagem, caso o bebê se encontre de cabeça para cima.

Bibliografia >

  • BERHAN, Y et. al.. The risks of planned vaginal breech delivery versus planned caesarean section for term breech birth: a meta‐analysis including observational studies. The British Journal of Obstetrics and Gynecology. Vol. 123. 1.ed; 49-57, 2015
  • THE AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS. If Your Baby Is Breech. Disponível em: <https://www.acog.org/patient-resources/faqs/pregnancy/if-your-baby-is-breech>. Acesso em 06 Ago 2020
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