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Síndrome Antifosfolípide: sintomas, diagnóstico e tratamento

A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide, ou SAF, é uma doença autoimune caracterizada pela formação de trombos nas veias e artérias que interferem na coagulação sanguínea, podendo resultar em dor de cabeça, dificuldade para respirar e ataque cardíaco, por exemplo.

De acordo com a causa, a SAF pode ser classificada em três tipos principais:

  1. Primária, em que não há causa específica;
  2. Secundária, que acontece como consequência de outra doença, sendo normalmente relacionada com o Lúpus Eritematoso Sistêmico. A SAF secundária também pode acontecer, apesar de ser mais raro, associada a outras doenças autoimunes, como esclerodermia e artrite reumatoide, por exemplo;
  3. Catastrófica, que é o tipo mais grave de SAF pois há formação de trombos em vários órgãos, o que interfere no suprimento de sangue para vários órgãos, gerando alteração nas funções e, possivelmente, falência dos órgãos.

A SAF pode acontecer em qualquer idade e em ambos os sexos, no entanto é mais frequente em mulheres. O tratamento deve ser estabelecido pelo clínico geral ou reumatologista e tem como objetivo prevenir a formação de trombos e evitar complicações, principalmente quando a mulher encontra-se grávida.

Síndrome Antifosfolípide: sintomas, diagnóstico e tratamento

Principais sintomas

Os principais sintomas da SAF estão relacionados às alterações no processo de coagulação e à ocorrência de trombose, sendo os principais:

  • Dor no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Dor de cabeça;
  • Náusea;
  • Inchaço dos membros superiores ou inferiores;
  • Diminuição da quantidade de plaquetas.

Além disso, as pessoas diagnosticadas com SAF têm maior chance de ter problemas nos rins, ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral, por exemplo, devido à formação de trombos que interferem na circulação sanguínea, alterando a quantidade de sangue que chega nos órgãos. Entenda o que é a trombose.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide é definido pela presença de pelo menos um critério clínico e outro laboratorial, ou seja, pela presença de um sintoma da doença e pela detecção de pelo menos um autoanticorpo no sangue. Dentre os critérios clínicos considerados pelo médico estão episódio de trombose arterial ou venosa, ocorrência de aborto, parto prematuro, doenças autoimunes e presença de fatores de riscos para trombose. Esses critérios clínicos devem ser comprovados por meio de exames de imagem ou de laboratório.

Em relação ao critérios laboratoriais estão a presença de pelo menos um tipo de anticorpo antifosfolípide, como o anticoagulante lúpico (AL), anticardiolipina ou o anti beta2-glicoproteína 1, que devem ser dosados duas vezes com intervalo de pelo menos 2 meses.

Para que o diagnóstico seja positivo para SAF, é preciso que ambos os critérios sejam comprovados por meio de exames realizados duas vezes com um intervalo de pelo menos 3 meses.

Tratamento para a Síndrome Antifosfolípide

O tratamento para SAF tem como objetivo prevenir a ocorrência de outros eventos trombóticos e evitar complicações na gestação. Assim, o médico pode recomendar o uso de medicamentos anticoagulantes, como a Varfarina, que é de uso oral, ou Heparina, que é de uso intravenoso.

Em alguns casos, o médico pode recomendar para a gestante o uso de Heparina associada ao Ácido Acetilsalicílico ou o de Imunoglobulina Intravenosa para prevenir a ocorrência de aborto, por exemplo.

Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide e gravidez

A mulher com SAF pode ter uma gestação normal, no entanto é preciso que seja acompanhada de perto pelo obstetra, uma vez que apresenta maior risco de aborto, parto prematuro ou pré-eclâmpsia, por exemplo, que corresponde a alterações no processo de coagulação sanguínea e diminuição da circulação do sangue, o que resulta no aumento da pressão. Saiba como reconhecer os sintomas de pré-eclâmpsia.

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