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Como é feito o diagnóstico do câncer de intestino

O diagnóstico do câncer de intestino é feito por meio de exames de imagem, como a colonoscopia e a retossigmoidoscopia, e por meio de exame de fezes, principalmente a pesquisa de sangue oculto nas fezes. Esses exames são normalmente indicados pelo médico quando a pessoa apresenta sinais e sintomas de câncer de intestino, como presença de sangue nas fezes, alteração no ritmo intestinal e emagrecimento. Veja como reconhecer os sintomas de câncer de intestino.

Normalmente, esses exames são solicitados para pessoas com mais de 50 anos, que possuem histórico de doença na família ou que possuem fator de risco, como obesidade, diabetes e dieta pobre em fibras, por exemplo. No entanto, esses exames também podem ser recomendados mesmo que não existam sintomas, apenas como forma de rastreio, uma vez que o diagnóstico em fases iniciais da doença aumenta a chance de cura.

Como é feito o diagnóstico do câncer de intestino

Como existem vários exames que investigam a presença deste tipo de câncer, o médico deverá solicitar aquele mais indicado para cada pessoa, levando em consideração fatores como estado de saúde, o risco de câncer e o custo do exame. Os principais exames realizados são:

1. Pesquisa de sangue oculto nas fezes

O exame de sangue oculto nas fezes é o mais utilizado no rastreio do câncer de intestino, pois é prático, barato e não é invasivo, sendo apenas necessária a coleta de uma amostra de fezes pela pessoa, que deve ser enviada para o laboratório para análise.

Esse exame tem como objetivo identificar a presença de sangue nas fezes que não é visível, o que pode acontecer nos primeiros estágios do câncer de intestino e, por isso, é indicado que pessoas acima dos 50 anos faça o exame anualmente.

Caso o exame de sangue oculto seja positivo, o médio deve indicar a realização de outros exames para confirmar o diagnóstico, sendo principalmente indicada a realização da colonoscopia, pois além do câncer, o sangramento também pode ser causado por pólipos, hemorroidas, diverticulose ou fissura anal, por exemplo. 

Atualmente, este exame é feito com uma nova técnica, chamada de exame imunoquímico, que é mais vantajoso que que o método tradicional, já que detecta menores quantidades de sangue e não sofre interferência dos alimentos, como a beterraba.

Conheça mais sobre a pesquisa de sangue oculto nas fezes.

2. Colonoscopia

A colonoscopia é um exame diagnóstico muito eficaz para identificar alterações intestinais, já que é capaz de visualizar todo o intestino grosso e, no caso de ser observada alterações, é ainda possível durante o exame remover lesões suspeitas ou retirar amostra para que seja feita biópsia. Por outro lado, a colonoscopia é um procedimento que necessita de preparo intestinal e de sedação para que seja feito.

Por isso, a realização da colonoscopia é indicado para pessoas que possuem resultado alterado na pesquisa de sangue oculto, possuem mais de 50 anos ou apresentam sinais ou sintomas que sejam sugestivos de câncer de intestino, como prisão de ventre ou diarreia não justificadas, presença de sangue e muco nas fezes. Saiba mais sobre o exame de colonoscopia.

3. Colonoscopia virtual por tomografia computadorizada

A colonoscopia virtual é uma exame que cria imagens tridimensionais do intestino utilizando a tomografia computadorizada, sendo capaz de observar tanto a parede externa do intestino, como o seu interior.

É um ótimo exame, pois consegue detectar lesões como câncer ou pólipos sem a necessidade de realizar uma sedação, como na colonoscopia. No entanto, apesar das suas vantagens, a colonoscopia virtual é cara, necessita de preparo do intestino e sempre ao serem detectadas alterações, pode ser necessário complementar a investigação com a colonoscopia. 

Como é feito o diagnóstico do câncer de intestino

4. Enema opaco

O enema opaco é um exame de imagem que também ajuda a identificar alterações no intestino que podem surgir durante o câncer. Para ser feito, é necessário inserir um líquido de contraste através do ânus e depois fazer um raio X que, devido ao contraste, é capaz de formar imagens do cólon e do reto.

Atualmente, este exame não é muito utilizado para detectar o câncer de intestino, pois além da complexidade para ser feito, pode provocar algum desconforto ou dor. Além disso, não permite a retirada de amostras para fazer a biópsia em laboratório, sendo muitas vezes substituído pelo exame de tomografia e colonoscopia.

Entenda como funciona este exame e como se preparar.

5. Retossigmoidoscopia

Para realizar este exame é utilizado um tubo rígido ou flexível com uma pequena câmera de vídeo na ponta, que é introduzido pelo ânus e é capaz de observar o reto e a parte final do intestino grosso, permitindo a detecção e a remoção de lesões suspeitas. Esse exame é mais indicado para acima de 50 anos, a cada 3 ou 5 anos, juntamente com a pesquisa de sangue oculto nas fezes. 

Apesar de também ser um exame capaz de identificar o câncer de intestino, não é normalmente solicitado pelo médico, já que a colonoscopia fornece mais informações.

6. Teste de DNA fecal

O teste de DNA fecal é um novo exame para rastrear o câncer de intestino, também orientado para pessoas acima de 50 anos ou conforme a orientação médica, pois é capaz de identificar alterações no DNA das células que indicam câncer ou lesões pré-cancerosas, como os pólipos. 

As suas vantagens incluem não precisar de qualquer preparo ou de alterações na dieta, bastando coletar uma amostra de fezes e enviar ao laboratório. No entanto, sempre que forem identificadas alterações suspeitas, é necessária a confirmação com outro exame, como a colonoscopia. 

Bibliografia >

  • PHILLIPS, R.K.S; CLARK, S. Cirurgia Colorretal. 5 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
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