Tosse seca persistente: 6 causas e o que fazer para tratar

Revisão médica: Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
abril 2022

A tosse seca normalmente é causada por uma irritação do sistema respiratório, que pode acontecer pela exposição à fumaça do cigarro, mas também à poluição. No entanto, quando é muito persistente, a tosse seca também é muitas vezes causada por uma alergia respiratória, especialmente se surgir em períodos mais específicos do ano (como primavera ou outono). 

Ainda assim, existem outras causas que podem provocar tosse seca, principalmente problemas respiratórios, como a asma, ou a existência de alguma doença cardíaca.

Por esse motivo, sempre que a tosse seca persistir por mais de 1 semana, piorar rapidamente ou for acompanhada de outros sinais como catarro espesso, presença de sangue, febre ou dificuldade para respirar, é muito importante ir ao hospital ou consultar um pneumologista, para identificar a causa e iniciar o tratamento mais adequado.

As causas mais comuns da tosse seca são:

1. Alergia respiratória

A alergia à poeira, pelo de animais domésticos ou pólen das flores, provoca irritação na garganta, fazendo com que ocorra tosse até que a causa da alergia respiratória seja identificada e eliminada. Este tipo de tosse é mais comum na primavera ou no outono.

O que fazer: É fundamental identificar a causa da alergia, pois assim é possível evitar novas crises alérgicas. Além disso, pode-se fazer uso de medicamentos anti-histamínicos para aliviar os sintomas.

2. Cigarro e poluição

O uso de cigarro ou a exposição à fumaça ou a qualquer tipo de poluição ambiental, podem causar irritação na garganta, podendo também estimular o reflexo da tosse, que tende a ser seca e bastante persistente.

O que fazer: Nesse caso é recomendado evitar esse tipo de exposição, bem como evitar fumar. Dessa forma é possível evitar a irritação da garganta, a tosse e o desenvolvimento de outros problemas de saúde decorrente da exposição frequente e/ou prolongada à fumaça ou poluição.

3. Asma

A asma é um problema respiratório que provoca uma inflamação crônica dos pulmões, que, além de tosse seca, resulta em sintomas como falta de ar, chiado ao respirar e sensação de pressão no peito.

O que fazer: É importante seguir o tratamento indicado pelo médico, que envolve o uso de remédios inalatórios que promovem a dilatação dos brônquios, facilitando a respiração e aliviando os sintomas. Além disso, é importante identificar o fator responsável por desencadear a crise de asma, pois dessa forma é possível evitar novas crises. Veja mais detalhes do tratamento para asma.

4. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico também pode causar tosse seca após a ingestão de alimentos apimentados ou muito ácidos, devido à subida do ácido do estômago até ao esôfago. Além da tosse, outros sintomas podem incluir sensação de bolo na garganta, azia e má digestão. Conheça mais sobre refluxo gastroesofágico.

O que fazer: Para aliviar a tosse e os outros sintomas de refluxo, é importante ter uma alimentação leve e pobre em alimentos gordurosos, além de também poder ser indicado pelo médico o uso de medicamentos que promovem a diminuição ou neutralização da quantidade de ácido no estômago.

5. Problemas cardíacos

Algumas alterações cardíacas, principalmente a insuficiência cardíaca, podem provocar um acúmulo de líquido nos pulmões, o que faz com que a pessoa sinta vontade frequente para tossir. Além da tosse, pode haver dor no peito, falta de ar no repouso, inchaço na perna e nos pés, e cansaço frequente. Saiba reconhecer outros sintomas de problemas cardíacos.

O que fazer: Nesses casos, é importante que o cardiologista seja consultado para que sejam feitos exames que permitam identificar a causa da tosse seca e, assim, iniciar o tratamento mais adequado não só para aliviar a tosse, mas também para tratar a alteração cardíaca.

6. COVID-19

A COVID-19 é uma infecção respiratória que também pode causar tosse seca e persistente, além de dificuldade para respirar, coriza ou nariz entupido, febre acima de 38ºC e cansaço generalizado devido ao comprometimento dos pulmões. Faça o nosso teste de sintomas para saber o risco de estar com COVID-19.

O que fazer: Em caso de suspeita de COVID-19 é importante realizar o teste rápido e/ou o teste de PCR para COVID-19 para confirmar a infecção e ficar em isolamento para evitar a transmissão para outras pessoas. Além disso, é importante ficar em repouso e ter uma alimentação mais leve. Nos casos em que há dificuldade para respirar, é importante se dirigir para o hospital para que seja feita um raio-X de tórax e avaliar a necessidade de internamento. Confira mais detalhes do tratamento para COVID-19.

Como tratar a tosse seca persistente

O tratamento para a tosse seca persistente deve ser direcionado para solucionar a sua causa. No caso de tosse seca de causa alérgica, além do uso dos medicamentos receitados pelo médico, é importante:

  • Beber, no mínimo, 1,5 litros de água por dia, porque a água ajuda a manter as vias aéreas hidratadas e diminui a irritação da garganta;
  • Tomar 1 colher de sopa de xarope de cenoura ou de orégano cerca de 3 vezes por dia. Estes xaropes possuem propriedades antitússicas, diminuindo os acessos de tosse. Veja como fazer estes xaropes
  • Beber 1 xícara de chá de hortelã, cerca de 3 vezes por dia. A hortelã tem ação tranquilizante, antitússica, mucolítica, expectorante e descongestionante, ajudando a aliviar a tosse. Para fazer o chá basta adicionar 1 colher de chá de folhas secas ou frescas de hortelã em uma xícara de água fervente e deixar repousar por 5 minutos, coar e beber a seguir;
  • Tomar remédio para tosse seca persistente sob orientação médica, como o Vibral, Notuss, Antuss ou Hytos Plus, por exemplo;
  • Evitar a poeira dentro de casa, já que o contato com animais e a fumaça do cigarro podem ser as causadoras da tosse seca persistente.

Casos de tosse seca persistente por mais de 1 semana, merecem mais atenção, especialmente se o indivíduo tiver asma, bronquite, rinite ou qualquer outra doença respiratória crônica. Ela pode significar uma piora do quadro e a necessidade de tomar medicamentos anti-histamínicos ou corticoides.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em abril de 2022. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em agosto de 2021.
Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.

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