Suor excessivo na cabeça: o que pode ser e o que fazer

outubro 2022

O suor excessivo na cabeça pode acontecer devido ao calor excessivo, prática de atividade física ou ser indicativo de uma condição conhecida como hiperidrose, que corresponde à produção excessiva do suor.

O suor é a forma natural que o corpo tem de se resfriar e é um processo que acontece durante todo o dia, mas não se nota. No caso da hiperidrose, por exemplo, as glândulas liberam muito mais suor do que o corpo precisa para se resfriar, podendo notar aumento do suor na cabeça. Conheça outras causas comuns de suor excessivo.

Na maioria dos casos o suor excessivo na cabeça não necessita de tratamento específico, no entanto caso seja frequente e cause desconforto, é importante que o dermatologista seja consultado para que seja feita uma avaliação e iniciado o tratamento mais adequado, caso seja necessário.

Principais causas

As principais causas de suor excessivo na cabeça são:

1. Calor excessivo

O calor em excesso pode favorecer a produção de mais suor, o que pode ser notado em várias partes do corpo, incluindo a cabeça. Nesse caso, além do suor, pode ser notado também coceira na cabeça, sendo indicado lavar bem o couro cabeludo para aliviar a coceira.

2. Prática de atividade física

A prática de atividade física promove um aumento da temperatura corporal, de forma que leva ao aumento da produção de suor, podendo ser notado na cabeça, além de outras partes do corpo.

3. Estresse e ansiedade

O estresse e a ansiedade são também situações em que pode ser notado suor excessivo na cabeça em algumas pessoas, já que a produção de suor é aumentada nessas situações como resposta ao aumento da circulação sanguínea e do corpo à situação de estresse.

4. Hiperidrose

A hiperidrose é uma situação em que há a produção excessiva de suor, mesmo quando não está calor ou a pessoa não está praticando atividade física, podendo ser notado principalmente nas mãos, pés, axilas e cabeça. Conheça mais sobre a hiperidrose.

O que pode ser suor na cabeça do bebê

Os bebês costumam suar bastante pela cabeça, principalmente na hora da amamentação. Esta é uma situação normal, já que cabeça da criança é o local no corpo com maior circulação de sangue, tornando-a naturalmente mais quente e propensa a suar.

Além disso os bebês fazem muito esforço para mamar, e isso eleva a temperatura corporal. A proximidade do corpo do bebê com o colo da na hora da amamentação também faz com o que a temperatura suba, pois o bebê não têm o mecanismo de termorregulação maduro, que é quando o corpo consegue resfriar ou aquecer para manter a temperatura o mais próximo possível de 36º C.

Para evitar o suor em excesso na cabeça do bebê, os pais podem vestir a criança com uma roupa mais leve na hora da amamentação, por exemplo, no entanto, caso o suor seja muito intenso, recomenda-se levar a criança ao pediatra, pois podem ser necessários exames para verificar se o suor não é um sintoma de outra doença que precise de um tratamento mais específico.

Como é feito o tratamento

O suor excessivo na cabeça costuma ser uma situação normal, no entanto case cause desconforto ou seja frequente, é importante que o dermatologista seja consultado. Assim, de acordo com a intensidade da situação, o médico pode recomendar o uso de alguns remédios, como:

  • Cloreto de alumínio, conhecido como Drysol;
  • Subsulfato férrico também conhecido como solução de Monsel;
  • Nitrato de prata;
  • Glicopirrolato oral, conhecido como Seebri ou Qbrexza

No caso da hiperidrose, o médico pode recomendar o uso da toxina botulínica do tipo A. Nesses casos, é feita a aplicação por injeção na área onde o suor é mais intenso, o procedimento dura cerca de 30 minutos, e a pessoa volta a rotina normal no mesmo dia. O suor tende a diminuir depois do terceiro dia após a aplicação da toxicina botulínica.

Caso o tratamento com remédios ou a toxicina botulínica não apresentem os resultados esperados, o dermatologista pode encaminhar para a cirurgia, que é feita com pequenos cortes na pele e que dura cerca de 45 minutos.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em outubro de 2022.

Bibliografia

  • Wolvertone, E. Stephen. Terapêutica dermatológica. 3 ed. Elsevier, 631.
  • Bolognia, Jean L et al. Dermatology. 3. ed. Elsevier, 2015. 586-594.
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.