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Bolhas no pé: 11 causas, o que fazer e como evitar

Revisão clínica: Manuel Reis
Enfermeiro
janeiro 2023

As bolhas no pé podem surgir devido a fricção do pé com um sapato muito apertado ou novo, ou com meias molhadas ou de tecido sintético, ou queimaduras, mas também podem ser causadas por condições de saúde, como dermatite de contato, micoses ou disidrose, e afetar o calcanhar, os dedos ou a sola dos pés, por exemplo.

Dependendo da região onde surgem, as bolhas podem interferir com várias atividades diárias e, por isso, podem tornar-se num grande incômodo, especialmente quando tornam mais difícil caminhar ou calçar o sapato.

Embora pareça que estourar a bolha seja a solução mais rápida e prática para aliviar o incômodo, essa nunca deve ser uma opção, pois quando se estoura a bolha, é criada uma pequena abertura na pele que permite a entrada de bactérias, podendo resultar em uma infecção. Por isso, a melhor forma de tratar uma bolha no pé, geralmente consiste em aliviar a pressão no local e tentar manter a bolha intacta, já que ela desaparece sozinha em poucos dias.

Imagem ilustrativa número 1

Principais causas

As principais causas de bolhas nos pés são:

1. Uso de sapato apertado ou novo

O uso de sapato apertado, novo ou muito rígido, pode causar fricção entre o sapato e a pele, favorecendo irritação e inflamação da pele e o surgimento de bolhas no pé, que pode afetar tanto o calcanhar como dedos ou sola dos pés, por exemplo, causando dor e desconforto.

O que fazer: deve-se utilizar sapatos mais confortáveis e do tamanho adequado, para evitar o surgimento das bolhas nos pés, e, caso a bolha já tenha surgido, deve-se usar um band-aid sobre a bolha para evitar fricção, caso se precise usar um sapato fechado. Além disso, é importante não estourar a bolha, pois o líquido contido na bolha ajuda a proteger a ferida na pele.

2. Uso de sandálias

O uso de sandálias também pode aumentar o risco de desenvolvimento de bolhas nos pés, principalmente na sola, devido à transpiração da sola do pé e atrito com a sandália.

Além disso, o atrito das tiras das sandálias com o peito do pé ou dedos, também pode causar bolhas nos pés.

O que fazer: deve-se optar por sandálias mais confortáveis para evitar o atrito da pele com as tiras ou a palmilha da sandália, ou usar chinelos de borracha, que são mais flexíveis, ajudando a prevenir as bolhas nos pés. 

3. Uso de meias inadequadas

O uso de meias inadequadas, furadas, muito grossas ou muito finas, por exemplo, podem causar atrito e irritação na pele, e o desenvolvimento de bolhas nos pés.

O que fazer: verificar o tipo de meia mais adequada para o sapato que será utilizado, de forma a evitar o atrito excessivo, e a formação de bolhas. No caso da bolha já ter surgido, deve-se cobri-la com um band aid, sem estourar a bolha, e dar preferência para sapatos mais abertos, como chinelos, até que a pele esteja cicatrizada.

4. Queimaduras

As queimaduras nos pés podem causar o surgimento de bolhas, seja por queimaduras solares pelo esquecimento de aplicar protetor solar nos pés, ou por andar descalço em superfícies muito quentes, como areia da praia ou asfalto, por exemplo.

Essas situações podem causar queimaduras de primeiro ou segundo graus na pele, que podem levar à formação de bolhas, sensação de ardor,, dor ou desconforto, podendo interferir nas atividades do dia a dia, como calçar sapatos ou caminhar.

O que fazer: nesses casos, o primeiro passo é lavar imediatamente os pés com água fria, aplicar compressas frias sobre as bolhas sem fazer pressão, e aplicar cremes hidratantes ou passar gel de babosa ou um creme à base de babosa no local, para diminuir a inflamação. No caso de sinal de infecção, deve-se consultar o dermatologista que pode indicar uma pomada antibiótica. Veja como fazer curativos para queimaduras.

5. Dermatite de contato

A dermatite de contato, ou eczema, é um tipo de reação na pele que ocorre devido ao contato de alguma substância, como sabonetes, talcos ou produtos para os pés, ou até mesmo alergia tecidos sintéticos dos sapatos ou meias, o que pode causar inflamação na pele e surgimento de bolhas nos pés.

O que fazer: é importante evitar o contato com a substância ou material responsável pela alergia, assim como é recomendado que o local seja lavado com água fria abundante e sabão neutro. Além disso, é importante consultar o dermatologista para que a causa da dermatite seja diagnosticada e recomendado o tratamento mais adequado que pode ser feito com uso de pomadas ou loções com anti-histamínicos ou com corticoides. Veja como é feito o tratamento da dermatite de contato

6. Disidrose

A disidrose é uma doença da pele que causa a formação de pequenas bolhas preenchidas de líquido na sola dos pés, ou até nas mãos, e que causam coceira intensa, podendo durar até 3 semanas. 

A causa exata da disidrose não é conhecida, no entanto, é mais frequente durante o verão, podendo também estar relacionada com as alergias de pele, umidade excessiva dos pés ou aumento do estresse físico ou emocional, por exemplo.

