Depois da menopausa, a fragilidade dos ossos não depende apenas da quantidade de cálcio consumida. A vitamina D é necessária para que o intestino absorva adequadamente esse mineral, enquanto a queda do estrogênio acelera a perda de massa óssea. Por isso, a osteoporose nessa fase resulta da combinação de alterações hormonais, envelhecimento, alimentação, atividade física, genética e outros fatores de risco.
Por que a menopausa aumenta o risco de osteoporose?
Os ossos estão continuamente passando por renovação: uma parte do tecido antigo é reabsorvida e outra é formada. O estrogênio ajuda a manter esse processo equilibrado. Quando seus níveis diminuem na menopausa, a reabsorção óssea se acelera e pode superar a formação de tecido novo.
Uma diretriz da North American Menopause Society sobre osteoporose após a menopausa aponta a deficiência de estrogênio como o principal fator envolvido na perda óssea pós-menopausa. Idade, genética, baixo peso, tabagismo, algumas doenças e medicamentos também podem aumentar o risco.
Qual é a relação entre vitamina D e cálcio?
O cálcio é um dos principais minerais da estrutura dos ossos, mas precisa ser absorvido no intestino antes de ser utilizado pelo organismo. A vitamina D participa diretamente desse processo. O Office of Dietary Supplements dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos explica que a vitamina D é necessária para a absorção ativa do cálcio no intestino.
Isso não significa que toda osteoporose seja causada por deficiência de vitamina D ou que aumentar a dose da vitamina fortaleça automaticamente os ossos. Para a saúde óssea, é necessário considerar o conjunto:
- ingestão adequada de cálcio;
- níveis suficientes de vitamina D;
- efeito hormonal da menopausa;
- atividade física regular;
- idade, genética e histórico de fraturas;
- doenças e medicamentos que afetam o tecido ósseo.

Onde conseguir cálcio e vitamina D?
O cálcio pode ser obtido principalmente em leite, iogurte, queijos, sardinha com espinha e alguns alimentos vegetais. Já a vitamina D está presente naturalmente em poucos alimentos, como peixes gordurosos e gema de ovo, além de poder ser produzida pela pele após exposição à radiação ultravioleta.
O Tua Saúde explica que a osteoporose pode estar relacionada à menopausa, à deficiência de cálcio e vitamina D e a outros fatores. Quando a doença já está instalada, porém, melhorar apenas a alimentação pode não ser suficiente, e tratamentos específicos podem ser necessários para diminuir o risco de fraturas.
Exercício também ajuda a proteger os ossos?
Sim. Atividades que fazem o corpo sustentar peso e exercícios de força produzem estímulos mecânicos importantes para ossos e músculos. Além disso, melhorar força e equilíbrio pode ajudar a prevenir quedas, uma preocupação especialmente relevante quando a densidade óssea já está reduzida.
Dependendo da condição física e do grau de perda óssea, podem fazer parte da rotina:
- caminhada;
- musculação ou outros exercícios resistidos;
- dança e atividades com sustentação do peso corporal;
- exercícios de equilíbrio e coordenação.
Mulheres com osteoporose avançada, fraturas anteriores ou risco elevado de queda devem receber orientação profissional antes de iniciar exercícios de maior impacto.

É necessário fazer exames antes de tomar suplementos?
Cálcio e vitamina D não devem ser tomados em doses altas por conta própria. Antes de suplementar, o médico pode avaliar a alimentação, os fatores de risco e, quando indicado, solicitar exames como dosagem de 25-hidroxivitamina D e densitometria óssea. Nem toda mulher precisa fazer dosagem de vitamina D rotineiramente, e a necessidade de suplementação deve ser individualizada.
O excesso também pode causar problemas. Doses muito altas de vitamina D podem aumentar excessivamente o cálcio no sangue e na urina, favorecendo sintomas e até cálculos renais, enquanto o excesso de cálcio suplementar também pode trazer riscos. O objetivo não é tomar o máximo possível, mas corrigir uma necessidade identificada e garantir a quantidade adequada para cada pessoa.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico ou nutricional.









