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Difteria: o que é, sintomas e prevenção

A difteria é uma doença infectocontagiosa relativamente rara, mas grave, que causa inflamação e lesões das vias respiratórias, podendo também acometer a pele, e é mais frequente em crianças entre 1 e 4 anos, apesar de poder acontecer em todas as idades.

Essa doença é causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que produz toxinas que passam para a corrente sanguínea e que podem chegar a várias partes do corpo, mas que, geralmente afetam o nariz, a garganta, a língua e as vias respiratórias. Mais raramente, as toxinas também podem afetar outros órgãos como o coração, o cérebro ou os rins, por exemplo.

A difteria pode ser transmitida facilmente de pessoa para pessoa por meio da tosse ou espirro de pessoas contaminados, por exemplo, e, em alguns casos, devido ao consumo de alimentos contaminados ou contato com roupas e brinquedos infectados pela bactéria.

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar lesões nos órgãos afetados e para facilitar a eliminação da bactéria e, geralmente, é feito com o uso de antibióticos receitados por um clínico geral ou infectologista.

Difteria: o que é, sintomas e prevenção

Principais sintomas

Os sinais e sintomas que podem indicar uma infecção com difteria são:

  • Formação de placas acinzentadas na região das amígdalas;
  • Inflamação e dor de garganta, principalmente ao engolir;
  • Inchaço do pescoço com ínguas doloridas;
  • Febre alta, superior a 38ºC;
  • Corrimento nasal com sangue;
  • Feridas e manchas vermelhas na pele;
  • Cor azulada na pele por falta de oxigênio no sangue;
  • Náusea e vômito;
  • Coriza;
  • Dor de cabeça;
  • Dificuldade em respirar.

Os sintomas surgem entre 3 a 6 dias após a exposição à bactéria, sendo recomendado ir ao pronto socorro assim que surgirem os primeiros sintomas de suspeita, para que a infecção possa ser tratada e, assim, seja evitado o agravamento e a transmissão da doença para outras pessoas.

A difteria é uma doença infectocontagiosa, ou seja, pode ser transmitida de pessoa para pessoa facilmente, principalmente ao falar, tossir, espirrar ou entrar em contato com uma pessoa contaminada pela bactéria.

Como confirmar o diagnóstico

Normalmente o diagnóstico da difteria é iniciado com uma avaliação física, feita pelo médico, mas também podem ser pedidos exames para confirmar a infecção. Assim, é comum que o médico peça um exame de sangue e uma cultura de secreção da garganta, que deve ser proveniente de uma das placas presentes na garganta e deve ser coletada por um profissional capacitado.

A cultura da secreção da garganta tem como objetivo identificar a presença da bactéria e, quando positiva, é feito antibiograma para definir qual o antibiótico mais indicado para tratar a infecção. Devido à capacidade da bactéria de se espalhar rapidamente pela corrente sanguínea, o médico pode solicitar a realização de uma hemocultura, para identificar se a infecção já chegou no sangue.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a difteria é feito de acordo com a recomendação médica, sendo normalmente indicado o uso de antibióticos com o objetivo de eliminar a bactéria, como por exemplo Penicilina ou Eritromicina, além de repouso.

Normalmente a recuperação da infecção é demorada e, quando os sintomas são mais graves, pode ser necessário que o tratamento seja realizado em internamento no hospital, podendo até ser necessário que a respiração seja feita com o auxílio de aparelhos. Saiba mais detalhes sobre o tratamento para difteria.

Como prevenir a infecção

A principal forma de prevenção da difteria é feita por meio da vacinação que, além de proteger contra a difteria, também protege contra o tétano e a coqueluche. Essa vacina deve ser aplicada aos 2, 4 6 e 15 meses de idade, devendo ser reforçada aos 4 e depois a cada 10 anos. Saiba mais sobre a vacina contra a difteria, tétano e coqueluche.

Caso a pessoa tenha entrado em contato com algum paciente com difteria, é importante ir ao hospital para que seja administrada a injeção de antitoxina diftérica e, assim, seja evitado o agravamento e a transmissão da doença para outras pessoas. Apesar de ser mais comum em crianças, os adultos que não possuem a vacina em dia contra a difteria ou possuam o sistema imune fragilizado, são mais suscetíveis à infecção por Corynebacterium diphtheriae.


Bibliografia

  • WHO. Diphtheria: Vaccine-Preventable Diseases Surveillance Standards. Link: <www.who.int>. Acesso em 17 Jun 2019
  • CDC. VPD Surveillance Manual 1 Diphtheria. 2018. Link: <www.cdc.gov>. Acesso em 17 Jun 2019
  • HELATHLINE. Diphtheria. Link: <www.healthline.com>. Acesso em 17 Jun 2019
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