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Zika vírus na gravidez: sintomas, riscos para o bebê e como é o diagnóstico

Fevereiro 2020

A infecção pelo Zika vírus na gravidez representa risco para o bebê, isso porque o vírus consegue atravessar a placenta e atingir o cérebro do bebê e comprometer o seu desenvolvimento, resultando na microcefalia e outras alterações neurológicas, como falta de coordenação motora e deficiência cognitiva.

Essa infecção é identificada por meio dos sinais e sintomas apresentados pela grávida, como aparecimento de manchas vermelhas na pele, febre, dor e inchaço nas articulações, bem como por meio da realização de exames que devem ser indicados pelo médico e que permitem a identificação do vírus

Zika vírus na gravidez: sintomas, riscos para o bebê e como é o diagnóstico

Sintomas de Zika vírus na gravidez

A mulher infectada pelo Zika vírus durante a gravidez apresenta os mesmo sinais e sintomas que toda as outras pessoas que foram infectadas pelo vírus, como:

  • Manchas vermelhas na pele;
  • Coceira pelo corpo;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Vermelhidão nos olhos;
  • Dor ns articulações;
  • Inchaço no corpo;
  • Fraqueza.

O período de incubação do vírus é de 3 a 14 dias, ou seja, os primeiros sintomas começam a aparecer após esse período e desaparecem normalmente após 2 a 7 dias. Porém, mesmo que os sintomas desapareçam, é importante que a mulher vá ao ginecologista-obstetra ou infectologista para que sejam feitos exames e seja verificado o risco de transmissão do vírus para o bebê.

Apesar do comprometimento cerebral do bebê ser maior quando a mãe está com Zika no primeiro trimestre de gestação, o bebê pode ser afetado em qualquer fase da gravidez. Por isso todas as gestantes devem ser acompanhadas por médicos durante o pré-natal e devem se proteger do mosquito para evitar pegar Zika, além disso também devem usar camisinha, quando o parceiro apresentar sintomas de Zika.

Riscos e complicações para o bebê

O Zika vírus consegue atravessar a placenta e chegar no bebê e, como possui predileção pelo sistema nervoso, dirige-se para o cérebro do bebê, interferindo no seu desenvolvimento e resultando na microcefalia, que é caracterizada pelo perímetro da cabeça menor que 33 centímetros. Como consequência do mau-desenvolvimento do cérebro, o bebê apresentar déficit cognitivo, dificuldade para enxergar e falta de coordenação motora.

Apesar do bebê poder ser atingido em qualquer fase da gestação, os riscos são maiores quando a infecção da mãe acontece nos primeiros trimestres de gravidez, isso porque o bebê ainda está em fase de desenvolvimento, havendo maior risco de aborto e morte do bebê ainda no útero, enquanto que nos últimos trimestres de gestação o bebê já está praticamente formado, de forma de o vírus tem menos impacto.

As únicas formas de saber se o bebê tem microcefalia são através do ultrassom onde pode ser observado um menor perímetro encefálico e através da medição do tamanho da cabeça assim que o bebê nascer. No entanto, nenhum exame consegue comprovar que o Zika vírus esteve presente na corrente sanguínea do bebê em nenhum momento durante a gestação. Estudos realizados verificaram a presença do vírus no líquido amniótico, soro, tecido cerebral e LCR dos recém-nascidos com microcefalia, indicando que houve infecção.

Como acontece a transmissão

A principal forma de transmissão do Zika vírus é por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, no entanto é possível também que o vírus seja transmitido de mãe para filho durante a gestação ou no momento do parto. Já foram descritos também casos de transmissão do Zika vírus por meio do contato sexual desprotegido, porém essa forma de transmissão ainda precisa ser melhor estudada para que seja confirmada.

Zika vírus na gravidez: sintomas, riscos para o bebê e como é o diagnóstico

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da Zika na gravidez deve ser feito pelo médico a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, bem como pela realização de alguns exames. É importante que os exames sejam realizados durante o período dos sintomas, havendo maior probabilidade de identificar o vírus circulante.

Os 3 principais exames que são capazes de identificar que a pessoa está com Zika são:

1. Teste molecular PCR

O teste molecular é o mais utilizado para identificar a infecção pelo Zika vírus, pois além de indicar a presença ou ausência de infecção, também informa a quantidade de vírus circulante, o que é importante para a indicação do tratamento pelo médico.

O exame PCR consegue identificar partículas do vírus no sangue, na placenta e no líquido amniótico. O resultado é mais facilmente obtido quando é realizado enquanto a pessoa apresenta os sintomas da doença, o que varia entre 3 e 10 dias. Após esse período, o sistema imune combate o vírus e quanto menos vírus estiverem presente nestes tecidos, mais difícil será chegar ao diagnóstico.

Quando o resultado dá negativo, o que significa que não foram encontradas partículas do Zika vírus no sangue, placenta ou líquido amniótico, mas o bebê apresenta microcefalia, outras causas para esta doença devem ser investigadas. Conheça as causas da microcefalia.

No entanto, é difícil saber se a mulher teve Zika há tanto tempo que o sistema imune já conseguiu retirar todos os vestígios do vírus do corpo. Isso só poderia ser esclarecido realizando um outro teste que avalia os anticorpos formados contra o Zika vírus, que até o momento ainda não existe, embora os pesquisadores de todo o mundo estejam trabalhando neste sentido.

2. Teste rápido para Zika

O teste rápido para Zika é feito com o objetivo de triagem, uma vez que apenas indica se há ou não infecção a partir da avaliação dos anticorpos circulantes no corpo contra o vírus. No caso de resultados positivos, é indicada a realização de exame molecular, enquanto que nos testes negativos a recomendação é a repetição do exame e, caso existam sintomas e o teste rápido der negativo, é também indicado o teste molecular.

3. Exame diferencial para Dengue, Zika e Chikungunya

Como Dengue, Zika e Chikungunya causam sintomas semelhantes, um dos testes que pode ser realizado no laboratório é o teste diferencial para essas doenças, que é constituído por reagentes específicos para cada uma das doenças e fornece o resultado em mais ou menso 2 horas.

Veja mais sobre o diagnóstico da Zika.

Como se proteger da Zika na gravidez

Para se proteger e evitar a Zika a gestante deve usar roupas de compridas, que cubram a maior parte da pele e usar repelente todos os dias para manter os mosquitos afastados. Veja quais os repelentes mais na gravidez indicados.

Outras estratégias que podem ser úteis são plantar citronela ou ascender velas aromáticas de citronela por perto porque elas afastam os mosquitos. Investir no consumo de alimentos ricos em vitamina B1 também ajuda a manter os mosquitos longe porque isso altera o cheiro da pele, fazendo que os mosquitos não sejam atraídos pelo seu cheiro.

Bibliografia >

  • INSTITUTO NACIONAL DE SAÚDE DA MULHER, DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Gravidez e os cuidados com o vírus zika. Disponível em: <http://www.iff.fiocruz.br/index.php/8-noticias/318-gravidezcuidadoszica>. Acesso em 03 Jan 2020
  • PIMENTA, Mariana et al. Zika virus and pregnancy Vírus Zika e gravidez. Acta Obstet Ginecol Port. Vol 10. 2 ed; 92-94, 2016
  • FIOCRUZ. DPP® Zika IgM/IgG. Disponível em: <https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/produtos/reativos/testes-rapidos/dpp-zika-igm-igg>. Acesso em 03 Jan 2020
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