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Micose de praia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Dermatologista
janeiro 2023
  1. Sintomas
  2. Causas
  3. Tratamento

A micose de praia é uma infecção fúngica causada pelo fungo Malassezia furfur, que produz uma substância chamada ácido azeláico, que impede a pele de produzir melanina, que é o pigmento da pele, causando sintomas como manchas brancas ou avermelhadas na pele, ou coceira leve, principalmente na região dos braços e do tronco. 

As manchas da micose de praia, que também é conhecida como pano branco ou pitiríase versicolor, se tornam mais visíveis após exposição solar, devido ao contraste com a cor bronzeada da pele saudável. Além disso, as manchas, quando não tratadas, podem aumentar lentamente de tamanho com o tempo, e se unir formando manchas maiores.

O tratamento da micose de praia é feito pelo dermatologista, que pode indicar o uso de remédios antifúngicos na forma de pomadas, cremes ou shampoos, e nos casos mais graves, antifúngicos na forma de comprimidos. 

Imagem ilustrativa número 2

Sintomas de micose de praia

Os principais sintomas de micose de praia são:

  • Manchas claras, escuras ou avermelhadas na pele;
  • Manchas ou placas múltiplas na pele, bem delimitadas e ovais ou arredondadas;
  • Descamação da pele sobre as manchas;
  • Coceira no local afetado;
  • Piora da coceira em estações de calor ou chuva;
  • Desaparecimento das manchas após o verão.

Os sintomas da micose de praia são mais frequentes de surgir nas costas, peito, pescoço ou braços, mas também pode afetar o rosto, principalmente em crianças, e, se não tratados, as manchas podem aumentar de tamanho lentamente ao longo do tempo, podendo se unir e formar manchas maiores.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da micose de praia é feito pelo dermatologista através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico, analisando as características das manchas na pele.

Além disso, o médico pode também fazer o exame com a lâmpada de Wood, que permite avaliar as manchas da pele de forma mais detalhada. Entenda para que serve e como é feito o exame com a lâmpada de Wood.

Outro exame que o médico pode solicitar para confirmar o diagnóstico, é uma análise laboratorial da descamação das manchas, que permite identificar o fungo Malassezia furfur, e descartar outras condições que podem ter sintomas semelhantes, como vitiligo, Tinea corporis ou pitiríase rósea, por exemplo.

Possíveis causas

A micose de praia é causada pelo fungo Malassezia furfur, que pode ser encontrado na pele saudável, principalmente em áreas mais oleosas como rosto, couro cabeludo e costas, sem que provoque a doença.

No entanto, devido a alterações como predisposição genética, enfraquecimento do sistema imunológico, alterações hormonais ou exposição ao calor e umidade, este fungo pode se multiplicar e causar a micose de praia.

Como é feito o tratamento

O tratamento da micose de praia deve ser feito com a orientação do dermatologista que pode indicar o uso de remédios antifúngicos, que podem ser aplicados no local afetado ou usados na forma de comprimidos por via oral.

Assim, os principais antifúngicos que podem ser indicados pelo dermatologista são:

  • Pomada ou creme, como cetoconazol, clotrimazol ou terbinafina;
  • Solução aquosa, gel ou shampoo, como hipossulfito de sódio a 20%, sulfeto de selênio a 2,5%, enxofre e ácido salicílico, ciclopirox olamina ou cetoconazol;
  • Comprimido ou cápsula, como itraconazol ou fluconazol.

Mesmo depois do tratamento, a pele pode continuar a ter manchas, porque é necessário algum tempo para que na região das manchas, se volte a produzir melanina de forma a uniformizar o tom de pele.

Além disso, a infecção pode voltar novamente, principalmente quando o tempo estiver quente e úmido e, nestes casos, pode ser necessário fazer um tratamento de prevenção, que consiste no uso de antifúngicos na forma de comprimidos, uma a duas vezes por mês.

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Atualizado e revisto clinicamente por Dr. Leonardo Rotolo Araújo - Dermatologista, em janeiro de 2023.

Bibliografia

  • GRUPTA, A. K.; FOLEY, K. A. Antifungal Treatment for Pityriasis Versicolor. J Fungi (Basel). 1. 1; 13–29, 2015
  • KARRAY, M.; MCKINNEY, W. P. IN: STATPEARLS [INTERNET]. TREASURE ISLAND (FL): STATPEARLS PUBLISHING. Tinea Versicolor. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482500/>. Acesso em 09 jan 2023
Mostrar bibliografia completa
  • PLENSDORF, S.; LIVIERATOS, M.; DADA, N. Pigmentation Disorders: Diagnosis and Management. Am Fam Physician. 96. 12; 797-804, 2017
  • SAUNTE, D. M. L.; GAITANIS, G.; HAY, R. J. Malassezia-Associated Skin Diseases, the Use of Diagnostics and Treatment. Front Cell Infect Microbiol. 10. 112, 2020
Revisão clínica:
Dr. Leonardo Rotolo Araújo
Dermatologista
Dermatologista, graduado pela Unisul, com CRM-RJ 100411-5 e membro da SBD e SBCD. Coordenador da Dermatologia do Hospital Caxias D'Or.