Coração acelerado: 11 principais causas (e o que fazer)

O coração acelerado geralmente não é sintoma de um problema grave, sendo muitas vezes causado por situações como estresse, ansiedade, atividade física intensa ou ingestão de café em excesso, por exemplo.

Conhecido cientificamente como taquicardia, o coração acelerado também pode ser um sinal de problemas cardíacos como arritmia, hipertireoidismo ou doenças pulmonares como embolia pulmonar e pneumonia.

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Assim, se o coração acelerado surgir muitas vezes, demorar para passar ou for associado a outros sintomas como falta de ar, dor no peito tonturas ou desmaio, é importante consultar o cardiologista para identificar a possível causa e, se for necessário, recomendar o tratamento adequado.

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Principais causas

As principais causas do coração acelerado são:

1. Ansiedade

A ansiedade é uma reação que pode ocorrer em situações do dia a dia como falar em público, participar de entrevista de emprego ou fazer uma prova na escola, por exemplo.

Essa condição pode gerar o coração acelerado, por meio de uma resposta fisiológica natural do corpo, resultando na taquicardia sinusal, que costuma voltar ao normal após o término do fator que o causou.

O que fazer: para controlar a ansiedade é aconselhado consultar o psicólogo ou o psiquiatra, para identificar as causas da ansiedade e, se necessário, iniciar tratamento com psicoterapia e ansiolíticos, por exemplo.

Atividades como yoga, meditação e atividades físicas, também podem ajudar a combater e controlar a ansiedade. Além disso, é aconselhado uma alimentação saudável. Confira os tratamentos indicados para ansiedade.

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2. Problemas cardíacos

O coração acelerado pode indicar problemas cardíacos, como doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, miocardite, cardiomiopatia, defeitos cardíacos congênitos ou cicatrizes no coração devido a um infarto anterior.

Distúrbios elétricos hereditários, como Síndrome do QT Longo e Síndrome de Brugada, também causam ritmos cardíacos muito acelerados, especialmente a taquicardia ventricular.

Essas condições também podem provocar sintomas como roncos durante o sono, tontura, mal estar, náusea, falta de ar, dor no peito ao fazer esforços e sensação de desmaio, por exemplo.

O que fazer: no caso de sintomas como coração acelerado, tontura, fraqueza, falta de ar, dor no peito, deve-se procurar o médico ou o pronto-socorro mais próximo imediatamente.

O tratamento varia conforme a causa do coração acelerado e deve ser feito por um cardiologista, podendo incluir o uso de remédios, a realização de cirurgia ou ablação e mudanças no estilo de vida.

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3. Atividades físicas intensas

Durante ou após atividades físicas intensas, como corrida, vôlei, basquete ou futebol, por exemplo, é normal o coração ficar acelerado.

Isso porque, durante a atividade física, o coração dispara sinais elétricos mais rapidamente do que o habitual.

Nestes casos, o normal é o batimento cardíaco chegar até 220 batimentos menos a idade da pessoa, no caso dos homens, ou 226 batimentos menos a idade da pessoa, em mulheres. Saiba mais sobre qual a frequência cardíaca normal.

O que fazer: deve-se verificar os batimentos do coração durante a atividade física, que pode ser feito manualmente ou com monitores e relógios que medem a frequência cardíaca.

Caso o valor esteja acima do indicado ou se surgirem outros sintomas como fraqueza, tontura, mal-estar e dor peito, deve-se procurar ajuda médica imediatamente ou pronto-socorro mais próximo.

É também fundamental, antes de iniciar qualquer atividade física, passar por uma avaliação com o cardiologista.

4. Excesso de estresse

O coração acelerado é um dos sintomas de estresse, que é uma reação normal do corpo diante situações onde o organismo se sente ameaçado.

Além do aumento da frequência cardíaca, a pessoa também pode apresentar respiração acelerada, contração dos músculos e aumento da pressão arterial.

Quando o estresse é crônico, também podem surgir outros sintomas como queda de cabelo, irritação, tontura, acne, dor de cabeça, dor no corpo ou insônia, por exemplo.

O que fazer: é importante consultar o clínico geral, psicólogo ou psiquiatra, para que seja feito o diagnóstico correto e indicado o tratamento.

O médico pode indicar a realização de atividades que promovem o prazer, como encontrar com amigos, praticar exercícios físicos regularmente e desenvolver algum hobby, como fotografia, pintura, dança e costura, por exemplo.

Fazer psicoterapia também ajuda a pessoa a buscar o autoconhecimento e desenvolver o equilíbrio emocional, aliviando o estresse.

Leia também: Estresse: o que é, sintomas, tipos, causas e como aliviar tuasaude.com/estresse

5. Hipertireoidismo

A tireoide é uma glândula responsável pela produção de hormônios tireoidianos e quando a produção desses hormônios aumenta, acelera o metabolismo e a frequência cardíaca.

Alguns sintomas do hipertireoidismo são coração acelerado, aumento da pressão arterial, nervosismo, ansiedade, insônia e perda de peso, por exemplo. O hipertireoidismo também pode resultar em arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial.

O que fazer: deve-se consultar o endocrinologista para fazer uma avaliação completa e iniciar o tratamento mais adequado.

Normalmente, o tratamento é feito com betabloqueadores, como propranolol ou metoprolol, por exemplo, e remédios que diminuem o hormônio da tireoide que está em excesso, como propiltiouracil e metimazol.

