Histeroscopia: o que é, quando fazer, tipos e como é feita

outubro 2022

A histeroscopia é um exame ginecológico que permite observar o interior do útero, ajudando a identificar e tratar eventuais alterações, como pólipos, miomas, sangramentos uterinos e alterações anatômicas.

A histeroscopia é feita usando um equipamento chamado histeroscópio, que tem aproximadamente 10 milímetros de diâmetro, e que contém uma microcâmera em sua extremidade. 

O exame deve ser realizado pelo ginecologista na primeira quinzena da menstruação, quando a mulher já não está menstruada e não pode ser feito na gravidez ou quando existe alguma infecção vaginal.

Quando fazer a histeroscopia

A histeroscopia pode ser indicada para:

  • Identificar e retirar pólipo uterino endometrial;
  • Identificar e retirar miomas uterinos submucosos;
  • Espessamento endometrial;
  • Avaliação de sangramentos uterinos;
  • Avaliação de causas de infertilidade;
  • Investigar defeitos na anatomia do útero;
  • Realização de cirurgia de laqueadura tubária;
  • Investigar a existência de câncer no útero.

Além disso, a histeroscopia também pode ser indicada para entender a necessidade de uma cirurgia ao útero.

Tipos de histeroscopia

De acordo com o objetivo do exame, a histeroscopia pode ser de dois tipos:

Histeroscopia diagnóstica

Tem como objetivo a visualização interna do útero para diagnosticar possíveis alterações ou doenças. Saiba mais sobre a histeroscopia diagnóstica.

A histeroscopia diagnóstica é feita no próprio consultório do ginecologista e não dói, no entanto algumas mulheres podem sentir um leve desconforto durante a realização do exame.

Histeroscopia cirúrgica

Ajuda a tratar as alterações existentes dentro do útero. É indicada no tratamento de pólipos, miomas, espessamento do endométrio, malformações da cavidade uterina, entre outros problemas. Entenda como é feita a histeroscopia cirúrgica.

Como se trata de um procedimento mais delicado, a histeroscopia cirúrgica deve ser feita sob anestesia geral ou raquidiana.

Como é feita

Tanto na histeroscopia cirúrgica quanto na diagnóstica, é utilizado um equipamento chamado histeroscópio, que contém na sua extremidade uma microcâmera para permitir a visualização do útero. Para favorecer a visualização das estruturas uterinas, é aplicado dióxido de carbono em forma de gás ou fluido, que permite a dilatação do útero.

Após a dilatação adequada do útero, é iniciado o procedimento de acordo com o seu objetivo. No caso da histeroscopia diagnóstica, é feita a observação do útero e caso seja identificada qualquer alteração, é feita a remoção de uma pequena porção da região que é enviado para o laboratório para análise.

Já no caso da histeroscopia cirúrgica, além do histeroscópio, são também introduzidos no canal vaginal os equipamentos cirúrgicos para que o procedimento seja realizado, durando em média 1 hora.

Esta informação foi útil?

Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em outubro de 2022.

Bibliografia

  • THE AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS. Hysteroscopy. Disponível em: <https://www.acog.org/Patients/FAQs/Hysteroscopy?IsMobileSet=false>. Acesso em 04 dez 2019
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.