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Estiramento muscular na coxa, o que fazer?

O tratamento do estiramento muscular pode ser realizado em casa com medidas simples como repouso, uso de gelo e ligadura compressiva. No entanto, nos casos mais graves pode ser necessário realizar fisioterapia por algumas semanas. 

O estiramento muscular é quando o músculo estica demais, durante uma atividade física, e por isso pode acontecer na academia, numa corrida ou futebol, por exemplo. Essa lesão causa dor e limitação do movimento, e pode ser classificada em 3 diferentes graus, de acordo com a sua gravidade. No nível 1 somente o músculo é afetado, e no nível três existe também uma ruptura das fibras, necessitando de tratamento fisioterapêutico. 

Estiramento muscular na coxa, o que fazer?

Opções de tratamento

Em todo caso, para o tratamento do estiramento muscular, é recomendado seguir as seguintes orientações: 

  1. Repouso: deve-se manter a região afetada de repouso, sem exigir muito dos músculos e articulações, por isso não é recomendado ir à academia e realizar treinos, enquanto não houver melhora do quadro, entretanto não é necessário repouso absoluto, e pode-se manter as atividades rotineiras, o trabalho, e a escola;
  2. Gelo: Nas primeiras 48 horas da lesão (ou enquanto se manter inchado) pode-se colocar gelo picado, ou uma bolsa de gel congelada, em cima da lesão durante 15-20 minutos, de 3-4 vezes ao dia;
  3. Compressa quente: Depois das 48 horas (ou depois de desinchar) pode-se colocar uma compressa morna no local, deixando atuar cerca de 20 minutos; 
  4. Colocar ligadura elástica: se estiver inchado, outra estratégia que pode ajudar a desinchar é colocar uma bandagem elástica para combater o inchaço;
  5. Drenagem linfática: se a região ficou roxa ou com sangue o que pode fazer em casa é deslizar um pente fino em cima da sua lesão, se foi mais perto da virilha, vai deslizar o pente sempre nessa direção, e se foi mais perto do joelho, deve deslisar suavemente em direção ao joelho;
  6. Drenagem postural: também é indicada para desinchar, por isso basta colocar a perna pra cima, no braço do sofá, por exemplo;
  7. Massagem: outra possibilidade é fazer uma pequena massagem com medicamentos contendo cânfora e mentol;
  8. Fisioterapia: é indicada nas situações mais graves quando há rompimento do músculo, que fica assim tudo super roxo, e lá tem os aparelhos de eletroterapia para te ajudar a recuperar mais rápido, e uma série de exercícios e equipamentos como ultrassom que pode ser feito só com gel ou com medicamentos, tens, laser, parafina ou outros;
  9. Alongamento suave: consiste em esticar somente um pouquinho o músculo afetado, sem provocar dor, durante alguns segundos, repetidas vezes ao longo do dia. Confira alguns exemplos de alongamentos para pernas
  10. Exercícios isométricos: pode ajudar na recuperação fazer alguns exercícios, que consiste em contrair o músculo, sem mexer o braço ou a perna. A técnica do contrai relaxa pode ser repetida 10-20 vezes, mas sempre devagar e sem provocar dor. É sinal de excesso de exercícios quando a dor não diminui após 4 horas e que não desaparece após 24 horas, quando isso acontece, é preciso alterar os exercícios realizados na reabilitação. 

E além disso tudo, ainda é importante cuidar da alimentação, preferindo alimentos que ajudam na cicatrização, e por isso é indicado comer mais alimentos ricos em proteínas, como leite, carnes e ovos, e diminuir os doces, porque estes atrasam a cicatrização dos tecidos.

O uso de medicamentos nem sempre é indicado, ficando reservado apenas para os casos mais graves, quando há ruptura muscular e intenso hematoma. Nesse caso o médico pode recomendar a toma de anti-inflamatórios não esteroides e infiltração de corticoide em alguns casos. 

O fisioterapeuta deverá indicar pessoalmente o protocolo de tratamento que irá ser realizado durante o tratamento após a investigação, porque este é apenas um exemplo do que pode ser feito, podendo ser alterado, conforme a necessidade. 

Confira estas e outras dicas, no vídeo seguinte:

COMO TRATAR ESTIRAMENTO MUSCULAR

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Bibliografia

  • Mark Dutton. Fisioterapia ortopédica: exame, avaliação e intervenção. 2ª.ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. 339-367.
  • KISNER, Carolyn; COLBY Lynn Allen. Exercícios terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 6ª.ed. São Paulo: Manole, 2016. 315-328.
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