Vulvovaginite: o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
agosto 2022
  1. Sintomas
  2. Diagnóstico
  3. Causas
  4. Tratamento

A vulvovaginite é a inflamação ao mesmo tempo da vulva e da vagina que pode ter como sintomas o inchaço da região genital, vermelhidão e coceira, podendo ser causada por microrganismos ou ser consequência do uso de alguns produtos que contenham substâncias irritativas, como pomadas, cremes e sabonetes.

Apesar da vulvovaginite possa surgir em todas as mulheres e em qualquer idade, é mais frequente em mulheres que já iniciaram a atividade sexual, uma vez que o contato íntimo facilita o contato com microrganismos e, em alguns casos, o desbalanço da flora vaginal.

É importante que o ginecologista seja consultado assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas de vulvovaginite, pois assim é possível confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado, que normalmente envolve o uso de antimicrobianos.

Sintomas de vulvovaginite

Os principais sintomas de vulvovaginite são:

  • Irritação e vermelhidão da região genital;
  • Coceira constante;
  • Inchaço da região íntima;
  • Corrimento com cheiro forte;
  • Sangramento ligeiro na calcinha;
  • Desconforto ou queimação ao urinar.

Na presença de sinais e sintomas indicativos de vulvovaginite, é importante que o ginecologista seja consultado para que possa ser feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da vulvovaginite é feito pelo ginecologista, inicialmente, por meio da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, bem como pela observação da região genital através do exame ginecológico.

Além disso, o médico pode indicar a realização da análise de secreção vaginal para que possa ser verificado se a vulvovaginite é causada por algum agente infeccioso, assim como a realização do exame de urina do tipo 1 e urocultura.

Principais causas

A vulvovaginite pode acontecer como consequência de diversas situações, sendo as principais:

  • Excesso de fungos, como candidíase;
  • Infecção por vírus ou bactérias;
  • Falta de higiene ou uso de roupa íntima muito apertada;
  • Infecção por parasitas, como o Trichomonas vaginalis;
  • Alterações hormonais, o que pode provocar o desbalanço da flora vaginal e favorecer a inflamação.

Além disso, algumas mulheres também podem desenvolver vulvovaginite devido a hipersensibilidade a algumas substâncias químicas como parabenos ou sulfato de sódio que estão presentes em sabonetes, detergentes para roupa ou cremes. Nestes casos, os sintomas surgem pouco tempo após usar o produto e melhoram quando a região é lavada com água morna e um sabonete íntimo adequado.

Tratamento para vulvovaginite

O tratamento varia de acordo com a causa da vulvovaginite e deve ser feito sob orientação do ginecologista, sendo indicado que no caso de infecção por bactérias sejam utilizados antibióticos, enquanto que no caso de excesso de fungos deve ser usados antifúngicos, por exemplo. Veja mais detalhes do tratamento da vulvovaginite.

É também possível complementar o tratamento em casa para aliviar os sintomas e acelerar o tratamento recomendado pelo médico. Uma boa dica consiste em fazer banhos de assento com 3 colheres de sopa de vinagre de maçã ou de sal grosso, pois ajudam a eliminar os micro-organismos presentes e a acalmar a irritação.

Também se deve dar preferência para o uso de roupas íntimas de algodão, saias e vestidos que ajudem a ventilar a região genital, diminuindo o risco de agravamento da infecção.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em agosto de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • LINHARES, Iara M.; AMARAL, Rose Luce G.; ROBIAL, Renata; JUNIOR, José E. Vaginites e vaginoses. FEMINA. Vol 47. 4 ed; 235-240, 2019
  • CARVALHO, Newton S.; JUNIOR, José E.; TRAVASSOS, Ana Gabriela. Protocolo Brasileiro para Infecções Sexualmente Transmissíveis 2020: infecções que causam corrimento vaginal. Epidemiol. Serv. Saude. Vol 30. 1 ed; 2021
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.