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Mutismo seletivo: o que é, características e como tratar

Agosto 2020

O mutismo seletivo, também conhecido como mutismo eletivo, é uma desordem psicológica rara em que a criança apenas consegue se comunicar com pessoas próximas, apresentando dificuldade em falar com outras crianças, professores ou, até mesmo, pessoas da família.

O diagnóstico do mutismo seletivo é normalmente realizado após os 3 anos, já que a partir dessa idade a criança já apresenta a capacidade de fala desenvolvida. Normalmente a criança consegue comunicar-se muito bem com os pais, irmãos e primos próximos, no entanto apresenta dificuldade em falar com outras pessoas, assim como estabelecer contato visual, podendo ficar bastante ansiosas.

É importante que o mutismo seletivo seja identificado e tratado com ajuda de um psicólogo e psiquiatra, pois dessa forma é possível estimular a comunicação e evitar consequências, uma vez que essa condição pode estar relacionada com o isolamento social.

Mutismo seletivo: o que é, características e como tratar

Principais características do mutismo seletivo

A criança com mutismo seletivo consegue comunicar-se bem em ambiente familiar, no entanto apresenta dificuldades em um ambiente com pessoas desconhecidas, em que sente que o seu comportamento está seno observado. Assim, algumas características que ajudam a identificar o mutismo seletivo são:

  • Dificuldade para interagir com outras crianças;
  • Falta de comunicação com professores;
  • Dificuldade de manter contato visual;
  • Dificuldade em ir ao banheiro em ambiente não familiar, fazendo xixi nas calças, muitas vezes, ou de comer na escola.

Apesar de ser mais frequente em crianças, o mutismo seletivo pode também ser identificado em adultos e, nesses casos, recebe o nome de fobia social, em que a pessoa sente-se bastante ansiosa em situações normais do dia a dia, como comer em público, por exemplo, ou ao pensar em estabelecer algum tipo de comunicação. Saiba como identificar a fobia social.

Por que acontece

O mutismo seletivo não tem uma causa específica, no entanto pode ser desencadeada por algumas situações, podendo estar relacionada com alguma experiência negativa pela qual a criança passou como traumas, como perda de parente próximo e violência, ou problemas familiares.

Além disso, o desenvolvimento dessa desordem pode esta relacionado com fatores genéticos, uma vez que é mais comum de acontecer em crianças cujos pais possuem transtornos emocionais e/ ou de comportamento, ou estar relacionada com traços da personalidade da criança como vergonha, preocupação excessiva, medo e apego, por exemplo.

Essa situação também pode ser influenciada pelo início na vida escolar ou mudança de cidade ou país, por exemplo, sendo consequência do choque cultural. No entanto, nesses casos é importante que o desenvolvimento da criança seja observado, pois muitas vezes a falta de comunicação não se deve ao mutismo seletivo, mas sim corresponde a um período de adaptação da criança a um novo ambiente. Por isso, para que seja considerado mutismo, é necessário que as características dessa alteração estejam presentes antes da mudança ou durem em média 1 mês.

Como pode ser o tratamento

O tratamento para o mutismo seletivo consiste em sessões de psicoterapia, em que o psicólogo traça estratégias que estimulem a comunicação da criança, além de explorar técnicas que avaliam o seu comportamento. Assim, o psicólogo consegue fazer com que a criança consiga sentir-se mais confortável no ambiente de modo que a sua comunicação é favorecida.

Em alguns casos, pode ser recomendado pelo psicólogo que a criança também tenha o acompanhamento de um psiquiatra infantil ou que sejam realizadas sessões com a família.

Além disso, o psicólogo orienta os pais para que o tratamento continue a ser estimulado em casa, recomendando que os pais:

  • Não forcem a criança a falar;
  • Evitem responder pela criança;
  • Elogiem quando a criança demonstra progresso em sua capacidade de comunicação;
  • Estimulem a criança a fazer coisas que são mais difíceis, como por exemplo comprar pão, por exemplo;
  • Deixem a criança confortável nos ambientes, de modo a evitar que sinta que é o centro das atenções.

Dessa forma é possível que a criança adquira mais confiança para se comunicar e não fique tão desconfortável em ambientes estranhos.

Bibliografia >

  • MELO, Sara Isabel C. Mutismo Seletivo: Projeto Tagarela. Tese de Mestrado, 2016. ISPA – Instituto Universitário.
  • PEIXOTO, Ana Cláudia A.; CAROLI, Andréa Lúcia G.; MARIAMA, Silvia Regina. Mutismo Seletivo: estudo de caso com tratamento interdisciplinar. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas. Vol 13. 1 ed; 5-11, 2017
  • SELECTIVE MUTISM ASSOCIATION. What is Selective Mutism?. Disponível em: <https://www.selectivemutism.org/learn/what-is-selective-mutism/>. Acesso em 08 Mai 2020
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