Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.

Refluxo vesicoureteral: o que é, graus, como identificar e tratamento

Março 2021

O refluxo vesicoureteral é uma alteração do sistema urinário que faz com que a urina que chega na bexiga retorne para o ureter, que é o canal que transporta a urina do rim até à bexiga, o que aumenta o risco de desenvolver infecções urinárias.

Esta alteração é identificada principalmente em crianças que apresentam infecções urinárias muito frequentes, e geralmente é considerada uma alteração congênita, ou seja, que surge desde o nascimento.

Após confirmação do diagnóstico de refluxo vesicoureteral, é importante iniciar o tratamento, que normalmente é feito com antibióticos ou com cirurgia, de acordo com o grau da alteração.

Refluxo vesicoureteral: o que é, graus, como identificar e tratamento

Principais sintomas

O refluxo vesicoureteral geralmente só é identificado através de exames, no entanto, é comum que pessoas que possuem esta alteração apresentem infecções urinárias muito frequentes, com sintomas como:

  • Vontade de urinar toda a hora;
  • Queimação ou dor ao urinar;
  • Sensação de peso na bexiga;
  • Urinar com pouca quantidade.

Quando estes sintomas surgem muito recorrentemente, o médico pode pedir a realização de uma radiografia da bexiga e da uretra, que é chamada de de uretrocistografia miccional, para observar se existe refluxo vesicoureteral.

Por que acontece

O refluxo vesicoureteral acontece na maioria dos casos devido à falha no mecanismo que impede que a urina retorne após chegar à bexiga, o que acontece durante o desenvolvimento da criança ainda durante a gestação e, por isso, é considerada uma alteração congênita.

No entanto, essa situação também pode ser devido à genética, mau funcionamento da bexiga ou obstrução do fluxo urinário.

Graus de refluxo vesicoureteral

De acordo com as características observadas no exame e nos sintomas apresentados, o médico pode classificar o refluxo vesicoureteral em graus, sendo eles:

  • Grau I: é verificado retorno da urina apenas até o ureter e, por isso, é considerado o grau mais leve;
  • Grau II: há retorno de urina até o rim;
  • Grau III: existe retorno de urina até o rim e é verificada dilatação no órgão;
  • Grau IV: existe um retorno maior de urina ao rim e dilatação do órgão, podendo ainda ser verificados sinais de perda de função;
  • Grau V: retorno de urina ao rim que resulta em grande dilatação e alteração no ureter, sendo considerado o grau mais grave do refluxo vesicoureteral.

Dependendo do grau do refluxo, sinais e sintomas apresentados e idade da pessoa, o médico consegue indicar o melhor tipo de tratamento.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o refluxo vesicoureteral deve ser feito de acordo com a recomendação do urologista ou pediatra e pode variar de acordo com o grau do refluxo. Assim, em refluxos de grau I a III é comum a indicação de uso de antibióticos, pois assim é possível diminuir os sintomas relacionados com a infecção bacteriana, promovendo alívio dos sintomas. Até porque quando ocorre em crianças com menos de 5 anos, a cura espontânea é frequente.

No entanto, no caso dos refluxos de grau IV e V é normalmente recomendada a realização de cirurgia com o objetivo de promover melhora do funcionamento do rim e diminuir o retorno da urina. Além disso, o tratamento cirúrgico pode também ser indicado para as pessoas que não tiveram boa resposta ao tratamento com antibióticos ou que continuaram tendo infecções urinárias recorrentes.

É ainda importante que todas as pessoas diagnosticadas com refluxo vesicoureteral sejam acompanhadas regularmente pelo médico, pois assim é possível monitorar a função do rim, promovendo o seu bom funcionamento.

Esta informação foi útil?

Sua opinião é importante! Escreva aqui como podemos melhorar o nosso texto:

Ficou alguma dúvida? Clique aqui para ser respondido.
Verifique o email de confirmação que lhe enviamos.

Bibliografia

  • TEIXEIRA, Camila B.; CANÇADO, Maria Aparecida P.; CARVALHAES, João Tomás A. Refluxo Vesicoureteral primário na infância: tratamento conservador versus intervenção cirúrgica. J Bras Nefrol. Vol 36. 1 ed; 10-17, 2014
Mais sobre este assunto:

Carregando
...
Enviar Mensagem