Vaginite atrófica: o que é, sintomas, causas e tratamento

março 2022

A vaginite atrófica, também conhecida como atrofia vaginal, é uma inflamação que ocorre no canal vaginal devido à baixa produção de estrogênio, que deixa o revestimento da vagina mais fino e ressecado, levando ao surgimento de sintomas como secura, coceira ou irritação vaginal, e dor durante o contato íntimo.

A vaginite atrófica é mais comum durante a menopausa, sendo chamada de síndrome genitourinária da menopausa. No entanto, outras condições que levam a baixa produção de estrogênio também podem causar vaginite atrófica, como período pós-parto, amamentação, cirurgia de retirada dos ovários ou uso de remédios para o tratamento do câncer, por exemplo.

O tratamento da atrofia vaginal deve ser orientado pelo ginecologista que pode indicar a administração de estrogênio, de uso tópico ou oral, para aliviar os sintomas e prevenir a ocorrência de outras doenças, como infecções vaginais ou problemas urinários. 

Principais sintomas

A vaginite atrófica pode levar ao surgimento de sintomas tanto na região íntima como no sistema urinário, sendo os mais comuns: 

  • Secura vaginal;
  • Sensação de queimação na vagina;
  • Coceira ou irritação vaginal;
  • Dor ou sangramento durante o contato íntimo;
  • Corrimento vaginal fino e líquido;
  • Corrimento amarelado com mau cheiro;
  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Urinar com frequência;
  • Incontinência urinária de esforço;
  • Sangue na urina.

Além disso, é normal que o pH vaginal também se encontre mais elevado do que o normal, o que pode aumentar o risco de desenvolvimento de infecções urinárias recorrentes ou de lesões no tecido vaginal. Saiba identificar os sintomas de infecção urinária.  

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da vaginite atrófica é feito pelo ginecologista através da análise dos sintomas e do exame ginecológico.

Além disso, o médico pode solicitar alguns exames como papanicolau, exame de urina ou dos níveis hormonais, ultrassom, ou análise do pH vaginal.

Possíveis causas

A vaginite atrófica é causada pela baixa produção de estrogênio, que é um hormônio produzido pelos ovários, responsável por regular o ciclo menstrual, proteger a mucosa da vagina e estimular a produção de secreções vaginais.

Algumas condições que podem causar a baixa produção de estrogênio e, consequentemente, vaginite atrófica são:

  • Menopausa;
  • Amamentação;
  • Pós-parto;
  • Diabetes não controlada;
  • Cirurgia para remoção dos ovários;
  • Falta de contato íntimo;
  • Estresse grave;
  • Radioterapia pélvica;
  • Quimioterapia;
  • Doenças imunológicas;
  • Disfunção hipotalâmica;
  • Tabagismo.

A vaginite atrófica pode ainda manifestar-se em mulheres submetidas a tratamentos hormonais para o câncer de mama, com uso de remédios como tamoxifeno, anastrozol, letrozol, exemestano ou fulvestranto, por exemplo. Conheça também outros tipos de vaginite e suas causas.  

Como é feito o tratamento

O tratamento da vaginite atrófica deve ser orientado pelo ginecologista que pode indicar a aplicação de estrogênios tópicos em forma de creme ou comprimidos vaginais, como o estradiol, estriol ou promestrieno. Em alguns casos, o médico pode ainda receitar o uso de comprimidos, por via oral, ou a aplicação de adesivos transdérmicos na pele.

Além disso, para reduzir o desconforto durante o contato íntimo, o médico pode indicar o uso de lubrificantes vaginais.

Nos casos de infecção urinária, pode ser recomendado pelo médico o uso de antibióticos para combater as bactérias ou analgésicos para aliviar a dor ou o desconforto ao urinar. Veja como é feito o tratamento da infecção urinária.  

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em março de 2022.

Bibliografia

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Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.

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