Pálpebra inchada: 9 principais causas e o que fazer

setembro 2021

O inchaço da pálpebra pode acontecer devido a diversas situações como terçol, blefarite, calázio ou uso inadequado das lentes de contato, sendo nesses casos apenas recomendado que se faça compressa com água morna para acelerar a recuperação e melhora da higiene relacionada com as lentes de contato, por exemplo.

No entanto, a pálpebra inchada pode também ser um sinal de conjuntivite, celulite ocular, herpes nos olhos ou doença de graves, sendo necessário nesses casos que o oftalmologista seja consultado para que seja indicado o melhor tratamento. Conheça outras causas de inchaço nos olhos.

As principais causas de inchaço na pálpebra são:

1. Alergia

A alergia é uma das principais causas de inchaço nas pálpebras, podendo ser causada por alimentos, de origem respiratória ou de contato. Além do inchaço, é comum notar vermelhidão nos olhos, lacrimejamento e coceira. Nos casos em que a alergia é respiratório, é possível também haver coriza e espirros frequentes.

O que fazer: É importante identificar a causa da alergia para que seja possível evitá-la, além de poder ser indicado pelo oftalmologista o uso de colírios contendo anti-histamínicos para aliviar os sintomas e diminuir o inchaço.

2. Uso inadequado de lentes de contato

O uso incorreto ou a falta de higienização das lentes de contato também podem causar irritação no olho e aumentar o risco de infecção, o que pode deixar a pálpebra inchada, os olhos vermelhos e ressecados.

O que fazer: Para evitar as consequências do uso inadequado das lentes de contato, é importante lavar bem as mãos antes de entrar em contato com a lente, tirar sempre antes de dormir e trocar de forma regular a solução desinfetante presente no estojo. Confira outros cuidados que se deve ter com as lentes de contato.

3. Terçol

O terçol é a inflamação em uma pequena glândula que fica localizada na pálpebra devido à infecção por bactérias, o que faz com que a pálpebra fique inchada e seja notado o aparecimento de um caroço semelhante a uma espinha. Além disso, pode ser notado desconforto ao piscar os olhos, coceira, maior sensibilidade à luz e lacrimejamento dos olhos.

O que fazer: Na maioria dos casos o terçol desaparece sozinho após 3 a 5 dias sem ser necessário qualquer tipo de tratamento. No entanto, para acelerar o desaparecimento, pode-se aplicar compressa com água morna por 10 a 15 minutos, 3 a 4 vezes por dia, no local do terçol. Veja mais dicas do que fazer para eliminar o terçol.

4. Conjuntivite

A conjuntivite é a inflamação do olho que pode acontecer devido a infecção por vírus ou bactérias, ou ter origem alérgica, e que tem como um dos sintomas o inchaço da pálpebra, além de vermelhidão e coceira intensa nos olhos.

O que fazer: É recomendado consultar o oftalmologista para que seja identificado o tipo de conjuntivite e seja possível iniciar o tratamento mais adequado, que normalmente envolve o uso de colírios para lubrificar os olhos ou colírios anti-inflamatórios ou antibióticos, nos casos de conjuntivite bacteriana. Confira mais detalhes do tratamento para conjuntivite.

5. Blefarite

A blefarite corresponde à inflamação da glândula de Meibomius, que está localizada na pálpebra e é responsável por manter a umidade dos olhos. Assim, devido à inflamação nessa glândula, há dificuldade para eliminar a gordura, que é um dos componentes da lágrima, que ficam acumuladas na pálpebra, resultando em inchaço e formação de crostas. Conheça outros sintomas de blefarite.

O que fazer: Em caso de blefarite, é recomendado limpar os olhos usando um colírio apropriado, pois assim é possível eliminar as crostas formadas. Além disso, pode-se aplicar uma compressa com água morna 3 a 4 vezes por dia, por cerca de 3 minutos, até que os sintomas de blefarite desapareçam.

6. Calázio

Assim como a blefarite, o calázio é caracterizado pela inflamação da glândula de Meibomius, que fica obstruída, levando à formação de um pequeno cisto que pode aumentar de tamanho à medida que mais substâncias ficam acumuladas, resultando no inchaço da pálpebra, dor e irritação no olho. 

O que fazer: O calázio normalmente desaparece sozinho em até 8 semanas, no entanto para acelerar a desobstrução da glândula e desaparecimento do calázio, pode-se aplicar compressa com água morna 2 a 3 vezes por dia. Entenda melhor como é feito o tratamento do calázio.

7. Celulite ocular

A celulite ocular, também chamada de celulite orbitária, é uma situação mais comum na infância e que acontece devido à inflamação da cavidade em que o olho está inserido e das estruturas ali presentes, resultando em inchaço da pálpebra, vermelhidão do olho, febre, dor e dificuldade para movimentar o olho.

O que fazer: É importante que o oftalmologista seja consultado para que possam ser feitos exames que identifiquem o microrganismo responsável pela inflamação e, assim, possa ser indicado o melhor antibiótico. Veja como é feito o tratamento para celulite ocular.

8. Herpes ocular

A herpes ocular, ou herpes nos olhos, é uma infecção causada pelo vírus Herpes simplex, que pode causar coceira, irritação e vermelhidão nos olhos, além de inchaço na pálpebra e aparecimento de bolhas próximas ao olho.

O que fazer: Nesse caso, é recomendado que o oftalmologista ou clínico geral sejam consultados para que seja feita uma avaliação dos sintomas e possa ser indicado o medicamento antiviral mais adequado para neutralizar o vírus e aliviar os sintomas.

9. Doença de Graves

A doença de Graves é uma alteração no funcionamento da glândula tireoide em que, dentre outros sintomas, pode provocar alterações nos olhos, incluindo inchaço na pálpebra, coceira nos olhos, lacrimejamento excessivo e visão dupla. Conheça outros sintomas da doença de Graves.

O que fazer: É recomendado consultar o endocrinologista para que seja feita dosagem dos níveis dos hormônios da tireoide circulantes e, assim, ser indicado o tratamento mais adequado para aliviar os sintomas, podendo ser indicado o uso de remédios antitireoidianos, terapia com iodo radioativo ou cirurgia dependendo da gravidade da doença.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em setembro de 2021.

Bibliografia

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