Em situações de epilepsia grave, com convulsões que não param, dificuldade para respirar, alteração da consciência ou primeira crise convulsiva, é importante ir imediatamente ao hospital mais próximo ou chamar o atendimento de urgência.
Os médicos especialistas no diagnóstico e tratamento da epilepsia, conforme a ordem de prioridade, são:
1. Neurologista
O neurologista é o especialista que confirma o diagnóstico de epilepsia, identifica o tipo de crise e a causa provável, e define o plano de tratamento e acompanhamento.
Outras condições que podem ser tratadas pelo neurologista são:
-
Enxaqueca e outras dores de cabeça;
-
AVC e suas sequelas;
-
Demência e alterações de memória;
-
Doença de Parkinson;
-
Esclerose múltipla;
-
Distúrbios do sono;
-
Vertigens e tonturas.
O neurologista também pode acompanhar alterações do desenvolvimento neurológico, complicações neurológicas após infecções e outras doenças do sistema nervoso que exijam avaliação clínica, exames e seguimento.
2. Neuropediatra
O neuropediatra é um especialista que avalia e acompanha crianças e adolescentes com suspeita de epilepsia, ajudando a reconhecer sinais e a ajustar o tratamento ao crescimento e ao desenvolvimento.
3. Clínico geral
O clínico geral costuma ser o primeiro especialista a avaliar sintomas sugestivos de crises e histórico de saúde, excluir causas que possam imitar epilepsia e encaminhar a pessoa para o neurologista.
Leia também: Clínico geral: o que é, o que faz (e quando consultar) tuasaude.com/clinico-geral5. Neurocirurgião
O neurocirurgião é um especialista que participa principalmente quando a epilepsia é de difícil controle com medicamentos e existe uma suspeita de uma causa estrutural no cérebro, como lesões, malformações e cicatrizes.
Assim, esse médico pode realizar estudos para cirurgia ou outros procedimentos.
6. Psiquiatra
O psiquiatra é o especialista que pode participar do cuidado de pessoas com epilepsia que apresentam alterações de humor, ansiedade, depressão ou mudanças de comportamento associadas às crises ou ao uso de medicamentos.
Esse especialista avalia sintomas emocionais e comportamentais, e define se há necessidade de psicoterapia, remédios específicos ou mudanças no tratamento em conjunto com o neurologista.
Quando marcar consulta
É recomendado marcar consulta com o especialista em epilepsia sempre que surgirem sintomas como:
-
Convulsões, que são contrações violentas e involuntárias dos músculos;
-
Rigidez muscular, principalmente dos braços, pernas e tórax;
-
Salivação excessiva;
-
Morder a língua e ranger os dentes;
-
Confusão mental;
-
Perda da consciência, onde a pessoa pode não lembrar do episódio.
O tratamento da epilepsia deve ser indicado pelo médico e costuma incluir medicamentos para reduzir ou impedir crises, como fenobarbital, ácido valproico e carbamazepina.
A dieta cetogênica também pode ser indicada, pois aumenta a quantidade de gorduras e reduz os carboidratos, o que diminui o risco de ter uma crise de epilepsia.
Além disso, quando a epilepsia não melhora com o uso de remédios, o médico pode indicar a neuroestimulação ou a cirurgia cerebral para remover a área do cérebro que está causando convulsões.
Leia também: 6 tratamentos para epilepsia (cuidados e cura) tuasaude.com/tratamento-da-epilepsia