O que fazer para cuidar do piercing inflamado

Revisão clínica: Manuel Reis
Enfermeiro
abril 2020

O piercing inflamado acontece quando há uma alteração no processo de cicatrização, causando dor, inchaço e vermelhidão acima do normal após perfurar a pele. 

O tratamento do piercing inflamado deve, de preferência, ser orientado por um enfermeiro ou clínico geral, de acordo com o tipo de ferida e o grau da inflamação, mas as orientações gerais incluem manter o local limpo e seco, evitando umidade e suor, além de fazer uso de medicamentos anti-inflamatórios ou antibióticos receitados pelo médico.

Confira os principais cuidados que deve ter com o piercing inflamado:

6 passos para cuidar do piercing inflamado

Caso seja percebido que o local do piercing está inflamado, é preciso ter alguns cuidados, como por exemplo:

  1. Lavar o local cerca de 2 vezes ao dia, com água e sabão, que pode ser neutro ou antibacteriano, e, em seguida, secar com uma toalha ou gaze limpas;
  2. Evitar deixar a região úmida, com suor ou acúmulo de secreção, usando roupas arejadas e mantendo o local seco;
  3. Evitar o atrito do piercing com roupas ou acessórios;
  4. Limpar o local com soro fisiológico e algodão. Também pode ser utilizada uma solução caseira, feita com 250 ml de água limpa e morna com 1 colher de chá de sal;
  5. Tomar anti-inflamatórios, como ibuprofeno, nimesulida ou cetoprofeno, por exemplo, ajudam a melhorar a dor e o inchaço;
  6. Ter cuidado com a alimentação, pois existem tipos de comida que podem dificultar a cicatrização, como doces, refrigerantes, frituras e embutidos. Alimentos anti-inflamatórios podem ajudar no tratamento do piercing inflamado, como açafrão e alho, por exemplo. Saiba quais são os alimentos que ajudam a combater a inflamação

Quando a inflamação não melhora com estes cuidados, é recomendado consultar um clínico geral, pois pode ser necessário iniciar o tratamento com antibióticos em comprimido, como cefalexina, ou em pomada, como Diprogenta ou Trok-G, por exemplo.

No caso de piercing inflamado na boca, como na língua ou lábio, além destes cuidados, é importante fazer uma alimentação com alimentos moles para ajudar a diminuir o desconforto e a dor. Veja um exemplo de cardápio com alimentos moles.

Não se deve utilizar produtos como mel, babosa ou outras pomadas caseiras, pois podem acumular sujeiras na região e atrapalhar a cicatrização. Produtos como álcool, iodo ou água oxigenada, por causarem irritação, só devem ser usados em casos de feridas maiores que necessitam de curativos, orientados pelo enfermeiro ou clínico geral.

Como evitar a inflamação

Para evitar a inflamação do piercing, é importante não roçar roupas ou acessórios no local, impedir o acúmulo de suor ou secreção, mantendo o local seco e limpo e não entrar em piscinas, lagos ou mar enquanto a ferida não estiver cicatrizada. Ao limpar o local, é recomendado mexer na joia um pouco, de forma cuidadosa e com as mãos sempre limpas, para evitar acúmulo de secreções que podem facilitar a infecção.

Além disto, a colocação do piercing deve ser sempre feita em local confiável, pois o uso de material contaminado pode causar sérias infecções. Veja mais sobre as formas corretas de tratar o piercing e evitar uma infecção

Como saber se está inflamado

Após fazer um piercing, seja no umbigo, nariz, orelha ou boca, é normal que ele tenha uma aparência inflamada por cerca de 2 dias, com inchaço localizado, vermelhidão, secreção transparente e um pouco de dor. Entretanto, alguns sinais podem indicar que está acontecendo uma inflamação exagerada ou até uma infecção, como:

  • Vermelhidão ou inchaço que não melhoram em 3 dias;
  • Aumento da área vermelha e inchada para a pele ao redor;
  • Dor muito intensa ou insuportável;
  • Presença de pus, com secreção branca, amarelada ou esverdeada, ou sangue no local;
  • Presença de febre ou mal estar.

Na presença destes sinais e sintomas, deve-se procurar o pronto-socorro, para que seja iniciado o tratamento com anti-inflamatórios e antibióticos, prescritos pelo clínico geral.

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Atualizado e revisto clinicamente por Manuel Reis - Enfermeiro, em abril de 2020.
Revisão clínica:
Manuel Reis
Enfermeiro
Pós-graduado em fitoterapia clínica e formado pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, em 2013. Membro nº 79026 da Ordem dos Enfermeiros.

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