A neurose é qualquer transtorno mental caracterizado por ansiedade significativa e sofrimento emocional, incluindo sintomas como medos irracionais, pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos, por exemplo.
Sendo atualmente classificada como transtornos de ansiedade, essa condição era dividida em neurose obsessiva, histérica ou fóbica, conforme a ansiedade e os sintomas e sinais apresentados pela pessoa.
Leia também: Transtorno de ansiedade generalizada: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/ansiedade-generalizadaO cuidado da neurose varia de acordo com a causa, os sintomas e a sua intensidade, onde o psicólogo ou o psiquiatra pode indicar sessões de psicoterapia, medidas de autocuidado e, em alguns casos, o uso de medicamentos para transtornos específicos.
Sintomas de neurose
Os principais sintomas associados à neurose incluem:
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Ansiedade e preocupação excessiva (fobia);
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Medos persistentes e irracionais;
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Pensamentos obsessivos;
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Dificuldade de concentração ou de tomar decisões;
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Irritabilidade e tensão;
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Procrastinação e perfeccionismo;
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Dificuldade para adormecer ou manter o sono, ou sono agitado e insatisfatório;
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Evitar lugares, pessoas ou situações que provocam medo ou apreensão.
A pessoa com neurose também pode apresentar sintomas físicos, como palpitações, tremores, tensão muscular, falta de ar, dor no peito, náuseas e ondas de frio ou calor
Esses sintomas variam conforme a condição que a pessoa possui, onde nem todos surgem ao mesmo tempo.
Diferença entre neurose, psicose e perversão
Na neurose, a pessoa mantém o contato com a realidade, mas apresenta dúvidas sobre o próprio desejo e o de outras pessoas.
Já na psicose, a pessoa apresenta sintomas caracterizados pela perda de contato com a realidade, como confusão mental, alucinações ou delírios e dificuldade de organizar os pensamentos e falar com clareza, por exemplo.
Leia também: Psicose: o que é, sintomas, causas, fases e tratamentos tuasaude.com/psicoseNa perversão, a pessoa apresenta desvio sexual e também uma forma de laço social focado no poder, na dominação e na manipulação do parceiro.
Entretanto, é importante ressaltar que essas categorias não correspondem às classificações diagnósticas da psiquiatria contemporânea e foram substituídas por categorias mais específicas.
Diferença entre neurose e psicose
A diferença histórica entre neurose e psicose está na relação da pessoa com a realidade.
A neurose está associada a sofrimento emocional e conflitos internos, geralmente sem perda importante do contato com a realidade.
Já a psicose envolve alterações na percepção ou interpretação da realidade, podendo provocar sintomas como delírios, alucinações e pensamentos ou fala desorganizados.
Tipos de neurose
Na classificação histórica, a neurose é descrita de diferentes formas, principalmente como neurose obsessiva, histérica e fóbica.
Embora essas classificações ainda estejam presentes na psicanálise, não devem ser confundidas com os diagnósticos psiquiátricos atuais.
1. Neurose obsessiva
A neurose obsessiva é um conceito histórico da psicanálise, caracterizado por pensamentos intrusivos e indesejados, e comportamentos repetitivos com objetivo de aliviar a ansiedade.
Nas classificações psiquiátricas atuais, a antiga neurose obsessiva foi redefinida como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). No entanto, o diagnóstico de TOC depende de critérios clínicos específicos.
Leia também: Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): o que é, sintomas e tratamento tuasaude.com/comportamento-obsessivo-compulsivo-toc2. Neurose histérica
A neurose histérica, ou histeria, é um termo desatualizado que era associado à sintomas psicológicos ou físicos, como paralisias, tremores, tonturas e convulsões epiléticas e elevada reatividade emocional.
Leia também: Histeria: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-histeriaAtualmente, a histeria foi reclassificada como transtorno conversivo, que é um transtorno psiquiátrico que pode ser causado por uma reação do corpo ao estresse, traumas psicológicos ou físicos.