O que fazer: o tratamento da disidrose deve ser feito pelo dermatologista que pode recomendar aplicar compressas frias, de 2 a 4 vezes por dia, por até 15 minutos de cada vez, ou mergulhar os pés em água fria, para reduzir o desconforto ou a coceira, aplicar hidratantes nos pés, além de evitar o contato com substâncias alergênicas. Em alguns casos, o médico pode indicar o uso de antialérgicos ou corticoides tópicos. Confira os principais tratamento para a disidrose.

7. Longas caminhadas

Outra causa de bolhas nos pés são as caminhadas longas ou corridas, que podem aumentar o atrito dos pés com o tênis ou as meias, levando a uma irritação e inflamação da pele, resultando nas bolhas ou feridas nos pés.

O que fazer: deve-se usar tênis e meias apropriados para caminhadas e corridas, ou palmilhas ou protetores para dedos ou calcanhares, de forma a evitar o atrito e a formação de bolhas. Caso as bolhas já tenham se formado, deve-se protegê-las com band aid ou curativos hidrocolóides.

8. Uso de sapatos ou meias molhados

O uso de sapatos e meias molhados podem aumentar o atrito com os pés, e resultar em bolhas que podem aparecer em qualquer região dos pés, especialmente calcanhar, dedos ou sola dos pés.

O que fazer: sempre que os sapatos ou meias molharem, deve-se retirar o sapato e as meias, secar bem os pés, e de preferência trocar por outro sapato ou meias secos. 

9. Umidade excessiva nos pés

A umidade excessiva nos pés, geralmente surge devido ao excesso de suor, o que pode resultar em obstrução dos poros e formação de bolhas, especialmente entre os dedos.

A umidade excessiva dos pés é mais comum em pessoas que praticam atividades físicas, como corridas, ou devido a hiperidrose plantar. 

O que fazer: deve-se utilizar meias que permitam absorver o excesso de suor dos pés, usar tênis respiráveis, palmilhas absorventes, trocar as meias sempre que necessário ou usar antitranspirantes próprios para os pés. Além disso, no caso da hiperidrose plantar é importante consultar o dermatologista, que pode indicar o uso de cremes corticoides, botox ou até cirurgia. Veja como é feito o tratamento da hiperidrose

10. Micose

A micose nos pés, também conhecida como Tinea pedis, pé de atleta ou frieira, pode levar ao surgimento de bolhas nos pés que coçam, e afetar a região entre os dedos, a sola dos pés ou a lateral de um ou os dois pés.

O que fazer: o tratamento da micose deve ser feito pelo dermatologista, que normalmente indica o uso de pomadas ou cremes com antifúngico que devem ser aplicados na região afetada dos pés. Em alguns casos, o médico também pode recomendar o uso de antifúngicos por via oral. Veja todas as opções de tratamento para micose nos pés

11. Epidermólise bolhosa

A epidermólise bolhosa é uma doença genética que provoca a formação de bolhas dolorosas na pele, após qualquer fricção ou pequeno trauma, podendo surgir nos pés, mãos ou em qualquer parte do corpo.

O que fazer: deve-se utilizar curativos na bolha até que cicatrizem completamente, além de usar sapatos macios para evitar o atrito ou traumas na pele. Além disso, deve-se fazer acompanhamento regular com o dermatologista, e nos casos das bolhas infectadas, o médico pode recomendar o uso de antibióticos tópicos, por exemplo. Confira como fazer o curativo para epidermólise bolhosa.

Por que não se deve estourar a bolha

Idealmente a bolha não deve ser estourada porque isso aumenta o risco de infecção da pele. Normalmente, a bolha é produzida para proteger os tecidos da pele que estão inflamados. Assim, a bolha evita pancadas no local e também protege contra a entrada de vírus e bactérias que podem causar uma infecção.

Porém, caso a bolha seja muito grande e esteja causando muito desconforto, é possível drenar um pouco o líquido, no entanto, deve-se usar a técnica correta, para evitar uma infecção no local. É recomendado que a drenagem do líquido seja feita por um profissional, pois assim é possível diminuir o risco de infecção.

Após retirar o líquido da bolha, o profissional pode aplicar uma pomada com ácido fusídico ou outra substância antibacteriana sobre o local e cobrir a a bolha com uma gaze.

Como evitar o surgimento de bolhas

A maior parte das bolhas é causada por uma combinação entre pressão e fricção, assim deve-se evitar todos os fatores que possam contribuir para essa combinação. Algumas dicas simples que ajudam a evitar bolhas incluem:

  • Não usar sapatos muito apertados ou largos;
  • Evitar calçar meias de material sintético;
  • Não usar sapatos que não são próprios para atividades que levem a movimentos repetitivos dos pés, como correr;
  • Não calçar sapatos ou meias com os pés úmidos;
  • Evitar usar sapatos novos por muito tempo;
  • Hidratar bem os pés com creme, antes de dormir.

Ao seguir estes cuidados é possível não só evitar o surgimento de bolhas, mas também proteger os pés, o que ajuda a evitar a sensação de pés inchados e cansados no fim do dia. Mas fazer um bom escalda pé e uma massagem nos pés antes de dormir é uma boa ideia para melhorar a circulação sanguínea.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em janeiro de 2023. Revisão clínica por Manuel Reis - Enfermeiro, em janeiro de 2023.

Bibliografia

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Revisão clínica:
Manuel Reis
Enfermeiro
Pós-graduado em fitoterapia clínica e formado pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, em 2013. Membro nº 79026 da Ordem dos Enfermeiros.

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