A semaglutida pode provocar efeitos colaterais gastrointestinais, como náusea, vômito, diarreia, prisão de ventre e dor abdominal, que costumam ser mais frequentes no início do tratamento ou após o aumento da dose.
Também podem ocorrer efeitos colaterais mais graves, como hipoglicemia, pancreatite aguda, reação alérgica grave, gastroparesia e retinopatia diabética, por exemplo.
A semaglutida é um medicamento indicado para tratar a diabetes tipo 2, e, em apresentações específicas, também pode ser indicada para controle do peso ou tratamento da gordura no fígado com inflamação.
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Os principais efeitos colaterais da semaglutida são:
1. Náuseas e vômito
A náusea é o efeito colateral mais comum da semaglutida e costuma surgir principalmente nas primeiras semanas de tratamento.
Isso acontece porque este remédio desacelera o esvaziamento gástrico, fazendo com que os alimentos fiquem mais tempo no estômago, causando desconforto, náuseas e, em algumas pessoas, vômitos.
O que fazer: é recomendado fazer refeições menores, comer devagar, evitar alimentos muito gordurosos e não se deitar logo após comer.
Pode-se também pode tomar alguns remédios caseiros, como chá de gengibre e hortelã, que possuem ação antiemética e ajudam a reduzir as náuseas.
Se houver vômitos frequentes ou dificuldade para manter a hidratação, é importante procurar orientação médica.
2. Dor abdominal
A dor abdominal é um efeito colateral temporário da semaglutida, que pode ser leve a moderada e mais comum no início do tratamento.
Entretanto, esta dor também pode indicar efeitos colaterais mais graves, como a pancreatite aguda, gastroparesia ou pedra na vesícula, principalmente quando é intensa, persistente ou acompanhada de náuseas e vômitos.
O que fazer: se a dor abdominal não melhorar, for intensa ou surgir de repente, deve-se ir ao pronto-socorro imediatamente, para que seja identificada a causa e, se for necessário, iniciar o tratamento adequado.
3. Refluxo gastroesofágico
Algumas pessoas podem apresentar azia ou refluxo durante o tratamento, possivelmente relacionados às alterações na motilidade gastrointestinal e ao retardo do esvaziamento do estômago causados pela semaglutida.
O que fazer: fazer refeições menores, evitar alimentos que desencadeiam os sintomas e não se deitar logo após as refeições.
Além disso, deve-se consultar o endocrinologista, para fazer uma avaliação completa e, se for necessário, indicar o tratamento adequado.
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A diarreia é um efeito colateral gastrointestinal frequente da semaglutida, principalmente nas primeiras semanas ou após mudanças na dose.
Este sintoma pode surgir pois este remédio pode causar alterações no funcionamento do sistema digestivo, provocando o aumento do número de evacuações ou fezes mais líquidas.
O que fazer: manter a hidratação, alimentação leve e procurar orientação médica se a diarreia for intensa, persistente ou acompanhada de sinais de desidratação. Veja como deve ser a alimentação para diarreia.
5. Prisão de ventre
A prisão de ventre também é um efeito colateral da semaglutida que pode ser causado pela diminuição do esvaziamento gástrico e redução dos movimentos naturais do intestino, dificultando as evacuações.
Além disso, como a semaglutida diminui a fome, a pessoa tende a comer menor quantidade de alimentos e fibras, o que diminui o volume e endurece as fezes, favorecendo a prisão de ventre.
O que fazer: manter boa hidratação, consumir fibras conforme a tolerância e praticar atividade física. Se o problema persistir, o médico poderá avaliar outras medidas e a necessidade de ajustar o tratamento. Veja o que comer para prisão de ventre.
6. Excesso de gases
O excesso de gases, por meio de arrotos (eructação) ou de gases intestinais (flatulência), são possíveis efeitos colaterais da semaglutida.
Isso acontece porque este remédio diminui os movimentos naturais do trato gastrointestinal, deixando os alimentos mais tempo no estômago e intestino, aumentando a fermentação pelas bactérias da flora intestinal e, consequentemente, a produção excessiva de gases.
O que fazer: é aconselhado evitar alimentos que aumentam a produção de gases, como feijão, ervilha, grão-de-bico, couve-flor, brócolis e adoçantes, como sorbitol, manitol, maltitol e xilitol.
Para ajudar a eliminar os gases, pode-se tomar chás de erva-cidreira, louro e erva-doce, por exemplo, que têm ação digestiva e antiespasmódica.
Leia também: Excesso de gases: 11 principais causas (e o que fazer) tuasaude.com/gases-intestinais7. Deficiências nutricionais
As deficiências nutricionais são um possível efeito colateral da semaglutida, incluindo a deficiência de vitaminas e minerais, e de proteínas.
Isso acontece porque este remédio pode causar náuseas e/ou vômitos e diminui muito o apetite, reduzindo a ingestão de alimentos e, consequentemente, a quantidade de vitaminas, proteínas e minerais da dieta.
A pessoa com deficiências nutricionais pode apresentar sintomas como fadiga elevada, fraqueza muscular, problemas de cicatrização, queda de cabelo e perda de massa muscular.
