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Joelho varo: o que é e como tratar

O joelho varo é uma condição onde os joelhos se mantém afastados mesmo quando a pessoa consegue encostar um tornozelo no outro. Isso normalmente acontece porque a tíbia não fica corretamente alinhada com o fêmur, dando uma forma diferente à linha da perna. Ele também é conhecido como geno varo ou “pernas de cowboy”. 

Dessa forma, o joelho varo é exatamente o contrário do joelho valgo, onde as pernas ficam viradas para dentro, e os joelhos ficam sempre em contato, mesmo quando a pessoa tenta afastar as pernas. Veja mais sobre o joelho valgo e como é corrigido.

O tratamento para o joelho varo, que é mais comum nos homens, varia de acordo com a causa e, por isso, é muito importante consultar um ortopedista para avaliar o grau da alteração, o problema que está na sua origem e, assim, decidir qual a melhor opção de tratamento.

Joelho varo: o que é e como tratar

Exames para identificar o joelho varo 

Na consulta com o especialista pode-se observar a formação do joelho varo, mas para saber a sua gravidade, é comum o ortopedista solicitar exames como:

  • Raio-x das pernas, de pé;
  • Raio-x dos joelhos de frente e de lado;

Menos comuns são os exames de Tomografia axial computorizada (TAC), ressonância e magnética nuclear (RMN). 

Exames de sangue podem ser solicitados se houver suspeita de alguma doença envolvida. 

Quais as opções de tratamento disponíveis

O tratamento para corrigir os joelhos afastados pode ser indicado quando:

  • Se a pessoa tiver doença de Blount: sendo indicada a cirurgia a partir do grau III da doença;
  • Se a pessoa apresentar dor nas pernas ou nos joelhos;
  • Se houver dificuldade para caminhar ou praticar corrida;
  • Se a patela não estiver bem alinhada no centro do joelho;
  • Se houver instabilidade no joelho devido a ligamentos flácidos;
  • Se houver preocpuação com a aparência física. 

Uma vez que existem várias causas para o desenvolvimento do joelho varo, o tratamento pode variar de uma pessoa para a outra. Assim, o mais importante é sempre consultar um ortopedista para não só confirmar o diagnóstico, mas também identificar a causa do problema e iniciar o tratamento mais adequado. Algumas das opções de tratamento mais usadas incluem:

  • Suplementação de cálcio e vitamina D: é utilizada principalmente em casos de falta destes nutrientes no organismo para fortalecer os ossos, como acontece em casos de raquitismo;
  • Exercícios de fortalecimento dos músculos: devem ser feitos com um fisioterapeuta para deixar os músculos das pernas mais fortes e ajudar no alinhamento das pernas;
  • Cirurgia: é usada nos casos mais avançados, quando as outras técnicas não provocam qualquer alteração no alinhamento das pernas

A cirurgia normalmente ajuda a adequar o formato dos ossos para reduzir a pressão sobre a articulação e permitir o re-alinhamento da tíbia com o fémur. Uma vez que é uma técnica bastante invasiva, a recuperação pode ser bastante demorada, podendo ser necessários até 8 meses até que seja possível voltar às atividades diárias.

Exemplos de exercícios para joelho varo

Os exercícios para ajudar a corrigir o joelho varo devem ser sempre orientados por um fisioterapeuta após avaliação física, porque existe um aumento da força dos músculos da parte interna da coxa, o fêmur está em abdução e a tíbia excessivamente rodada para fora. Assim, na maioria dos casos é necessário fortalecer os músculos da parte lateral da coxa, da parte de trás da perna e do glúteo. Por isso, alguns dos exercícios usados podem ser:

1. Exercício para fortalecer a lateral da coxa

Joelho varo: o que é e como tratar

Um ótimo exercício para deixar os músculos laterais da coxa mais fortes e também o glúteo médio é deitar de lado e posicionar o pé por trás do joelho da perna oposta. O movimento que deve ser feito, é semelhante ao abrir uma concha, e por isso deve abrir e fechar os joelhos como mostra a imagem.

2. Exercício para fortalecer o glúteo

Joelho varo: o que é e como tratar

No caso de joelho varo também é muito importante fortalecer o glúteo máximo e, para isso, um bom exercício consiste em ficar de 4 apoios no chão e depois elevar uma das pernas em direção ao teto. Esse movimento deve ser feito lentamente e repetido entre 8 a 10 vezes, por 3 séries, com cada perna.

3. Exercício para fortalecer a parte de trás da perna

Joelho varo: o que é e como tratar

Uma das melhores formas de fortalecer os músculos da parte de trás da perna é usando uma caneleira para fazer este exercício, no entanto, também é possível prender algum tipo de peso na região do tornozelo, como um pacote de feijão, por exemplo.

Para fazer o exercício, deve-se ficar em pé e apoiar uma mão na parede, ou em uma cadeira, e depois, com os joelhos juntos, dobrar a perna para trás sem separar os joelhos. Este exercício deve ser feito entre 8 a 10 vezes com cada perna, por 3 séries.

Quais as possíveis causas do joelho varo

O joelho varo é muito comum nas crianças pequenas e pode ser vista logo após o nascimento, sendo uma condição fisiológica que geralmente corrige sozinha até os 2 anos de idade, sem necessidade de tratamento. Por vezes, pode se manter até os 8 anos de idade, sem necessidade de tratamento específico, embora tenha que ser avaliado pelo pediatra, ortopedista e fisioterapeuta, nessa fase. 

Outras possíveis causas são:

  • Alteração de nascença que se mantém ao longo dos anos;
  • Pancadas fortes no joelho;
  • Infecções nos ossos;
  • Tumor ósseos;
  • Doenças como raquitismo, acondroplasia, Paget ou Blount.

Normalmente o joelho varo é identificado até aos 10 anos de idade, mas também pode acontecer em adultos devido a doenças articulares como osteoartrite, por exemplo. Muitas vezes, quando o joelho varo surge até aos 2 anos, é possível que a correção da deformidade suja naturalmente com o desenvolvimento dos ossos, sem ser necessário qualquer tipo de tratamento específico.

Que outros sintomas podem surgir

Além da deformidade visível das pernas, algumas pessoas podem apresentar dor ao caminhar, especialmente na região interna do joelho. Estes sintomas são mais raros nas crianças, já que as articulações vão-se adaptando à alteração, não causando dor.

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