Leiomiossarcoma: o que é, sintomas, causas e tratamento

outubro 2022
  1. Sintomas
  2. Causas
  3. Tratamento

O leiomiossarcoma é um tipo de câncer raro que tem origem nas células musculares lisas, presentes em várias regiões do corpo, como trato gastrointestinal, sistema urinário, vasos sanguíneos, pele, couro cabeludo, pulmões ou útero, por exemplo.

Os sintomas do leiomiossarcoma são inespecíficos, e dependem da região do corpo em que surgiu, podendo causar náuseas, dor no local, perda de peso sem motivo aparente, tosse ou vômitos com sangue, ou caroço na pele, por exemplo. 

O leiomiossarcoma é grave e tende a espalhar-se facilmente para outros órgãos. Por isso, é importante consultar o clínico geral ou o oncologista sempre que surgirem os sintomas, para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

Sintomas de leiomiossarcoma

Os principais sintomas do leiomiossarcoma são:

  • Cansaço excessivo;
  • Febre;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Náuseas;
  • Perda do apetite;
  • Mal-estar geral;
  • Inchaço e dor na região afetada;
  • Caroço sobre a pele;
  • Ferida na pele que não cicatriza e sangra;
  • Sangramento gastrointestinal;
  • Dor ou desconforto abdominal;
  • Sangue nas fezes;
  • Vômito com sangue;
  • Tosse, que pode conter sangue;
  • Dor no peito;
  • Dificuldade para respirar.

Os sintomas do leiomiossarcoma dependem do local em que esse tipo de tumor se desenvolve, sendo que nas fases iniciais podem não ser percebidos e aparecer à medida que o tumor evolui. 

Além disso, esses sintomas também variam de acordo com o tamanho do tumor e se o tumor se espalhou ou não para outros locais do corpo.

É importante consultar o clínico geral ou oncologista assim que surgem os sintomas do leiomiossarcoma, pois esse tipo de tumor tende a espalhar-se rapidamente para outros locais do corpo, como os pulmões e o fígado, podendo levar a complicações graves e dificultando o tratamento, que normalmente é feito com cirurgia.

Leiomiossarcoma no útero

O leiomiossarcoma no útero é um dos principais tipos de leiomiossarcoma e acontece com mais frequência em mulheres no período pós-menopausa, sendo caracterizado por uma massa palpável no útero que cresce ao longo do tempo e que pode causar dor ou não. 

Além disso, pode ser verificada alteração no fluxo menstrual, sangramento fora do período menstrual, incontinência urinária e aumento do volume abdominal, por exemplo.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do leiomiossarcoma é difícil, uma vez que os sintomas não são específicos. Por isso, o clínico geral ou oncologista deve solicitar a realização de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET-CT ou angiografia, para que seja verificada qualquer alteração no tecido. 

Caso seja observada alguma alteração sugestiva de leiomiossarcoma, o médico pode indicar a realização de uma biópsia para verificar a malignidade do sarcoma, confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento.

Possíveis causas

A causa exata do leiomiossarcoma não é totalmente conhecida, mas sabe-se que o câncer surge por alterações ou mutações no DNA das células, se transformando em células malignas que passam a se multiplicar de forma descontrolada.

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento do leiomiossarcoma, como:

  • Histórico de radioterapia anterior;
  • Síndromes genéticas hereditárias, como retinoblastoma ou síndrome de Li-Fraumeni;
  • Uso de tamoxifeno;
  • Traumas na pele, como contusão ou queimadura.

Além disso, a exposição a produtos químicos, como pesticidas ou herbicidas, também parece aumentar o risco de desenvolvimento do leiomiossarcoma.

Como é feito o tratamento

O tratamento do leiomiossarcoma deve ser feito com orientação do oncologista, que pode indicar a cirurgia para remoção do tumor, podendo ser necessária a remoção do órgão caso a doença já esteja em fase mais avançada.

Além disso, o médico pode indicar a realização de quimioterapia ou radioterapia, antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor e facilitar sua remoção, ou após a cirurgia, para eliminar as células cancerígenas que possam ter permanecido.

A quimioterapia ou a radioterapia também podem ser feitas quando existem metástases, que é quando o câncer se espalhou para outras regiões do corpo, de forma a tentar eliminá-las.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em outubro de 2022. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em maio de 2020.

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Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.

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