Ultrassom 3D ou 4D: diferenças e quando fazer

março 2022

Os ultrassons 3D ou 4D podem ser feitos durante o pré-natal entre as semanas 26 e 29 e são utilizados para ver detalhes físicos do bebê e avaliar a presença e também a gravidade de doenças, não sendo apenas realizadas com o objetivo de diminuir a curiosidade dos pais.

O exame em 3D mostra detalhes do corpo do bebê, sendo possível ver o rosto e os órgãos genitais com mais nitidez, enquanto no exame em 4D, além das feições bem definidas, também é possível visualizar os movimentos do feto na barriga da mãe.

Esses exames são feitos do mesmo modo que o ultrassom convencional, sem precisar de nenhum preparo especial. No entanto, é recomendado apenas não utilizar cremes hidratantes na barriga e ingerir bastante líquidos no dia anterior ao exame.

Principais diferenças do ultrassom 3D e 4D

A principal diferença do ultrassom 3D e 4D, é que no ultrassom 4D é possível captar os movimentos do bebê, mas que pode tornar a imagem um pouco menos nítida, enquanto no ultrassom 3D a imagem é estática, sem movimento, tendo uma maior nitidez. 

No entanto, esses dois tipos de ultrassom permitem ver imagens tridimensionais que mostram o bebê de forma detalhada. 

Quando fazer

A melhor época para fazer os ultrassons 3D e 4D é entre a 26ª e a 29ª semana de gestação, pois nessas semanas o bebê já está crescido e ainda existe bastante líquido amniótico na barriga da mãe.

Antes desse período, o feto ainda é muito pequeno e com pouca gordura debaixo da pele, o que dificulta a visualização das suas feições, e depois das 30 semanas o bebê está muito grande e ocupa muito espaço, sendo difícil ver o seu rosto e seus movimentos. Veja também quando o bebê começa a mexer.

Doenças identificadas pelo ultrassom

Em geral, os ultrassons 3D e 4D identificam as mesmas doenças que o ultrassom convencional e por isso normalmente não são cobertos pelos planos de saúde. As principais alterações detectadas pelo ultrassom são:

  • Lábio Leporino, que é uma má formação do céu da boca;
  • Defeitos na coluna do bebê;
  • Malformações no cérebro, como hidrocefalia ou anencefalia;
  • Malformações nos membros, rins, coração, pulmões e intestino;
  • Síndrome de Down.

A vantagem do exames em 3D ou 4D é que eles possibilitam uma melhor avaliação da gravidade do problema, podendo ser feitos após o diagnóstico no ultrassom convencional. Além disso, na maioria dos casos é usado o ultrassom morfológico, que faz parte dos exames de pré-natal que devem ser feitos para identificar doenças e malformações no bebê. Saiba mais sobre o ultrassom morfológico.

Quando a imagem não fica boa

Algumas situações podem interferir nas imagens geradas pelo ultrassom 3D ou 4D, como por exemplo a posição do bebê, que pode estar virado para as costas da mãe, o que impede que o médico identifique o seu rosto, ou o fato do bebê estar com os membros ou o cordão umbilical na frente do rosto.

Além disso, a pouca quantidade de líquido amniótico ou o excesso de gordura na barriga da mãe pode interferir na imagem. Isso porque o excesso de gordura dificulta a passagem das ondas que formam a imagem no aparelho de ultrassom, o que faz com que as imagens formadas não reflitam a realidade ou não tenham boa resolução.

É importante lembrar que o exame começa com o ultrassom normal, pois o ultrassom 3D/4D só é feito quando se obtém boas imagens no exame convencional.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em março de 2022.

Bibliografia

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Mostrar bibliografia completa
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Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.