O que fazer: se a deficiência nutricional for confirmada, o nutricionista pode indicar uma dieta rica em alimentos como frutas, cereais integrais, vegetais, leguminosas e proteínas com pouca gordura.
Quando a pessoa não consegue comer o suficiente, pode ser recomendado o uso de suplementos de vitaminas, minerais e hiperproteicos.
8. Hipoglicemia
A hipoglicemia, que é a queda de açúcar no sangue, é um efeito colateral da semaglutida que pode acontecer principalmente quando este medicamento é usado junto com remédios para diabetes, como sulfonilureias ou insulina.
Os sintomas de hipoglicemia incluem suor frio, confusão mental, fraqueza, tremores, ansiedade e batimentos cardíacos acelerados.
O que fazer: se a pessoa estiver consciente, é aconselhado consumir alimentos ou bebidas ricas em açúcar simples, para aumentar os níveis de açúcar mais rapidamente.
Se houver perda de consciência, convulsão ou impossibilidade de ingerir açúcar com segurança, é necessário chamar o SAMU no 192 ou levar a pessoa ao pronto-socorro mais próximo.
Leia também: O que fazer numa crise de hipoglicemia tuasaude.com/primeiros-socorros-para-hipoglicemia9. Dor de cabeça
A dor de cabeça é um efeito colateral muito comum da semaglutida e acredita-se que esteja relacionada com a ativação dos receptores de GLP-1 no sistema central ou efeitos metabólicos que esse remédio provoca no organismo.
O que fazer: algumas formas de aliviar a dor de cabeça incluem fazer uma massagem na cabeça com as pontas dos dedos. Em alguns casos, o médico pode prescrever medicamentos para aliviar este sintoma. Conheça os principais remédios para dor de cabeça.
11. Fraqueza ou cansaço
A sensação de fraqueza ou cansaço é mais comum na fase de adaptação do organismo à semaglutida, mas também podem estar relacionados a hipoglicemia, deficiência nutricional ou desidratação.
O que fazer: é recomendado manter uma alimentação saudável, beber bastantes líquidos e respeitar os horários das refeições. Sintomas intensos ou persistentes devem ser avaliados pelo médico.
12. Reações no local da injeção
A semaglutida na forma de injeção pode causar efeitos colaterais no local da aplicação, como dor, coceira, irritação, vermelhidão, erupções cutâneas e manchas roxas.
Estes sintomas podem surgir devido à uma resposta do sistema imunológico ou devido à aplicação desta injeção sempre no mesmo local.
O que fazer: as reações costumam ser leves. É importante alternar os locais de aplicação a cada dose e não aplicar a injeção exatamente no mesmo ponto.
Se a reação for intensa, persistente ou estiver piorando, deve-se buscar orientação médica.
13. Problemas na vesícula
A semaglutida pode estar associada a problemas relacionados à vesícula biliar, como cálculos (pedras) e colecistite.
Isso pode acontecer porque a perda substancial ou rápida de peso pode aumentar o risco de formação de pedras na vesícula. No entanto, problemas na vesícula podem ocorrer mesmo sem uma perda significativa de peso.
O que fazer: se surgirem dor intensa na parte superior direita ou central do abdome, febre, vômitos persistentes ou pele e olhos amarelados, deve-se procurar atendimento médico imediatamente, especialmente se os sintomas forem intensos ou piorarem.
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A gastroparesia é o atraso do esvaziamento do estômago, sem que exista uma obstrução mecânica.
A semaglutida retarda o esvaziamento gástrico como parte de seu efeito no sistema digestivo e, por isso, pode intensificar sintomas gastrointestinais em algumas pessoas.
O que fazer: se houver náuseas ou vômitos persistentes, sensação de estômago cheio ou dor abdominal, deve-se buscar avaliação médica. Vômitos frequentes, dificuldade para manter líquidos, sinais de desidratação ou dor intensa exigem atendimento urgente no pronto-socorro.
15. Pancreatite aguda
A pancreatite aguda é um efeito colateral raro e potencialmente grave associado ao uso da semaglutida e de outros medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1.
O principal sinal é dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas, acompanhada ou não de náuseas e vômitos.
O que fazer: a pancreatite aguda é uma emergência médica. Por isso, deve-se ir ao pronto-socorro imediatamente, para iniciar o tratamento e evitar complicações que podem colocar a vida em risco. Saiba como é feito o tratamento da pancreatite aguda.
16. Reações alérgicas graves
As reações alérgicas graves, como angioedema e reações anafiláticas, são efeitos colaterais raros da semaglutida.
Os sinais incluem inchaço do rosto, lábios, língua ou garganta, dificuldade para respirar ou engolir, tontura e desmaio.
O que fazer: procurar ajuda médica imediatamente, pois o tratamento deve ser realizado no hospital e pode envolver o uso de adrenalina, corticoides e broncodilatadores, por exemplo.
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Em pessoas com diabetes, a melhora rápida da glicemia pode estar associada à piora temporária da retinopatia diabética. O risco é especialmente relevante para quem já apresenta retinopatia.
O que fazer: alterações repentinas na visão devem ser comunicadas ao médico imediatamente para avaliação oftalmológica.
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