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Suor excessivo na cabeça: o que pode ser e o que fazer

Julho 2020

O suor excessivo na cabeça se dá por uma condição chamada hiperidrose, que é a liberação excessiva do suor. O suor é a forma natural que o corpo tem de se resfriar e é um processo que acontece durante todo o dia, mas não se nota, já a hiperidrose é a forma aumentada, ou seja as glândulas liberam muito mais suor do que o corpo precisa para se resfriar. 

A hiperidrose na maioria das vezes tem causas hereditárias, ou seja, mais pessoas da mesma família podem possuir. Porém, também podem haver situações como altas temperaturas e uso de alguns remédios, que podem aumentar a liberação de suor temporariamente, mas isso não quer dizer que a pessoa possua hiperidrose. Além disso, em situações de estresse elevado, medo ou ansiedade grave, quem tende a suar em quantidade normal, pode também apresentar suor excessivo.

No entanto, e embora mais raro, também existe a possibilidade de que o suor excessivo na cabeça seja um sinal de diabetes mal controlado, e neste caso a hiperidrose geralmente melhora com o controle da glicemia.

Conheça outras causas comuns de suor excessivo.

Suor excessivo na cabeça: o que pode ser e o que fazer

Como confirmar que é hiperidrose

O diagnóstico de hiperidrose é feito pelo relato da pessoa, mas o dermatologista poderá solicitar o teste de iodo e amido, para confirmação se realmente é um caso de hiperidrose.  

Para este teste, uma solução de iodo é aplicada à cabeça, na área onde a pessoa relata ter mais suor e deixada para secar. O amido de milho é então polvilhado sobre a área, o que faz as áreas de sudorese parecerem escuras. O teste de iodo e amido é necessário apenas para confirmar com exatidão os focos da hiperidrose na cabeça.

O dermatologista ainda pode solicitar exames laboratoriais, como hemograma, para detectar diabetes ou falta/excesso de hormônios da tireoide, se suspeitar que a causa de hiperidrose que pode ser apenas um sintoma de outra doença. 

Como é feito o tratamento 

O tratamento feito por remédios possui resultados positivos e na maioria das vezes o suor excessivo na cabeça desaparece. Entretanto, em alguns casos o dermatologista poderá encaminhar a pessoa para a cirurgia, se os medicamentos não fizerem o efeito necessário. 

Normalmente o tratamento é feito com remédios como:

  • Cloreto de alumínio, conhecido como Drysol;
  • Subsulfato férrico também conhecido como solução de Monsel;
  • Nitrato de prata;
  • Glicopirrolato oral, conhecido como Seebri ou Qbrexza

A toxicina botulínica do tipo A, também é uma forma de se tratar a hiperidrose. Nesses casos, é feita a aplicação por injeção na área onde o suor é mais intenso, o procedimento dura cerca de 30 minutos, e a pessoa volta a rotina normal no mesmo dia. O suor tende a diminuir depois do terceiro dia após a aplicação da toxicina botulínica.

Caso o tratamento com remédios ou a toxicina botulínica não apresentem os resultados esperados, o dermatologista pode encaminhar para a cirurgia, que é feita com pequenos cortes na pele e que dura cerca de 45 minutos. Saiba como é feita a cirurgia para parar de suar.

O que pode ser suor na cabeça do bebê

Os bebês costumam suar bastante pela cabeça, principalmente na hora da amamentação. Esta é uma situação normal, já que cabeça da criança é o local no corpo com maior circulação de sangue, tornando-a naturalmente mais quente e propensa a suar. 

Além disso os bebês fazem muito esforço para mamar, e isso eleva a temperatura corporal. A proximidade do corpo do bebê com o colo da na hora da amamentação também faz com o que a temperatura suba, pois o bebê não têm o mecanismo de termorregulação maduro, que é quando o corpo consegue resfriar ou aquecer para manter a temperatura o mais próximo possível de 36º C.

Para evitar o suor em excesso na cabeça do bebê, os pais podem vestir a criança com uma roupa mais leve na hora da amamentação, por exemplo, no entanto, caso o suor seja muito intenso, recomenda-se levar a criança ao pediatra, pois podem ser necessários exames para verificar se o suor não é um sintoma de outra doença que precise de um tratamento mais específico.

Bibliografia >

  • Wolvertone, E. Stephen. Terapêutica dermatológica. 3 ed. Elsevier, 631.
  • Bolognia, Jean L et al. Dermatology. 3. ed. Elsevier, 2015. 586-594.
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