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Câncer de pele: todos os sinais que deve ficar atento

Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele existe um exame, chamado de ABCD, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas para verificar se há sinais que correspondam ao câncer. As características observadas são:

  1. Assimetria da lesão: se a metade da lesão observada for diferente da outra, pode ser indicativo de câncer;
  2. Borda irregular: quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso;
  3. Cor: se o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;
  4. Diâmetro: se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm.

Estas características podem ser observadas em casa, e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele, mas o diagnóstico deve sempre ser feito por um médico. Assim, quando se tem alguma mancha, pinta ou sinal com estas características é recomendado marcar consulta no dermatologista.

Confira no vídeo a seguir essas e outras dicas para identificar os sinais sugestivos de câncer de pele:

A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, cabeça e também a planta dos pés, cerca de 1 a 2 vezes por ano, de frente para o espelho. Devem ser procuradas manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, ou por feridas que não cicatrizam a mais de 1 mês.

Uma boa opção, para facilitar o exame, é pedir a alguém para observar toda sua pele, especialmente o couro cabelo, por exemplo, e ir fotografando os sinais maiores para ir observando sua evolução ao longo do tempo. Veja como é feito o exame dermatológico.

Outros sinais que podem indicar câncer de pele

Embora a maior parte dos casos de câncer de pele apresentem as características anteriores, existem outros sinais que também podem indicar o desenvolvimento de câncer. Esses sinais variam de acordo com o tipo de câncer podendo ser:

1. Sinais do câncer de pele não melanoma

Carcinoma Basocelular - comum no rosto
Carcinoma Basocelular - comum no rosto
Carcinoma espinocelular
Carcinoma espinocelular

Os sinais do câncer de pele não melanoma podem ser:

  • Pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada ou rosa, que pode causar coceira;
  • Ferida ou nódulo na pele, que cresce rápido e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira;
  • Ferida que não sara e que sangra durante várias semanas;
  • Verruga que cresce.

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide são dois tipos de câncer não melanoma, mais frequentes, menos graves e mais fáceis de serem curados. Porém, o carcinoma espinocelular quando diagnosticado numa fase avançada, em certos casos pode espalhar-se para outros órgãos do corpo. Saiba mais sobre o carcinoma basocelular.

2. Câncer de pele melanoma

Melanoma maligno com diferentes cores
Melanoma maligno com diferentes cores
Melanoma maligno com casca
Melanoma maligno com casca

Os sintomas do melanoma podem ser uma pinta ou sinal escuro na pele, com bordas irregulares, acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele.

O melanoma maligno é o câncer de pele mais perigoso de todos, podendo causar alterações num sinal já existente, como aumento do seu tamanho e a alteração da sua coloração ou forma. A principal causa do melanoma é a exposição prolongada ao sol, daí a importância de se usar protetor solar diariamente e evitar ficar muito tempo exposto ao sol. Veja o que é o melanoma e como tratar.

Quando ir ao médico

É recomendado consultar o dermatologista sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas regulares para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, quando há sinais indicativos de malignidade.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do câncer de pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha.

No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer na pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.

Por outro lado, caso seja verificado sinais indicativos de câncer de pele, pode ser indicada a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Entenda como é feito o tratamento para câncer de pele.

Câncer de pele: todos os sinais que deve ficar atento

Como prevenir o câncer de pele

Para prevenir o desenvolvimento do câncer de pele, é importante adotar algumas medidas que evitam o contato direto da pele com os raios ultravioletas do sol, diminuindo o risco de alterações. Assim, algumas formas de evitar esse tipo de câncer é:

1. Proteger a pele

Para proteger a pele corretamente, deve-se evitar a exposição solar nos momentos mais quentes do dia, principalmente no verão, entre as 11 h e as 16 h, procurando ficar na sombra sempre que possível. Além disso, é importante:

  • Usar chapéu com abas largas;
  • Vestir camiseta de algodão, que não seja preta, ou roupa com proteção solar que possuem na etiqueta o simbolo FPU 50+;
  • Usar óculos escuros com proteção UV, comprados em ópticas especializadas;
  • Usar protetor solar.

Estas dicas devem ser mantidas tanto na praia, como na piscina e em qualquer tipo de exposição ao ar livre, como acontece na agricultura ou na prática atividade física no jardim, por exemplo.

2. Usar protetor solar

Deve-se aplicar diariamente protetor solar contra as radiações UVA e UVB com fator no mínimo 15, aplicando o produto no corpo todo, incluindo no rosto, pés, mãos, orelhas e pescoço, voltando a aplicar a cada 2 horas ou depois de ir na água, porque sua proteção diminui. Veja qual o protetor solar mais indicado para cada tipo de pele.

É importante que o uso de protetor solar aconteça durante o ano inteiro, incluindo no inverno, isso porque mesmo quando o tempo está mais nublado, a radiação UV atravessa as nuvens e afeta negativamente a pele desprotegida.

3. Observar a pele

Deve-se observar a pele pelo menos 1 vez por mês, procurando pintas, sinais ou manchas que mudaram de cor, têm bordas irregulares, várias cores ou aumentaram de tamanho. Além disso, é importante consultar um dermatologista no mínimo uma vez por ano, para fazer um exame completo à pele e detetar alterações precoces.

4. Evitar bronzeamento artificial

Usar câmaras de bronzeamento artificial aumenta as chances de ter câncer de pele, pois embora a pele fique mais morena rapidamente, a exposição intensa a raios UVB e UVA aumenta as chances de ocorrerem alterações nas células da pele. Conheça os riscos do bronzeamento artificial.

Bibliografia >

  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Câncer de pele. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/cancer-da-pele/64/>. Acesso em 18 Dez 2020
  • INCA. Câncer de pele melanoma. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pele-melanoma>. Acesso em 18 Dez 2020
  • COSTA, Caroline S. Epidemiologia do câncer de pele no Brasil e evidências sobre sua prevenção. Diagn Tratamento. Vol 17. 4 ed; 206-208, 2012
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