Como estimular a ovulação (naturalmente e com remédios)

maio 2022

A ovulação é o momento em que o óvulo é liberado pelo ovário e se torna maduro, permitindo a fecundação pelo espermatozoide e iniciando, assim, a gravidez.

Em algumas situações, o processo de ovulação pode ser alterado devido a mudança nos níveis hormonais e problemas nos ovários, como é o caso da síndrome dos ovários policísticos, por exemplo, em que a mulher apresenta maior dificuldade para engravidar, além outros sintomas como resistência a insulina, aumento dos pelos corporais, alteração no ciclo menstrual e aumento de peso. Veja mais sobre os ovários policísticos.

Por isso, caso a mulher tenha alguma dificuldade para engravidar, é recomendado que consulte o ginecologista para que seja feita uma avaliação, seja identificada a causa da alteração da ovulação e, assim, possa ser indicado o tratamento mais adequado, que pode ser realizado com medicamentos e, em alguns casos, remédios naturais para estimular a função ovariana.

Remédio para estimular a ovulação

Os remédios utilizados para estimular a ovulação tem como objetivo amadurecer os óvulos, aumentando a possibilidade de gravidez. Os medicamentos que podem ser indicado pelo médico são:

1. Clomifeno

O clomifeno é um medicamento que pode ser prescrito pelo médico em caso de inseminação artificial ou relações sexuais programadas com o objetivo de favorecer a fecundação, já que a ovulação costuma acontecer nas primeiras 36 horas após o uso do medicamento.

O clomifeno favorece a secreção de dos hormônios GnRH, LH e FSH, que são responsáveis pela estimulação ovariana e desenvolvimento do óvulo. Conheça mais sobre o clomifeno.

2. Inibidores da aromatase

Os inibidores da aromatase têm um efeito sobre os folículos ovarianos, aumentando a sua sensibilidade ao FSH, favorecendo a ovulação. Além disso, esses medicamentos têm a vantagem de diminuir a probabilidade de gestação múltipla, que é uma das principais consequências da reprodução assistida.

3. Gonadotrofina menopausa humana

A gonadotrofina menopausa humana (hMG) é um medicamento que pode ser prescrito pelo ginecologista para estimular a ovulação, já que tem efeito sobre os hormônios FSH e LH, que são responsáveis por favorecer o crescimento e a maturação dos folículos no ovário para que sejam liberados e ocorra a fecundação.

4. Corifolitropina alfa

A corifolitropina alfa é uma gonadotrofina recombinante, ou seja, é criada em laboratório, de forma que a sua composição é totalmente sintética. A corifolitropina tem um efeito similar ao do hormônio FSH, mantendo seus níveis ativos durante pelo menos 1 semana e favorecendo o desenvolvimento de vários folículos.

Este medicamento tem menos efeitos secundários e, por isso, é mais seguro de usar. No entanto, a corifolitropina alfa deve ser prescrita pelo ginecologista de acordo com a situação clínica de cada mulher.

5. Coriogonadotropina alfa

A coriogonadotropina alfa, ou hCG recombinante, é similar ao hormônio LH, e favorece o processo de ovulação de forma natural nas mulheres, já que esse medicamento é indicado para estimular a função ovariana quando são identificadas alterações em seu funcionamento.

O principal efeito secundário da coriogonadotropina alfa até a possibilidade de desenvolver a síndrome de hiperestimulação ovariana, que pode causar inchaço na barriga, dor abdominal e aumento de peso, por exemplo.

Como estimular a ovulação naturalmente

Uma das opções naturais para estimular a ovulação é aumentar o consumo de inhame, que pode ser consumido na carne ensopada, sopas e chá, sendo esta última forma a que potencializa mais as propriedades do alimento.

Para estimular a ovulação naturalmente, pode-se aumentar o consumo de inhame. O inhame pode ser consumido cozido na carne ensopada ou em sopas. Mas, para potencializar o seu efeito, aconselha-se tomar também o chá da casca de inhame.

Chá de inhame

O inhame possui um fito-hormônio chamado diosgenina, que no organismo é transformado em DHEA e estimula a liberação de mais de 1 óvulo pelos ovários, aumentando assim as chances de gravidez. Mas, além disso, é preciso seguir uma boa alimentação e praticar atividade física regularmente.

Apesar de não haver publicações científicas que comprovem que o inhame esteja diretamente relacionado à fertilidade, este assunto vem sendo estudado por inúmeros cientistas, pois já foi observado que, ao ingerir mais inhame, as mulheres ficam mais fecundas.

Ingredientes

  • casca de 1 inhame
  • 1 copo de água

Modo de preparo

Coloque a casca do inhame numa panela com água e deixe ferver por 5 minutos. Tape a panela, deixe esfriar, coe e beba a seguir. Recomenda-se tomar o chá em jejum até começar a ovular. Para saber quando está ovulando é recomendado realizar um teste de ovulação. Saiba como fazer o teste de ovulação.

Outras opções naturais

Além do inhame, a soja e a erva cardo-mariano são capazes de estimular a ovulação por promoverem o aumento da produção de estrogênio. Além disso, adotar práticas saudáveis, como alimentação balanceada e prática de exercícios físicos, podem facilitar a ocorrência da ovulação. Saiba quais são outros benefícios da soja e do cardo-mariano.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em maio de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • SERVICIO DE OBSTETRICIA Y GINECOLOGÍA HOSPITAL UNIVERSITARIO VIRGEN DE LAS NIEVES. GUÍA BÁSICA DE ESTIMULACIÓN OVÁRICA EN REPRODUCCIÓN . 2018. Disponível em: <https://www.huvn.es/archivos/cms/ginecologia-y-obstetricia/archivos/publico/clases_residentes/2018/clase2018_guia_basica_estimulacion_ovarica_repro.pdf>. Acesso em 19 mai 2022
  • JIMÉNEZ, Isabel. ESTIMULACIÓN OVÁRICA EN TÉCNICAS DE REPRODUCCIÓN HUMANA ASISTIDA.. REPRODUCCIÓN HUMANA Y LABORATORIO CLÍNICO. 43. 32; 32-43, 2016
Mostrar bibliografia completa
  • DEL POZO et al. Protocolos de estimulación ovárica en inseminación artificial según el patrón utilizado de glicosilación de la hormona folículo estimulante. Ginecol Obstet Mex. 85. 9; 578-588, 2017
  • Sociedad Española de Ginecología y Obstetricia. Estimulación ovárica para FIV-ICSI en los ciclos con presunción de normorrespuesta. Revista Oficial de la Sociedad Española de Ginecología y Obstetricia. 62. 6; 587-593, 2019
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.