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Exame ASLO: saiba para que serve

O exame ASLO, também chamado de ASO, AEO ou da antiestreptolisina O, tem como objetivo identificar a presença de uma toxina liberada pela bactéria Streptococcus pyogenes, a estreptolisina O. Caso a infecção por essa bactéria não seja identificada e tratada com antibióticos, a pessoa pode desenvolver algumas complicações, como glomerulonefrite e febre reumática, por exemplo.

O principal sinal de infecção por essa bactéria é a dor de garganta que acontece mais que 3 vezes por ano e que demora para ser solucionada. Além disso, caso haja outros sintomas como falta de ar, dor no peito ou dor e inchaço na articulações, é importante buscar ir ao médico, já que pode se tratar de febre reumática.

O exame deve ser feito em jejum de 4 a 8 horas, dependendo da recomendação do médico ou do laboratório, e o resultado normalmente é liberado após 24 horas.

Exame ASLO: saiba para que serve

Para que serve

O médico geralmente solicita o exame ASLO quando a pessoa têm episódios frequentes de dor de garganta além de sintomas que possam indicar febre reumática, como por exemplo:

  • Febre;
  • Tosse;
  • Falta de ar;
  • Dor e inchaço das articulações;
  • Presença de nódulos debaixo da pele;
  • Presença de manchas vermelhas na pele;
  • Dor no peito.

Assim, a partir da análise dos sintomas e do resultado do exame, o médico poderá confirmar o diagnóstico da febre reumática, por exemplo, que é caracterizada pela elevada concentração de antiestreptolisina O no sangue. Entenda como identificar e tratar a febre reumática.

A estreptolisina O é uma toxina produzida por uma bactéria do tipo estreptococos, a Streptococcus pyogenes, que, caso não seja identificada ou tratada com antibióticos, pode causar febre reumática, glomerulonefrite, escarlatina e amigdalite, por exemplo. Dessa forma, o principal meio de diagnóstico de infecção por essa bactéria é a partir da identificação dessa toxina por meio da detecção de anticorpos produzido pelo organismo contra a bactéria, que é a antiestreptolisina O.

Apesar de resultados positivos serem característicos de infecção por Streptococcus pyogenes, nem todas as pessoas desenvolvem sintomas de febre reumática, glomerulonefrite ou amigdalite, por exemplo, no entanto devem ser acompanhadas pelo médico, realizando exames periódicos de sangue e check-up cardíaco. Veja quais são os exames solicitados para avaliar o coração.

Como é feito

O exame ASLO deve ser feito em jejum de 4 a 8 horas, de acordo com a recomendação médica ou do laboratório e é feito a partir da coleta de uma amostra de sangue que é enviada ao laboratório para análise. No laboratório é realizado o teste para detectar a presença de antiestreptolisina O no sangue, que é feito a partir da adição de 20µL de reagente, chamado de Látex ASO, a 20µL de amostra do paciente em uma placa de fundo escuro. Em seguida, é feita a homogenização por 2 minutos e verificado se há aglutinação das partículas na placa.

O resultado é dito negativo caso a concentração de antiestreptolisina O seja igual ou inferior a 200UI/mL, esse resultado porém pode variar de acordo com o laboratório em que o exame foi realizado e a idade da pessoa. Caso seja verificado aglutinação, o resultado é dito positivo, sendo necessário realizar diluições sucessivas para verificar a concentração de antiestreptolisina O no sangue. Nesse caso, o médico pode solicitar novo exame após 10 a 15 dias para verificar se a concentração da antiestreptolisina diminui no sangue, é constante ou aumente e, assim verificar se a infecção é ativa ou não.

Além do exame ASLO, o médico pode solicitar uma cultura microbiológica de material proveniente da garganta, já que é o local que a bactéria normalmente está presente, para detectar diretamente a presença da bactéria Streptococcus pyogenes.

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