A síndrome do desfiladeiro torácico é uma condição em que nervos e/ou vasos sanguíneos são comprimidos na região entre o pescoço e o ombro, causando dor e desconforto no braço e na mão.
Os principais sintomas da síndrome incluem dor, formigamento, fraqueza nos braços e dedos, inchaço, alterações na cor e sensação de peso, que podem piorar ao levantar o braço ou realizar movimentos repetitivos.
O tratamento é indicado pelo ortopedista e envolve fisioterapia para melhorar postura e fortalecer músculos, medicações para dor ou inflamação, e, em casos mais graves, cirurgia para liberar a compressão.
Sintomas da síndrome do desfiladeiro torácico
Os principais sintomas da síndrome do desfiladeiro torácico são:
- Dor no pescoço, ombro, braço ou mão;
- Formigamento ou dormência no braço e nos dedos;
- Fraqueza ou dificuldade para movimentar o braço;
- Sensação de peso no braço;
- Inchaço do braço ou da mão;
- Mãos e dedos roxos ou pálidos;
- Sensação de frio na mão ou nos dedos
Além disso, pode haver alterações de sensibilidade nas mãos e dedos, ou feridas nos dedos, além de dor na região supraclavicular, que piora ao abrir o braço ou segurar peso.
Também são comuns dor na nuca ou na lateral da cabeça, podendo haver ainda uma saliência próxima à clavícula.
A síndrome do desfiladeiro torácico pode causar dor no peito que muitas vezes pode ser confundida com a dor da angina, porém essa dor não está relacionada ao esforço físico e tende a piorar com a elevação do braço afetado. Veja como identificar os sintomas da angina.
Os sintomas da síndrome do desfiladeiro torácico variam de acordo com a estrutura que está comprimida, que pode ser os nervos, as artérias ou as veias entre a clavícula e a primeira costela.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da síndrome do desfiladeiro torácico é feito pelo ortopedista através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde da pessoa e exame físico.
Marque uma avaliação com o ortopedista mais próximo da sua região:
O médico pode solicitar o raio X do tórax e da coluna cervical para identificar alterações ósseas associadas, mas não confirma sozinho o diagnóstico da síndrome do desfiladeiro torácico.
Para confirmar o diagnóstico, exames como ultrassom com Doppler, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, são indicados para verificar qual estrutura da região do desfiladeiro torácico está comprimida.
Leia também: Ultrassom com doppler: o que é, para que serve e quando fazer tuasaude.com/ultrassom-com-dopplerOutros exames que o médico pode solicitar são arteriografia ou angiografia, para confirmar se existe compressão dos vasos sanguíneos, ou eletromiografia para verificar danos no nervo. Saiba para que serve a eletromiografia.
Tipos de síndrome do desfiladeiro torácico
A síndrome do desfiladeiro torácico é classificada de acordo com a estrutura afetada e inclui:
1. Síndrome do desfiladeiro torácico neurogênico
A forma neurogênica da síndrome do desfiladeiro torácico afeta os nervos do plexo braquial, causando dor, formigamento, dormência ou fraqueza no braço e nos dedos, geralmente piorando ao levantar o braço ou realizar movimentos repetitivos, sendo o tipo mais frequente
2. Síndrome do desfiladeiro torácico venoso
A forma venosa da síndrome do desfiladeiro torácico afeta as veias da região, principalmente a veia subclávia, causando inchaço, alterações na cor do braço e dor, podendo em alguns casos levar à formação de coágulos sanguíneos.
Esse tipo de síndrome do desfiladeiro torácico geralmente está associada a esforços repetitivos, sendo mais comum em homens.
3. Síndrome do desfiladeiro torácico arterial
A síndrome do desfiladeiro torácico arterial afeta as artérias da região, causando dor, fraqueza, palidez e sensação de frio nos braços ou dedos, e pode comprometer a circulação, podendo levar ao surgimento de aneurisma.
Geralmente esse tipo de síndrome do desfiladeiro torácico está associado à alterações congênitas da musculatura do pescoço.
Possíveis causas
A síndrome do desfiladeiro torácico pode ser causada por:
- Distúrbios congênitos, como alterações anatômicas na primeira costela ou no músculo do pescoço, ou presença de uma costela extra;
- Má postura;
- Lesões traumáticas no ombro ou pescoço;
- Tumor na região do pescoço;
- Cicatrizes ou alterações após cirurgias na região do pescoço ou ombro;
- Esforços físicos intensos que aumentam a pressão sobre nervos e vasos.
Além disso, a síndrome do desfiladeiro torácico pode surgir devido a lesões no braço ou na clavícula por esforço repetitivo, como no caso de atletas ou atividades profissionais que envolvem movimentos repetitivos do ombro ou braço.
Como é feito o tratamento
O tratamento da síndrome do desfiladeiro torácico depende do tipo e da gravidade dos sintomas, podendo incluir:
1. Fisioterapia
A fisioterapia é frequentemente indicada pelo ortopedista como a primeira abordagem na maioria dos casos de síndrome do desfiladeiro torácico e deve ser realizada com orientação do fisioterapeuta.
O fisioterapeuta pode recomendar exercícios específicos para melhorar a postura, como retração escapular e alinhamento da coluna, alongamentos do pescoço e ombros para reduzir a compressão dos nervos e vasos.
Além do fortalecimento muscular da região cervical, ombros e parte superior das costas para dar suporte e estabilizar o desfiladeiro torácico.
Também é indicado incluir exercícios de respiração e mobilidade do tórax para aliviar a pressão sobre as estruturas da região.
2. Remédios
Em alguns casos, medicamentos podem ser usados para aliviar sintomas como dor intensa ou inflamação, e podem incluir:
- Analgésicos, como paracetamol, para aliviar a dor;
- Anti-inflamatórios, como ibuprofeno e naproxeno, para reduzir dor e inflamação;
- Relaxantes musculares, como ciclobenzaprina e carisoprodol, para diminuir espasmos que comprimem nervos e vasos.
Em casos de comprometimento vascular, o médico pode indicar anticoagulantes, como varfarina ou heparina, e, em situações mais graves, remédios trombolíticos aplicados diretamente na veia para dissolver coágulos sanguíneos.
3. Cirurgia
O tratamento cirúrgico é indicado quando os sintomas não melhoram com fisioterapia e medicação ou quando há comprometimento grave dos nervos ou vasos sanguíneos, como trombose ou perda de função.
A cirurgia pode envolver a remoção de uma costela cervical, liberação de músculos ou tecidos comprimidos e, em casos vasculares, reparos ou reconstruções arteriais ou venosas.
Síndrome do desfiladeiro torácico tem cura?
A síndrome do desfiladeiro torácico pode ser controlada com fisioterapia, correção postural e, se necessário, medicação ou cirurgia.
No entanto, a cura depende da gravidade, em casos leves os sintomas podem desaparecer completamente, enquanto nos casos mais graves pode ser necessário acompanhamento contínuo.