Fertilização in vitro (FIV): o que é, quando é indicada e como é feita

outubro 2022
  1. Quando é indicada
  2. Como é feita
  3. Possíveis riscos

A fertilização in vitro, ou FIV, é uma técnica de reprodução assistida que consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório, que depois é implantado dentro do útero, sendo todos os procedimentos realizados em uma clínica de fertilidade, sem que exista relação sexual envolvida.

Esta é uma das técnicas de reprodução assistida mais utilizadas atualmente e pode ser realizada em clínicas e hospitais particulares e até mesmo no SUS.

A fertilização in vitro está indicada para casais que não conseguem engravidar espontaneamente em 1 ano de tentativas sem uso de métodos contraceptivos, sendo importante que antes da sua realização sejam feitos exames para identificar a causa da infertilidade.

Quando é indicada

De forma geral, a fertilização in vitro é indicada quando as mulheres apresentam alterações ginecológicas que interferem na ovulação ou no deslocamento dos óvulos pelas trompas. Dessa forma, as principais indicações da FIV são:

  • Lesão tubária irreversível;
  • Aderências pélvicas severas;
  • Salpingectomia bilateral;
  • Sequelas da doença inflamatória pélvica;
  • Endometriose moderada à grave.

A fertilização in vitro também pode ser indicada para as mulheres que não engravidaram após 2 anos da salpingoplastia ou em que a obstrução tubária permanece após a cirurgia. Além disso, a FIV pode ser recomendada quando o homem possui alterações na produção de espermatozoide ou fez vasectomia.

Antes de ser feita a indicação da FIV, o médico indica a realização de exames pelo casal para avaliar a causa da infertilidade. Em alguns casos, pode ser indicada a realização de tratamento, para avaliar se após o tratamento é possível ter uma gravidez natural. Caso contrário, é feita a recomendação da FIV. Conheça os exames que avaliam a fertilidade feminina e masculina.

Como é feita

A FIV é um procedimento realizado na clínica de reprodução assistida que é realizada em algumas etapas:

  • Etapa I: estimulação dos ovários para que haja produção de quantidades suficientes de óvulos através do uso dos medicamentos. Os óvulos produzidos são então coletados através da aspiração transvaginal com ultrassom e enviado para o laboratório.
  • Etapa II: avaliação dos óvulos no que diz respeito à sua viabilidade e probabilidade de fecundação. Assim, após a seleção dos melhores óvulos, o sêmen começa também a ser preparado, sendo selecionados os espermatozoides com melhor qualidade, ou seja, aqueles com motilidade, vitalidade e morfologia adequadas, pois são esses que conseguem fecundar mais facilmente o óvulo.
  • Etapa III: nessa etapa, é feita a introdução dos espermatozoides escolhidos no mesmo vidro em que estão os óvulos e, em seguida, é feita a observação da fertilização dos óvulos durante cultivo embrionário para que possa depois ser feita a implantação de um ou mais embriões no útero da mulher, devendo a tentativa de implantação ser realizada pelo ginecologista na clínica de reprodução assistida.

Para verificar o sucesso do tratamento após 14 dias da FIV deve-se realizar um teste de gravidez de farmácia e o exame de gravidez para medir a quantidade de beta-HCG. Cerca de 14 dias depois destes exames pode-se realizar o exame de ultrassom transvaginal para avaliar a saúde da mulher e do embrião.

Possíveis riscos da fertilização in vitro

Um dos riscos mais comuns da fertilização in vitro é a gravidez de gêmeos devido à presença de vários embriões dentro do útero da mulher. Além disso, existe também um risco acrescido de aborto espontâneo, e, por isso, a gestação deve ser sempre acompanhada pelo obstetra e pelo médico especialista em reprodução assistida.

Além disso, alguns bebês que nascem por técnicas de fertilização in vitro têm maior risco de apresentarem alterações como problemas cardíacos, lábio leporino, alteração no esôfago e malformação no reto, por exemplo.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em outubro de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • PASSOS, Eduardo Pandolfi; FREITAS, fernando, CUNHA-FILHO, João Sabino L & colaboradores. Rotinas em infertilidade e contracepção. 1.ed. Porto Alegre: Artmed, 2003. 159-69; 209-215.
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.