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Principais infecções genitais na diabetes

Janeiro 2020

A diabetes descompensada aumenta o risco do desenvolvimento de infecções, principalmente as do sistema urinário, devido à hiperglicemia constante, isso porque a grande quantidade de açúcar circulante no sangue favorece a proliferação de microrganismos e diminui a atividade do sistema imunológico, favorecendo o aparecimento dos sintomas de infecção.

Os microrganismos normalmente relacionados com as infecções genitais na diabetes são Escherichia coli, Staphylococcus saprophyticus e Candida sp., que fazem parte da microbiota normal da pessoa, mas que devido ao excesso de açúcar circulante, têm sua quantidade aumentada.

Principais infecções genitais na diabetes

As principais infecções geniturinárias na diabetes que podem acontecer tanto em homens quanto em mulheres são:

1. Candidíase

A candidíase é uma das infecções mais frequentes na diabetes e é causada pelo fungo do gênero Candida sp., mais frequentemente pela Candida albicans. Esse fungo está presente naturalmente na microbiota genital tanto de homens quanto de mulheres, mas devido à diminuição do sistema imune, pode haver aumento da sua quantidade, resultando na infecção.

A infecção por Candida sp. é caracterizada por coceira, vermelhidão e placas esbranquiçadas na região afetada, além da presença de corrimento esbranquiçado e dor e desconforto durante o contato íntimo. Reconheça os sintomas da infecção pela Candida albicans.

O tratamento para a candidíase é feito com remédios antifúngicos, em forma de comprimidos ou pomadas que devem ser aplicadas no local, de acordo com a recomendação médica. Além disso, quando a infecção é recorrente, é importante que o parceiro da pessoa afetada também faça o tratamento, para prevenir novas contaminações. Saiba identificar os sintomas e como tratar todos os tipos de candidíase.

2. Infecção urinária

As infecções urinárias, além de também poderem acontecer devido à Candida sp., podem também a acontecer devido à presença de bactérias no sistema urinário, principalmente Escherichia coli, Staphylococcus saprophyticus, Proteus mirabilis e Klebsiella pneumoniae. A presença desses microrganismos no sistema urinário leva o aparecimento de sintomas como dor, ardor e urgência para urinar, no entanto nos casos mais graves também pode haver sangue na urina e inflamação da próstata em homens.

O tratamento da infecção urinária é feito de acordo com a causa do problema, mas em geral são utilizados antibióticos como a amoxicilina, e o tempo de duração do tratamento varia de acordo com a gravidade da infecção. No entanto, como é comum que as pessoas com diabetes tenham infecções urinárias de repetição, é importante que vá ao médico todas as vezes que surgirem sintomas de infecção para que seja identificado o microrganismo e o perfil de sensibilidade, uma vez que é provável que o agente infeccioso tenha adquirido resistência ao longo do tempo. Veja como é feito o tratamento para a infecção urinária.

3. Infecção por Tinea cruris

A Tinea cruris é um fungo que também pode estar relacionado com a diabetes, podendo atingir a virilha, as coxas e as nádegas, resultando em alguns sinais e sintomas como dor, coceira, ardência vermelhidão e pequenas bolhas vermelhas nos órgãos atingidos.

O tratamento da micose genital é feito com pomadas antifúngicas como Cetoconazol e Miconazol, mas quando a infecção é recorrente ou quando o tratamento com pomadas não eliminam a doença, pode ser necessário tomar remédios em comprimidos, como o fluconazol para combater o fungo. Conheça o tratamento para esse tipo de infecção.

É importante lembrar que logo que os sintomas aparecem, deve-se procurar o médico para diagnosticar a causa das alterações na região genital e iniciar o tratamento, evitando que a progressão da doença e o aparecimento de complicações.

Principais infecções genitais na diabetes

Como prevenir as infecções recorrentes

Para prevenir as infecções recorrentes na diabetes, é importante que exista o controle dos níveis de açúcar circulante. Para isso, é recomendado:

  • Manter a glicemia controlada, para que o excesso de açúcar no sangue não prejudique o sistema imunológico;
  • Observar diariamente a região genital, procurando por alterações como vermelhidão e bolhas na pele;
  • Usar preservativo durante o contato íntimo, para evitar o contágio de doenças;
  • Evitar lavagens frequentes com duchas na região genital, para não alterar o pH da região e não favorecer o crescimento de micro-organismos;
  • Evitar usar roupas muito apertadas ou quentes durante todo o dia, pois favorecem a proliferação de micro-organismos nas genitálias.

No entanto, controlando a glicemia e tendo os cuidados necessários para evitar infecções, é possível ter uma vida normal e conviver bem com a diabetes.

Bibliografia >

  • FERREIRA, Renata C.; BARROS, Caroline E.; BRAGA, Ariane L. Perfil de infecção urinária associada à taxa de glicemia alterada. Revista da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas. 2016
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