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Como tirar o bicho-de-pé e tratamento caseiro

Dermatologista
dezembro 2022

Para tirar o bicho-de-pé, pode ser utilizada uma agulha estéril após realizar a antissepsia adequada da pele. No entanto, este procedimento não deve ser feito em casa, sendo indicado procurar um médico devido ao risco de inflamação e infecção. 

O bicho-de-pé é causado por uma pulga que normalmente é encontrada no solo. No entanto, quando em contato direto com o corpo, esta pulga pode penetrar a pele e causar o surgimento de um nódulo característico com um ponto preto no centro. Entenda melhor o que é bicho-de-pé.

Assim, em caso de bicho de pé, é indicado consultar o clínico geral ou dermatologista para uma avaliação. Além de tirar o bicho-de-pé, podem ser indicados medicamentos como antialérgicos e antibióticos, que devem ser utilizados de acordo com a orientação do médico.

Imagem ilustrativa número 3

Como tirar

O bicho-de-pé deve ser retirado utilizando uma agulha estéril após realizar a limpeza adequada da pele onde está instalado, o que pode ser feito com a aplicação de álcool 70% ou clorexidina sobre a pele, por exemplo. Assim, é recomendado procurar um clínico geral ou dermatologista para retirar o bicho-de-pé com segurança e evitar a infecção do local.

Porque não usar pinça ou tesoura em casa

Objetos como pinças, tesouras, palitos, grampos de cabelo ou agulhas de costura não devem ser utilizados para retirar o bicho-de-pé porque não são instrumentos adequados para isso e nem são estéreis. 

Caso a retirada seja feita em casa, o risco do parasita se partir e deixar restos ou ovos na pele é maior, o que pode causar inflamação e infecções, que quando graves, podem provocar fasceíte necrotizante, gangrena e sepse, por exemplo.  

Além disso, como estes objetos também podem ser usados por outras pessoas em feridas, existe ainda o risco de transmitirem doenças como hepatite B ou HIV.  

Quando usar remédios

Medicamentos antialérgicos podem ser indicados quando existem sintomas como coceira ou inchaço. No entanto, quando o inchaço é maior, algumas vezes o uso de corticoides também pode ser indicado. 

Além disso, em caso de suspeita ou risco elevado de infecção e após a retirada do bicho-de-pé, especialmente quando ainda restam pedaços do parasita na pele, o uso de antibióticos na forma de pomadas ou comprimidos pode ser necessário.

Outras pomadas, como ivermectina ou tiabendazol, e medicamentos antiparasitários, normalmente não são recomendados por não serem comprovadamente eficazes em eliminar o bicho-de-pé. Assim, é importante sempre consultar o médico antes de usar qualquer medicamento.

Tratamento caseiro

O tratamento caseiro do bicho-de-pé, embora não elimine o parasita, pode aliviar os sintomas e evitar o desenvolvimento de uma infecção, não substituindo o tratamento indicado pelo médico. O tratamento caseiro deve ser realizado em 2 passos:

1. Lavar os pés com vinagre e calêndula

A calêndula e o vinagre possuem propriedade antisséptica e antimicrobiana, podendo ser utilizados para manter a pele limpa e saudável.

Ingredientes:

  • 4 colheres (sopa) de flores de calêndula secas;
  • 60 ml de vinagre;
  • 100 ml de água fervente.

Modo de preparo:

As folhas de calêndula devem ser adicionadas em um recipiente com água fervente, que deve ser tampado até que a solução esteja morna. A seguir, a solução deve ser despejada em uma bacia onde caibam os pés da pessoa e, por último, deve-se adicionar o vinagre. 

É recomendado manter os pés de molho nessa mistura, de 4 a 5 vezes por dia, durante aproximadamente 20 minutos em cada vez.

2. Aplicar própolis

O segundo passo do tratamento caseiro é aplicar o extrato de própolis diretamente na região afetada e cobrir com um esparadrapo. O extrato de própolis ajuda na desinfecção de feridas e acelera o processo de regeneração dos tecidos. 

É recomendado que a aplicação do própolis seja feita após a lavagem dos pés e repetida pelo menos 4 vezes por dia durante cerca de 3 dias.

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Atualizado e revisto clinicamente por Dr. Leonardo Rotolo Araújo - Dermatologista, em dezembro de 2022.

Bibliografia

  • ABRHA, Solomon et al. Treatment of tungiasis using a tea tree oil-based gel formulation: protocol for a randomised controlled proof-of-principle trial. BMJ. Vol.11, n.7. 2020
  • WHO. Tungiasis. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/tungiasis>. Acesso em 18 nov 2022
Mostrar bibliografia completa
  • COATES, Sarah J. et al. Ectoparasites. JAAD. Vol.82, n.3. 551-569, 2020
  • ABRHA, Solomon; TESFAYE, Wubshet; THOMAS, Jackson. Therapeutic Potential of Tea Tree Oil for Tungiasis. Am J Trop Med Hyg. Vol.105, n.5. 1157–1162, 2021
  • STATPEARLS. Flea Bites. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK541118/>. Acesso em 18 nov 2022
Revisão clínica:
Dr. Leonardo Rotolo Araújo
Dermatologista
Dermatologista, graduado pela Unisul, com CRM-RJ 100411-5 e membro da SBD e SBCD. Coordenador da Dermatologia do Hospital Caxias D'Or.