Nistatina (micostatin): para que serve e como usar

A nistatina é um remédio antifúngico que age inibindo o crescimento do fungo Candida albicans que pode causar infecções na pele ou mucosas como candidíase ou monilíase, também conhecida como sapinho em bebês e crianças, ou micoses entre os dedos, por exemplo.

Esse remédio está disponível em farmácias e drogarias na forma de suspensão oral, creme vaginal ou pomada dermatológica, com o nome comercial Micostatin, ou na forma de genérico com o nome nistatina, e deve ser usado com indicação médica. Além disso, a nistatina pode ser encontrada na forma de óvulos vaginais, contendo outra substância associada, o metronidazol, sendo indicada para o tratamento da candidíase ou infecções vaginais causadas por Trichomonas ou Gardnerella vaginalis, encontrada com o nome comercial Gynotran.

Nistatina (micostatin): para que serve e como usar

Para que serve

A nistatina é indicada para o tratamento de infecções causadas pelo fungo Candida albicans, como candidíase vaginal ou na boca, no esôfago ou nos intestinos, sapinho ou assaduras em bebês ou crianças, ou micose entre os dedos, na axila ou nos seios.

Como usar

A forma de uso da nistatina varia de acordo com a apresentação e inclui:

1. Nistatina suspensão oral

A suspensão oral de nistatina deve ser usada após realizar a escovação dos dentes, higiene da boca em bebês e crianças, ou limpeza da prótese dentária. 

Para medir a quantidade certa da dose, deve-se utilizar o dosador que acompanha o frasco da suspensão oral de nistatina.

A dose da nistatina suspensão oral varia de acordo com a idade e inclui:

  • Bebês prematuros ou crianças com baixo peso: a dose é de 1 mL de suspensão oral, 4 vezes por dia, ou seja, 1 dose de 6 em 6 horas;
  • Bebês em amamentação: a dose recomendada é de 1 a 2 mL da suspensão oral, 4 vezes ao dia, ou seja, 1 dose de 6 em 6 horas. Deve-se evitar amamentar o bebê, por pelo menos 5 minutos após a dose da nistatina;
  • Crianças e adultos: a dose é de 1 a 6 mL de suspensão oral, 4 vezes por dia.

A suspensão oral de nistatina deve ser bochechada e mantida dentro da boca pelo maior tempo possível antes de engolir, e nos bebês e lactentes, deve-se aplicar metade da dose em cada lado da boca.

É importante agitar o frasco da suspensão da nistatina, antes de usar, para misturar seus componentes e ter o efeito esperado do tratamento. 

Depois de desaparecerem os sintomas deve-se manter a aplicação por mais 2 dias para evitar a recorrência.

2. Nistatina creme vaginal

A nistatina creme vaginal deve ser utilizada 1 vez por dia, de preferência à noite, durante 14 dias e deve ser aplicado profundamente no canal vaginal, utilizando o aplicador fornecido na embalagem. Se esquecer de aplicar uma dose à noite, deve-se aplicar na manhã seguinte e depois continuar o tratamento no horário correto. Caso os sintomas não desapareçam em 14 dias, deve-se retornar ao médico.

Para usar a nistatina creme vaginal, deve-se lavar bem as mãos antes e após o seu uso. Puxar o êmbolo do aplicador até o fim, retirar a tampa do creme e encaixar o aplicador no bico da bisnaga do creme, rosqueando para que fique firme. Apertar a bisnaga do creme para encher o aplicador e, quando estiver cheio, desenroscar da bisnaga e tampar o creme. Deitar com as pernas dobradas e ligeiramente abertas e introduzir cuidadosamente o aplicador cheio de creme no canal vaginal, empurrando o êmbolo até o fim. Retirar o aplicador e descartá-lo. 

A aplicação da nistatina creme vaginal não deve ser interrompida durante a menstruação e deve-se evitar a utilização de absorventes internos, duchas vaginais ou espermicidas durante o tratamento.

3. Nistatina pomada dermatológica

A pomada dermatológica de nistatina, geralmente, está associada ao óxido de zinco, que funciona como um protetor da pele. 

As doses recomendadas de nistatina pomada dermatológico incluem: 

  • Assadura em bebês e crianças: usar a cada troca de fralda, se o bebê estiver com assadura grave. Como prevenção de assaduras, pode-se aplicar 2 vezes ao dia. É importante que a pele do bebê esteja limpa e seca, antes da aplicação;
  • Irritações na pele ou micose entre os dedos, axila ou nos seios: aplicar o creme dermatológico, 2 vezes ao dia, nas regiões afetadas.

O tempo de tratamento com a nistatina pomada dermatológica pode variar, e deve ser orientado pelo médico.

4. Nistatina óvulos vaginais

Os óvulos vaginais de nistatina contêm outro remédio na sua composição o metronidazol, que é um antimicrobiano indicado para o tratamento de candidíase ou infecções vaginais causadas por Trichomonas ou Gardnerella vaginalis.

Esses óvulos são preparações sólidas, semelhantes aos supositórios, mas que são indicados para utilização vaginal, pois derretem a 37º na vagina ou na secreção vaginal.

Antes de utilizar o óvulo, deve-se lavar bem as mãos, pois a aplicação pode ser feita utilizando o dedo ou com um aplicador fornecido na embalagem. A posição ideal para aplicar o óvulo na vagina é deitada de costas com as pernas dobradas, um pouco afastada uma da outra. Em seguida, inserir o óvulo profundamente na vagina, 1 vez ao dia, de preferência à noite, durante 7 dias, conforme orientação médica. Após a aplicação, lavar bem as mãos com água e sabonete.

A aplicação do óvulo não deve ser interrompida durante a menstruação e deve-se evitar a utilização de absorventes internos, duchas vaginais ou espermicidas durante o tratamento. Além disso, é importante evitar o contato prolongado do óvulo com as mãos, pois pode se dissolver e dificultar a aplicação.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da nistatina variam com a forma de uso, sendo que no caso da suspensão oral pode ocorrer vômito, náusea, diarréia ou dor abdominal. 

No caso dos óvulos vaginais, creme vaginal ou pomada dermatológica pode ocorrer coceira, irritação local ou sensação de queimação na pele.

É recomendado interromper o tratamento e procurar ajuda médica caso a pessoa apresente irritação ou alergia a este medicamento.

Quem não deve usar

A nistatina não deve ser usada durante a gravidez ou amamentação ou por pessoas alérgicas à nistatina. 

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Bibliografia

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  • LOPEZ, Juliana Ester Martin. Candidiasis (vulvovaginal). BMJ Clin Evid. 2015. 0815; 2015
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