Pseudo-hermafroditismo: o que é, características e tratamento

O pseudo-hermafroditismo, também conhecido como genitália ambígua, é uma condição intersexual na qual a criança nasce com órgãos genitais que não são evidentemente masculinos ou femininos.

Embora os órgãos genitais possam ser difíceis de identificar como sendo menina ou menino, normalmente apenas existe um tipo órgão produtor de células sexuais, isto é, apenas existem ovários ou testículos. Além disso, geneticamente, também só podem ser identificados cromossomas de um sexo.

Para corrigir esta alteração dos órgãos sexuais externos, o pediatra pode recomendar alguns tipos de tratamento. No entanto, existem várias questões éticas relacionadas com o desenvolvimento psicológico da criança, que pode não se identificar com gênero sexual escolhido pelos pais, por exemplo.

Pseudo-hermafroditismo: o que é, características e tratamento

Principais características

As características do pseudo-hermafroditismo podem variar de acordo com o gênero definido pelas características genéticas e podem ser notados logo após o nascimento.

Pseudo-hermafroditismo feminino

Uma mulher pseudo-hermafrodita é uma mulher geneticamente normal que nasce com órgãos genitais que se assemelham a um pequeno pênis, mas que possui órgãos reprodutivos internos femininos. Além disso, também pode possuir características masculinas, como excesso de pelos, crescimento de barba ou falta de menstruação na adolescência.

Pseudo-hermafroditismo masculino

Um homem pseudo-hermafrodita é geneticamente normal, mas nasce sem pênis ou com um pênis muito pequeno. No entanto, possui testículos, que podem estar localizados dentro do abdômen. Pode ainda apresentar características femininas como crescimento dos seios, ausência de pelos ou menstruação.

Causas de pseudo-hermafroditismo

As causas de pseudo-hermafroditismo podem variar de acordo com o gênero, ou seja, se feminino ou masculino. No caso do pseudo-hermafroditismo feminino, a principal causa é a hiperplasia congênita das glândulas suprarrenais, que altera a produção dos hormônios sexuais. No entanto, essa situação pode acontecer também como consequência de tumores maternos produtores de androgênios e o uso de medicamentos com hormônios durante a gestação.

No caso do peudo-hermafroditismo masculino, normalmente está associado com a baixa produção de hormônios masculinos ou quantidade insuficiente do fator inibidor de Muller, não havendo garantia do desenvolvimento adequado dos órgãos sexuais masculinos.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o pseudo-hermafroditismo deve ser orientado pelo pediatra e pode envolver algumas medidas, como:

  • Reposição hormonal: são injetados frequentemente hormônios específicos femininos ou masculinos para que a criança, durante o seu crescimento, desenvolva as características relacionadas ao sexo selecionado;
  • Cirurgia plástica: podem ser feitas várias intervenções cirúrgicas ao longo do tempo para corrigir os órgãos sexuais externos para um tipo específico de gênero.

Em alguns casos, estas duas formas de tratamento podem ainda ser utilizadas em ao mesmo tempo, especialmente quando existem várias características alteradas, além dos órgãos sexuais.

Porém, o tratamento tem sido alvo de várias questões éticas, pois pode prejudicar o desenvolvimento psicológico da criança. Isto acontece porque, se o tratamento for feito muito cedo, a criança não pode escolher seu gênero, mas, se for feito mais tarde, pode causar dificuldade de aceitação do próprio corpo.

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Bibliografia

  • MACHADO, José L.; AMARAL, Waldemar N.: MACHADO, Lívia N. et al. Pseudo-hermafroditismo masculino: relato de caso. RBUS. Vol 14. 18 ed; 2013
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