Melanoma benigno: o que é, sintomas (e tratamento)

Melanoma benigno é um termo usado para se referir a um nevo melanocítico, também chamado de sinal ou pinta. É uma lesão benigna da pele, formada por melanócitos, as células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele.

Essas lesões geralmente aparecem como manchas ou pequenas elevações, de cor marrom ou bege, com bordas regulares e superfície lisa. Normalmente não causam dor, coceira ou outros sintomas, e permanecem estáveis ao longo do tempo.

Leia também: Nevo melanocítico: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/nevo-melanocitico

Ao contrário do melanoma benigno, o melanoma maligno apresenta alterações rápidas na cor, tamanho ou forma, bordas irregulares, assimetria e pode sangrar ou coçar, indicando crescimento canceroso que exige avaliação médica imediata.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de melanoma benigno

O melanoma benigno possui algumas características que ajudam a identificá-lo, como:

  • Manchas ou pequenas elevações na pele;
  • Formato simétrico;
  • Cor uniforme, geralmente marrom ou bege;
  • Bordas regulares e bem definidas;
  • Superfície lisa, sem descamação ou feridas.

O melanoma benigno normalmente não provoca dor, coceira ou sangramento. Em geral, essas características indicam que a lesão é benigna e estável, sem representar risco à saúde.

Melanoma é maligno ou benigno?

O melanoma é sempre maligno, ou seja, é um tipo de câncer de pele que pode crescer rapidamente e se espalhar para outras partes do corpo. 

Leia também: Melanoma: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/cancer-de-pele-melanoma

O termo melanoma benigno é usado de forma equivocada e, na prática, se refere a uma mancha comum e geralmente inofensiva na pele.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do melanoma benigno é feito pelo dermatologista através da avaliação da pele e das manchas ou pintas, podendo utilizar um dermatoscópio, um aparelho que amplia a lesão para analisar detalhes que não aparecem a olho nu. Veja como é feita a dermatoscopia.

Marque uma consulta com o dermatologista mais próximo da sua região:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Em caso de suspeita de alteração maligna, o médico pode solicitar uma biópsia, retirando uma pequena amostra da lesão para exame laboratorial, que confirma se se trata de um nevo benigno ou de melanoma.

Possíveis causas

Algumas situações podem contribuir para o surgimento dos melanomas benignos na pele, podendo incluir:

  • Fatores genéticos: tendência familiar a ter mais pintas ou sinais;
  • Exposição ao sol: radiação ultravioleta pode estimular a formação de novos sinais;
  • Alterações hormonais: como durante a gravidez ou puberdade;
  • Idade: muitos sinais surgem na infância e adolescência;
  • Predisposição individual da pele: pessoas com pele clara e mais sensível tendem a ter mais sinais.

Além disso, o bronzeamento artificial emite raios UVA e UVB, que podem estimular alterações na pele e contribuir para o surgimento de sinais, aumentando o risco de mudanças nas manchas ao longo do tempo.

Tratamento para melanoma benigno

O tratamento para o melanoma benigno geralmente não é necessário, pois a mancha não representam risco à saúde. No entanto, em alguns casos, o médico pode indicar:

1. Acompanhamento médico

O acompanhamento médico é recomendado para monitorar melanomas benignos ao longo do tempo, especialmente se houver alterações na cor, tamanho ou formato. 

O dermatologista pode realizar exames regulares da pele, utilizando o dermatoscópio, garantindo que a lesão continue benigna e detectando precocemente qualquer mudança suspeita.

2. Cirurgia

Existem diferentes tipos de cirurgia para remover um melanoma benigno, dependendo do tamanho, da localização e do objetivo, como: 

  • Excisão simples, é a mais comum, retirando toda a mancha com uma pequena margem de pele saudável; 
  • Excisões com retalhos em Z ou L, são usadas quando a remoção deixa um espaço maior, permitindo fechar o local sem deformidades, especialmente no rosto ou articulações; 
  • Cirurgia a laser, pode ser aplicada em pintas superficiais, mas não é indicada se houver dúvida sobre malignidade;
  • Crioterapia ou cauterização, destrói o tecido da mancha usando frio intenso ou calor, sendo indicada apenas para pintas superficiais e claramente benignas.

A cirurgia é indicada apenas em casos específicos, como quando o sinal causa desconforto físico, irritação frequente por atrito com roupas ou acessórios, ou problemas estéticos, especialmente em áreas visíveis como rosto, pescoço e mãos.

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