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Vacina contra a Febre Amarela: reações adversas mais comuns e o que fazer

A vacinação contra a febre amarela é a forma mais eficaz de prevenir e controlar a doença e é um medicamento considerado seguro e eficaz, embora em alguns casos possa provocar efeitos colaterais, como reações no local da injeção, febre, dor de cabeça e dor muscular e, em casos mais graves, anafilaxia e problemas neurológicos, no fígado ou no rim.

A vacina tem na sua composição vírus vivos atenuados, que estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos protetores contra o vírus, que surgem entre o sétimo e o décimo dia após a administração da vacina e, por isso, a vacinação deve ser realizada cerca de 10 dias antes da pessoa viajar para a região de risco da doença.

Esta vacina é segura e eficaz a partir dos 9 meses de idade, devendo ser administrada em pessoas residentes ou que pretendem viajar para as áreas com recomendação de vacinação. No caso dos bebês, o pediatra poderá recomendar uma dose de reforço aos 4 anos, para garantir uma proteção mais eficaz.

Vacina contra a Febre Amarela: reações adversas mais comuns e o que fazer

1. Dor, eritema e enduração

As reações adversas mais comuns que podem ocorrer com a administração da vacina contra a febre amarela são dor, eritema e enduração no local de aplicação. Estas reações ocorrem em cerca de 4% das pessoas, cerca de 1 a 2 dias após a vacinação.

O que fazer: Para aliviar a dor, o eritema e a inflamação, deve-se aplicar gelo na região. Caso se verifiquem lesões muito extensas ou limitação de movimentos, deve-se ir imediatamente ao médico.

2. Febre, dor muscular e de cabeça

Também se podem manifestar efeitos colaterais como febre, dor muscular e dor de cabeça, que podem ocorrer em cerca de 4% das pessoas, geralmente a partir do 3º dia após a vacinação.

O que fazer: Para aliviar a febre, a pessoa pode tomar analgésicos e antipiréticos, como o paracetamol ou a dipirona, por exemplo.

3. Anafilaxia

A anafilaxia é uma reação alérgica muito grave, que embora seja rara, pode ocorrer em algumas pessoas que recebem a vacina. Alguns dos sintomas característicos de uma reação alérgica grave são diminuição da pressão arterial, choque e manifestações respiratórias, cardíacas e cutâneas. Estas reações ocorrem geralmente nos primeiros 30 minutos até 2 horas após a vacinação e, nestes casos, deve-se ir imediatamente à urgência médica. Saiba o que fazer em caso de choque anafilático.

O que fazer: Perante estes sintomas, deve-se ir urgentemente à urgência médica. Além disso, a revacinação está contra-indicada.

4. Problemas neurológicos

As manifestações neurológicas, como meningismo, convulsões, desordens motoras, alterações do nível de consciência, rigidez na nuca, dor de cabeça intensa e prolongada ou torpor são reações muito raras, mas também muito graves, que podem ocorrer cerca de 7 a 21 dias após a vacinação. A dor de cabeça intensa e prolongada é um sintoma frequente e pode ocorrer logo após a vacinação, sendo um sinal de alerta para possíveis complicações neurológicas. 

O que fazer: Perante qualquer um destes sintomas, deve-se ir ao médico o mais brevemente possível, que deve investigar outras síndromes neurológicas graves.

5. Doença viscerotrópica aguda

Também definida como disfunção aguda de múltiplos órgãos, é um efeito colateral também muito raro, mas grave, que pode ocorrer após a vacinação, que se caracteriza pelo desenvolvimento de hepatite, insuficiência renal ou hemorragias, juntamente com sintomas como febre, dor de cabeça, fadiga, dor muscular e nas articulações, náusea, vômitos, diarreia e dor abdominal semelhantes aos sintomas característicos da doença febre amarela. Estes sintomas podem ocorrer nos primeiros 10 dias após a vacinação.

Saiba reconhecer os sintomas da febre amarela.

Com a progressão da doença pode ocorrer icterícia, diminuição das plaquetes, elevação de transaminases hepáticas, bilirrubinas totais e creatinina. O quadro mais grave é caracterizado por pressão sanguínea baixa, hemorragia, insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória. 

O que fazer: Caso ocorra doença viscerotrópica aguda, a pessoa deve receber cuidados intensivos e ser submetida a diálise.

Bibliografia >

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Febre amarela - Guia para Profissionais de Saúde. 2018. Disponível em: <http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/janeiro/26/Guia-febre-amarela-2018.pdf>. Acesso em 13 Jun 2019
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. VACINA CONTRA FEBRE AMARELA - INFORMATIVO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE. 2018. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2018/01/f1c38b14f7061194c6d95ebc54a2ee666ecb3c6bc28c22079b19b7653e619498.pdf>. Acesso em 13 Jun 2019
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