3. Neurose fóbica
A neurose fóbica é uma classificação antiga associada ao medo irracional, persistente e desproporcional a objetos, animais, situações ou experiências específicas.
Atualmente, sintomas similares podem estar presentes em transtornos relacionados ao medo e à ansiedade, como fobias específicas, agorafobia e transtorno de ansiedade social.
Como confirmar o diagnóstico
Como esse termo está em desuso nas classificações médicas e psicológicas atuais, não existe um exame ou conjunto de critérios clínicos para confirmar o diagnóstico de neurose.
Assim, o diagnóstico é feito conforme a condição clínica específica, como transtorno de ansiedade, TOC, transtornos relacionados ao estresse ou dissociativos.
Para confirmar o diagnóstico dessas condições, o psiquiatra ou psicólogo pode avaliar o histórico de saúde pessoal e familiar, e os sintomas apresentados.
O médico também pode aplicar entrevistas estruturadas, como DIAMOND, SCII-11, por exemplo.
Causas dos sintomas associados à neurose
Como a neurose não é considerada uma doença nas classificações médicas atuais, não existe uma causa única para as condições relacionadas a este termo.
Os transtornos de ansiedade e outras condições relacionadas, os fatores genéticos, podem estar relacionados com fatores genéticos, biológicos, psicológicos e ambientais.
Fatores de risco
Os fatores de risco dos transtornos de ansiedade, TOC, transtornos relacionados ao estresse ou dissociativos são:
- Histórico familiar;
- Diferenças no funcionamento neuroquímico e nas estruturas cerebrais;
- Eventos traumáticos, como abuso físico, sexual ou emocional, negligência na infância, acidentes e perdas graves;
- Estresse contínuo e vivência de grandes transições de vida, como gravidez, pós-parto e entrada na faculdade.
Pessoas com vulnerabilidade cognitiva, como intolerância à incerteza, sensibilidade à ansiedade, e resistência a pensamentos, emoções ou sensações desconfortáveis, também são fatores de risco.
Como é feito o tratamento
O tratamento dos sintomas historicamente associados à neurose depende da causa identificada e da intensidade dos sintomas.
1. Psicoterapia
A psicoterapia é uma das principais formas de cuidado para diversos transtornos relacionados à ansiedade e ao sofrimento emocional.
A terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, possui evidências de eficácia para diferentes transtornos de ansiedade e para o TOC.
Conforme o diagnóstico, o terapeuta pode usar técnicas específicas, como a exposição gradual à situações temidas e, no TOC, a exposição com prevenção de resposta.
Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapia2. Medicamentos
Em alguns casos, o psiquiatra pode indicar medicamentos para tratar transtornos específicos, como:
- Antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, são os remédios usados para determinados transtornos de ansiedade e depressão;
- Ansiolíticos, como os benzodiazepínicos, ajudam a aliviar as crises graves de ansiedade, mas devem ser usados por períodos curtos devido ao risco de tolerância e dependência;
- Beta-bloqueadores, para controlar sintomas físicos pontuais da ansiedade, como taquicardia ou tremores.
Entretanto, a necessidade do uso de medicamentos depende do diagnóstico, da gravidade, das condições de saúde e da avaliação médica.
3. Autocuidado e mudanças no estilo de vida
Alguns autocuidados e hábitos e mudanças no estilo de vida que podem complementar o tratamento são:
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Praticar exercícios físicos regularmente;
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Manter horários regulares de sono;
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Diminuir o consumo de álcool, drogas ilícitas e cafeína;
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Manter uma alimentação saudável e variada;
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Usar técnicas de relaxamento, como respiração pausada, relaxamento muscular progressivo, meditação;
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Reservar momentos para lazer e descanso;
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Buscar apoio social e emocional.
Essas medidas podem ajudar no controle do estresse, na regulação emocional e no enfrentamento da condição apresentada.