Ressonância magnética: o que é, para que serve e como é feita

janeiro 2022

A ressonância magnética (RM), também conhecida por ressonância magnética nuclear (RMN), é um exame de imagem capaz de mostrar, com grande definição, as estruturas internas dos órgãos, sendo importante para diagnosticar vários problemas de saúde, como aneurismas, tumores, alterações nas articulações ou outras lesões nos órgãos internos.

Para fazer o exame, utiliza-se uma grande máquina, que cria as imagens de alta definição dos órgãos internos através da utilização de um campo magnético, que provoca uma agitação das moléculas do corpo, captadas pelo aparelho e transferidas para um computador.

O exame tem uma duração de cerca de 15 a 30 minutos e, normalmente, não é preciso qualquer tipo de preparo, apesar de poder ser necessário o uso de um contraste, em alguns casos, através da injeção do medicamento pela veia.

Para que serve

A ressonância magnética é indicada nos seguintes casos:

  • Identificar doenças neurológicas, como Alzheimer, tumor cerebral, esclerose múltipla ou AVC, por exemplo;
  • Observar inflamações ou infecções no cérebro, nervos ou articulações;
  • Diagnosticar lesões osteomusculares, como tendinite, lesões nos ligamentos, cistos, como o cisto de Tarlov ou hérnias de disco, por exemplo;
  • Identificar massas ou tumores nos órgãos do corpo;
  • Observar alterações nos vasos sanguíneos, como aneurismas ou coágulos.

Além da boa qualidade das imagens formadas pela ressonância magnética, outra vantagem deste exame é a não utilização de radiação ionizante para a obtenção dos resultados, diferente da tomografia computadorizada. Entenda para que serve e quando é necessária uma tomografia computadorizada.

Como é feita

A ressonância magnética costuma durar entre 15 a 30 minutos, podendo durar até 2 horas dependendo da área a ser examinada. Para a sua realização é necessário permanecer dentro do aparelho que emite o campo magnético, evitando movimentar o corpo, já que qualquer movimento pode alterar a qualidade do exame.

Em pessoas que não conseguem ficar paradas, como crianças, portadores de claustrofobia, demência ou esquizofrenia, por exemplo, pode ser necessário realizar o exame com sedação para induzir o sono. Caso contrário, o exame pode não ser eficaz.

Além disso, em alguns casos, pode ser necessária a aplicação de um contraste na veia, como o gálio, pois é uma forma de causar maior definição das imagens, principalmente para visualizar órgãos ou vasos sanguíneos.

Como se preparar para o exame

O principal cuidado que se deve ter antes da realização da ressonância magnética é a remoção de qualquer tipo de material metálico, como grampos de cabelo, óculos ou detalhes de roupas. Por este mesmo motivo, antes do exame é normal que seja pedido que a pessoa retire todos os acessórios que possa ter consigo e que troque de roupa para uma bata de hospital. É também por este motivo, que este exame é contraindicado para pessoas que possuam qualquer tipo de próteses, marca-passos ou pinos metálicos implantados no corpo.

Tipos de ressonância magnética

O tipo de ressonância magnética dependem do local que se pretende "investigar". Os mais comuns incluem:

  • Ressonância magnética da pelve, abdômen ou tórax: serve para diagnosticar tumores ou massas em órgãos como útero, intestino, ovários, próstata, bexiga, pâncreas, ou coração, por exemplo;
  • Ressonância magnética do crânio: ajuda a avaliar malformações cerebrais, hemorragia interna, trombose cerebral, tumores cerebrais e outros alterações ou infecções no cérebro ou nos seus vasos;
  • Ressonância magnética da coluna: ajuda a diagnosticar problemas na coluna e medula espinhal, como tumores, calcificações, hérnias ou fragmentos de ossos, após fraturas - Veja como identificar a artrose na coluna, por exemplo;
  • Ressonância magnética de articulações, como ombro, joelho ou tornozelo: serve para avaliar os tecidos moles dentro da articulação, como a bursa, tendões e ligamentos.

A ressonância magnética é, portanto, um excelente exame para observar as partes moles do corpo, entretanto, não costuma ser indicado para observar lesões em regiões rígidas, como os ossos. Nesses casos, geralmente é mais indicado a realização de exames como Raio-x ou tomografia computadorizada, por exemplo.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em janeiro de 2022.

Bibliografia

  • Adilson Prando, Fernando Moreira. FUNDAMENTOS de RADIOLOGIA E DIAGNÓSTICO por IMAGEM. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.