4 principais sinais de câncer de pele (melanoma e não-melanoma)

Revisão médica: Drª. Aleksana Viana
Dermatologista
dezembro 2021

Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele existe um exame, chamado de ABCD, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas, para verificar se existem sinais que possam corresponder a câncer.

As 4 principais características que podem indicar que uma mancha é sinal de câncer de pele são:

  1. A - Assimetria da lesão: se a metade da mancha é diferente da outra;
  2. B - Borda irregular: quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso;
  3. C - Cor: se o sinal, pinta ou mancha apresenta diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;
  4. D - Diâmetro: se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm.

Estas características podem ser observadas em casa, e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele, mas o diagnóstico deve sempre ser feito por um médico. Assim, quando se tem alguma mancha, pinta ou sinal com estas características é recomendado marcar consulta no dermatologista.

A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, cabeça e também a planta dos pés, cerca de 1 a 2 vezes por ano, de frente para o espelho. Devem ser procuradas manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, ou por feridas que não cicatrizam a mais de 1 mês.

Uma boa opção, para facilitar o exame, é pedir a alguém para observar toda sua pele, especialmente o couro cabelo, por exemplo, e ir fotografando os sinais maiores para ir observando sua evolução ao longo do tempo. Veja como é feito o exame dermatológico.

Confira no vídeo a seguir essas e outras dicas para identificar os sinais sugestivos de câncer de pele:

Outros sinais que podem indicar câncer de pele

Embora a maior parte dos casos de câncer de pele apresentem as características anteriores, existem outros sinais que também podem indicar o desenvolvimento de câncer. Esses sinais variam de acordo com o tipo de câncer podendo ser:

1. Sinais do câncer de pele não melanoma

Os sinais do câncer de pele não melanoma podem ser:

  • Pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada ou rosa, que pode causar coceira;
  • Ferida ou nódulo na pele, que cresce rápido e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira;
  • Ferida que não sara e que sangra durante várias semanas;
  • Verruga que cresce.

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide são dois tipos de câncer não melanoma, mais frequentes, menos graves e mais fáceis de serem curados. Porém, o carcinoma espinocelular quando diagnosticado numa fase avançada, em certos casos pode espalhar-se para outros órgãos do corpo. Saiba mais sobre o carcinoma basocelular.

2. Câncer de pele melanoma

Os sintomas do melanoma podem ser uma pinta ou sinal escuro na pele, com bordas irregulares, acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele.

O melanoma maligno é o câncer de pele mais perigoso de todos, podendo causar alterações num sinal já existente, como aumento do seu tamanho e a alteração da sua coloração ou forma. A principal causa do melanoma é a exposição prolongada ao sol, daí a importância de se usar protetor solar diariamente e evitar ficar muito tempo exposto ao sol. Veja o que é o melanoma e como tratar.

Quando ir ao médico

É recomendado consultar o dermatologista sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas regulares para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, quando há sinais indicativos de malignidade.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do câncer de pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha.

No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer na pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.

Por outro lado, caso seja verificado sinais indicativos de câncer de pele, pode ser indicada a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Entenda como é feito o tratamento para câncer de pele.

Como prevenir o câncer de pele

Para prevenir o desenvolvimento do câncer de pele, é importante adotar algumas medidas que evitam o contato direto da pele com os raios ultravioletas do sol, diminuindo o risco de alterações. Assim, algumas formas de evitar esse tipo de câncer é:

1. Proteger a pele

Para proteger a pele corretamente, deve-se evitar a exposição solar nos momentos mais quentes do dia, principalmente no verão, entre as 11 h e as 16 h, procurando ficar na sombra sempre que possível. Além disso, é importante:

  • Usar chapéu com abas largas;
  • Vestir camiseta de algodão, que não seja preta, ou roupa com proteção solar que possuem na etiqueta o símbolo FPU 50+;
  • Usar óculos escuros com proteção UV, comprados em ópticas especializadas;
  • Usar protetor solar.

Estas dicas devem ser mantidas tanto na praia, como na piscina e em qualquer tipo de exposição ao ar livre, como acontece na agricultura ou na prática atividade física no jardim, por exemplo.

2. Usar protetor solar

Deve-se aplicar diariamente protetor solar contra as radiações UVA e UVB com fator no mínimo 15, aplicando o produto no corpo todo, incluindo no rosto, pés, mãos, orelhas e pescoço, voltando a aplicar a cada 2 horas ou depois de ir na água, porque sua proteção diminui. Veja qual o protetor solar mais indicado para cada tipo de pele.

É importante que o uso de protetor solar aconteça durante o ano inteiro, incluindo no inverno, isso porque mesmo quando o tempo está mais nublado, a radiação UV atravessa as nuvens e afeta negativamente a pele desprotegida.

3. Observar a pele

Deve-se observar a pele pelo menos 1 vez por mês, procurando pintas, sinais ou manchas que mudaram de cor, têm bordas irregulares, várias cores ou aumentaram de tamanho. Além disso, é importante consultar um dermatologista no mínimo uma vez por ano, para fazer um exame completo à pele e detetar alterações precoces.

4. Evitar bronzeamento artificial

Usar câmaras de bronzeamento artificial aumenta as chances de ter câncer de pele, pois embora a pele fique mais morena rapidamente, a exposição intensa a raios UVB e UVA aumenta as chances de ocorrerem alterações nas células da pele. Conheça os riscos do bronzeamento artificial.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em dezembro de 2021. Revisão médica por Drª. Aleksana Viana - Dermatologista, em setembro de 2016.

Bibliografia

  • COSTA, Caroline S. Epidemiologia do câncer de pele no Brasil e evidências sobre sua prevenção. Diagn Tratamento. Vol 17. 4 ed; 206-208, 2012
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Câncer de pele. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/cancer-da-pele/64/>. Acesso em 18 dez 2020
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  • INCA. Câncer de pele melanoma. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pele-melanoma>. Acesso em 18 dez 2020
Revisão médica:
Drª. Aleksana Viana
Dermatologista
Especialista em Dermatologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em 2007 com registro profissional no CRM/PE – 16907.

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