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Como é feita a curetagem, quando é indicada e possíveis riscos

A curetagem é um procedimento realizado pelo ginecologista com o objetivo de limpar o útero através da remoção de restos de um aborto incompleto ou da placenta após o parto normal, ou ainda ser utilizado como exame diagnóstico, recebendo o nome de curetagem endocervical semiótica.

A curetagem como forma de tratamento é um procedimento muito doloroso e por isso durante todo o procedimento a mulher deve estar sedada ou anestesiada para que não sinta dor ou desconforto. No entanto, a dor ou desconforto abdominal pode surgir após o procedimento e permanecer por cerca de 5 a 7 dias, sendo recomendado tomar analgésicos, como a Dipirona ou Ibuprofeno, para aliviar os sintomas.

Como é feita a curetagem, quando é indicada e possíveis riscos

Como é feita a curetagem

A curetagem uterina deve ser feita pelo ginecologista em uma clínica ou hospital, sob anestesia, através da introdução de uma cureta, que é um instrumento cirúrgico, pela vagina para que seja feita uma raspagem das paredes do útero. Outra forma de curetagem é a introdução de uma cânula de aspiração que é um mecanismo de vácuo, que suga todo conteúdo uterino. 

Normalmente o médico opta por utilizar as duas técnicas no mesmo procedimento, começando com o vácuo inicialmente e depois faz a raspagem das paredes do útero, para retirar o conteúdo de forma mais rápida e mais segura. Este procedimento pode ser feito sob raquianestesia ou sedação quando é usado como para limpar restos de um aborto, por exemplo.

Esta raspagem das paredes do útero pode ser feita com ou sem a dilatação prévia do canal cervical dependendo do tamanho do conteúdo que será retirado. Geralmente são usadas varetas com espessura cada vez maior até permitir a entrada e saída da cureta sem ferir o colo uterino e as paredes do útero.

A mulher deve ficar em observação durante algumas horas, mas nem sempre há necessidade de internamento hospitalar, a menos que ocorra alguma complicação. Após o procedimento a mulher pode ir para casa, mas não deve dirigir porque deve estar sonolenta ou com dor de cabeça devido a sedação.

É possível engravidar após a curetagem?

Após a realização da curetagem a mulher pode sim engravidar, até porque a ovulação acontece normalmente, no entanto é recomendado que a gravidez só aconteça após 3 a 4 ciclos menstruais, que é o tempo que o útero leva para se recuperar e, assim, se tornar apto para que haja a implantação do óvulo em sua parede e desenvolvimento embrionário.

Veja mais sobre a gravidez após a curetagem.

Quando é indicada

A curetagem uterina é um procedimento ginecológico que pode ser indicado em algumas situações, sendo as principais:

  • Retirada de restos ovulares em caso de aborto;
  • Retirada de restos da placenta após o parto normal;
  • Para remover o ovo sem embrião;
  • Para remover pólipos uterinos;
  • Aborto retido ou infectado, quando os restos encontram-se ali por mais de 8 semanas;
  • Quando o embrião não se desenvolve corretamente, como na mola hidatiforme.

Antes de iniciar a curetagem o médico pode indicar o uso de um remédio chamado Misoprostol que induz a contração uterina, facilitando a retirada do seu conteúdo. Esse cuidado é especialmente indicado quando é preciso remover os restos de um aborto com feto com mais de 12 semanas ou com mais de 16 cm. O uso desse remédio só deve ser realizado dentro da clínica ou hospital, horas antes de iniciar a curetagem. 

Saiba como é a recuperação da curetagem e os cuidados necessários a seguir

Possíveis riscos

Apesar de ser um procedimento eficaz, a curetagem uterina está associada a alguns riscos, como maior probabilidade de infecções, perfuração da cavidade uterina, lesão de órgãos, sangramento uterino intenso, endometrite e formação de aderências no útero, que podem causar infertilidade.

Assim, devido aos riscos associados ao procedimento, a curetagem uterina só deve ser realizada pelo médico após a mulher saber os riscos associados ao procedimento e assinar um termo autorizando a sua realização. 

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Bibliografia

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Atenção humanizada ao abortamento. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_humanizada_abortamento.pdf>. Acesso em 08 Jan 2021
  • HOSPITAL ALBERT EINSTEIN. Guia do Episódio de Cuidado - Curetagem Pós Aborto. Disponível em: <https://www.einstein.br/Documentos%20Compartilhados/CarePathwayEinstein-CuretagemPosAborto.pdf>. Acesso em 08 Jan 2021
  • SISTEMA DE GESTÃO HOSPITAL BRUNO BORN. Termo de consentimento informado para realização de curetagem uterina semiótica ou pós-abortamento. 2019. Disponível em: <https://www.hbb.com.br/site/wp-content/uploads/2019/10/FO-JUR-CURETAGEM.pdf>. Acesso em 08 Jan 2021
  • FEBRASGO. Tratamento ambulatorial do abortamento retido. Disponível em: <https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/412-tratamento-ambulatorial-do-abortamento-retido>. Acesso em 08 Jan 2021
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