Duloxetina (Cymbalta): para que serve, como tomar e efeitos colaterais

A duloxetina é um remédio, comercializado com o nome Cymbalta, indicado para o tratamento da depressão maior, dor neuropática periférica diabética, fibromialgia, transtorno de ansiedade generalizada, dor lombar crônica ou osteoartrite, por exemplo. 

Este remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias, na forma de cápsulas contendo 30 mg ou 60 mg de duloxetina, e a dose e o tempo de tratamento dependem da condição a ser tratada e da orientação médica.

A duloxetina é vendida somente com prescrição médica e retenção de receita pela farmácia, e também pode ser encontrada com os nomes similares Velija, Cymbi ou Dual, por exemplo, ou na forma de genérico com o nome Cloridrato de duloxetina.

Duloxetina (Cymbalta): para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Para que serve

A duloxetina é um remédio indicado para o tratamento de:

  • Transtorno depressivo maior;
  • Dor neuropática periférica diabética;
  • Fibromialgia em pessoas com ou sem transtorno depressivo maior;
  • Estados de dor crônica associados à dor lombar crônica ou à osteoartrite de joelho;
  • Transtorno de ansiedade generalizada.

A duloxetina deve sempre ser usada com indicação e orientação médica de acordo com a condição a ser tratada. 

Como usar

A duloxetina deve ser tomada por via oral antes ou após a refeição, na dose e pelo tempo de tratamento determinados pelo médico.

A dose de duloxetina pode variar de acordo com o tipo de condição a ser tratada e inclui:

1. Transtorno depressivo maior

A dose inicial recomendada é de 60 mg de duloxetina, uma vez ao dia. Em alguns casos, pode-se iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir que a pessoa se adapte ao medicamento, antes de aumentar para 60 mg. 

A dose da duloxetina pode ser aumentada pelo médico para até o máximo de 120 mg por dia, dividida em duas doses de 60 mg.

Os episódios agudos do transtorno depressivo maior necessitam de uma terapia farmacológica de manutenção, de uma dose de 60 mg, geralmente por vários meses ou mais longa.

2. Dor neuropática periférica diabética

A dose inicial recomendada é de 60 mg de duloxetina, uma vez ao dia. No entanto, a dose inicial pode ser mais baixa, dependendo da avaliação médica e da tolerância da pessoa ao tratamento.

3. Fibromialgia

A dose inicial recomendada é de 60 mg de duloxetina, uma vez ao dia. Em alguns casos, pode ser necessário iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, para que a pessoa se adapte ao medicamento, antes de aumentar a dose para 60 mg, conforme orientação médica.

4. Dor crônica associados à dor lombar crônica ou à osteoartrite de joelho

A dose inicial recomendada é de 60 mg de duloxetina, uma vez ao dia, no entanto, em alguns casos, pode ser necessário iniciar o tratamento com a dose de 30 mg por dia, durante uma semana, para facilitar a adaptação ao medicamento, antes de aumentar a dose. 

A dose da duloxetina pode ser aumentada pelo médico para até o máximo de 120 mg por dia, dividida em duas doses de 60 mg.

5. Transtorno de ansiedade generalizada

A dose inicial recomendada é de 60 mg, uma vez ao dia, sendo que em alguns casos o médico pode iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir a adaptação ao medicamento, antes de aumentar a dose para 60 mg. 

Nos casos em que o médico ache necessário, a dose pode ser aumentada para de 60 mg, devendo-se fazer em incrementos de 30 mg, uma vez ao dia, até ao máximo de 120 mg por dia, conforme orientação médica.

O transtorno de ansiedade generalizada requer um tratamento por vários meses ou até tratamentos mais longos. O medicamento deve ser administrado numa dose de 60 a 120 mg, uma vez ao dia.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com duloxetina são tontura, náusea, prisão de ventre, perda do apetite, boca seca ou aumento da produção de suor.

É aconselhado interromper o uso e procurar ajuda médica imediatamente ou o pronto-socorro mais próximo se surgirem sintomas de alergia à duloxetina como dificuldade para respirar, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, urticária, febre, sensação de queimação nos olhos, dor ou formação de bolhas na pele ou descamação. Saiba mais sobre sintomas de reação alérgica.

Além disso, deve-se comunicar ao médico caso a pessoa apresente alterações de humor ou comportamento, ansiedade, ataques de pânico, dificuldade para dormir ou impulsividade, irritação, agitação, agressividade, depressão ou pensamentos sobre suicídio.

Duloxetina emagrece?

A duloxetina pode levar a perda de peso modesta, especialmente no tratamento a curto prazo, devido ao seu efeito colateral de perda do apetite. No entanto, alguns estudos mostram que a duloxetina pode aumentar o peso quando o tratamento é feito a longo prazo[1].  Esses efeitos sobre o peso corporal podem variar de pessoa para pessoa.

Quem não deve usar

A duloxetina não deve ser usada por crianças com menos de 18 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, nem por pessoas que utilizam medicamentos inibidores da monoamina oxidase (IMAO), como moclobemida, tranilcipromina, isocarboxazida ou fenelzina, por exemplo, devendo-se esperar pelo menos 14 dias após o término do tratamento com os inibidores da monoaminoxidase para iniciar o tratamento com a duloxetina.

Esse remédio também não deve ser usado por pessoas que têm alergia conhecida à duloxetina ou a qualquer um dos componentes da fórmula.

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Bibliografia

  • WISE, Thomas N.; et al. Effects of the Antidepressant Duloxetine on Body Weight: Analyses of 10 Clinical Studies. Prim Care Companion J Clin Psychiatry. 8. 5; 269–278, 2006
  • GAYNOR, P.; et al. Weight change with long-term duloxetine use in chronic painful conditions: an analysis of 16 clinical studies. Int J Clin Pract. 65. 3; 341-9, 2011
  • LAI, Chien-Han. Observational Study of the Impact of Short-Term Duloxetine Treatment on Body Weight in Patients With Major Depressive Disorder: A Taiwanese Perspective. Prim Care Companion J Clin Psychiatry. 12. 1; PCC.08100768, 2010
  • GOLDSTEIN, David J. Duloxetine in the treatment of major depressive disorder. Neuropsychiatr Dis Treat. 3. 2; 193–209, 2007
  • ACHÉ LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS S.A. Cloridrato de duloxetina. 2015. Disponível em: <https://www.ache.com.br/arquivos/Cloridrato-de-duloxetina-Capsula_dura-10-08-2017.pdf>. Acesso em 17 Set 2021
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