Uma dieta balanceada e orientada pelo nutricionista também pode ajudar a fornecer nutrientes para melhorar o funcionamento da tireoide. Veja que alimentos comer para regular a tireoide.

6. Problemas pulmonares

O coração acelerado pode surgir em pessoas com problemas pulmonares, pois o nível de oxigênio diminui. Isso faz o coração bater mais vezes para aumentar o volume de sangue bombeado e garantir uma oxigenação adequada dos tecidos.

Assim, problemas pulmonares como embolia pulmonar, pneumonia, COVID-19, doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão pulmonar, podem deixar o coração acelerado.

O que fazer: deve-se consultar o pneumologista ou clínico geral, para que seja identificado o tipo de problema pulmonar e indicado o tratamento. 

Assim, o médico pode recomendar o uso de remédios broncodilatadores, corticoides e antibióticos, por exemplo.

Já no caso de embolia pulmonar, o tratamento deve ser emergencial e imediato, incluindo o uso de anticoagulantes, oxigenoterapia e, em casos graves, a realização de uma cirurgia.

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7. Termogênicos

Alguns alimentos e suplementos termogênicos, como café, chá verde, guaraná, chá preto, chá mate e bebidas energéticas, especialmente quando consumido em excesso ou com frequência, podem deixar o coração acelerado.

Em casos graves, esse efeito dos termogênicos sobre o coração também pode causar complicações, como insuficiência ou parada cardíaca.

O que fazer: é recomendado parar de consumir o alimento ou suplemento energético, beber bastante água e evitar esforços físicos e o consumo de bebidas alcoólicas.

Já na presença de sintomas como dor no peito, batimentos cardíacos muito rápidos ou irregulares, vômitos, tontura e/ou falta de ar, deve-se procurar um atendimento médico de urgência.

O tratamento no hospital pode incluir a administração de soro intravenoso, uso de carvão vegetal  ou remédios e a lavagem gástrica.

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8. Medicamentos

Alguns medicamentos podem conter substâncias como pseudoefedrina, oximetazolina, metilfenidato, anfetamina, fenilefrina, levotiroxina ou salbutamol. Essas substâncias geram alguns efeitos colaterais, entre eles o coração acelerado.

Medicamentos usados no tratamento oncológico, como antraciclinas, ciclofosfamida e paclitaxel, também podem provocar taquicardia sinusal, prolongamento do QT e, em casos mais graves, taquicardia ou fibrilação ventricular.

A interrupção abrupta do uso de medicamentos, como betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio, benzodiazepínicos, sedativos e opioides, também pode causar um efeito de abstinência e rebote, resultando em coração acelerado.

O que fazer: se o coração ficar acelerado com o uso de um destes remédios, é importante interromper o uso imediatamente e consultar o médico. Assim, o médico poderá mudar o medicamento ou ajustar a dosagem, por exemplo.

9. Anemia

O coração acelerado pode surgir na anemia, porque a queda no número de hemoglobina no sangue força o coração a bater mais rápido para tentar compensar a falta de transporte de oxigênio no corpo.

O que fazer: na suspeita de anemia, deve-se consultar o clínico geral para que seja feito o diagnóstico e recomendado o tratamento.

O tratamento para anemia pode ser feito com o uso de suplementos orais ou injeções de ferro e uma dieta rica em ferro e vitamina C. Em alguns casos, o médico também pode recomendar a realização de uma transfusão de sangue.

10. Gravidez

O coração acelerado é um sintoma comum e considerado normal na gravidez. Isso acontece principalmente devido ao aumento do volume de sangue para manter o bom funcionamento do corpo da mulher e fornecer oxigênio e nutrientes para o bebê.

Entretanto, o coração acelerado também pode ser sinal de condições como anemia, arritmia, pressão alta, pré-eclâmpsia e hipoglicemia, por exemplo.

O que fazer: geralmente não é necessário nenhum tratamento, no entanto, deve-se manter o acompanhamento pré-natal com o obstetra para assegurar a saúde da mãe e do bebê.

No entanto, a mulher deve ir imediatamente ao pronto-socorro, se o coração acelerado estiver acompanhado de sintomas como inchaço nas mãos ou pés, ganho de peso repentino, tontura, dificuldade para respirar ou falta de ar e dor no peito.

Leia também: Coração acelerado na gravidez: o que pode ser (e o que fazer) tuasaude.com/coracao-acelerado-na-gravidez

11. Hipoglicemia

A hipoglicemia pode deixar o coração acelerado, porque essa condição ativa a conexão entre o sistema nervoso simpático e medula adrenal das glândulas suprarrenais, levando a uma a resposta de "luta ou fuga" do organismo.

Outros sintomas de hipoglicemia incluem fome, fraqueza, náuseas, suor, tonturas, sonolência e tremedeira. Confira os sintomas de hipoglicemia.

O que fazer: o tratamento varia conforme a gravidade desta condição. Se a pessoa estiver consciente, deve ingerir 1/2 xícara de chá de suco de maçã, laranja ou uva; 1/2 lata de refrigerante normal; ou 1 colher de sopa de açúcar ou mel, por exemplo.

Em seguida, deve-se medir a glicose cerca de 15 minutos após e, se a glicemia ainda estiver abaixo de 70 mg/dL, deve-se comer novamente ingerir um dos alimentos acima até que a glicose seja normalizada.

Já em casos de hipoglicemia grave, quando o açúcar no sangue estiver abaixo de 55 mg/dL, deve-se aplicar a injeção de glucagon, se estiver disponível em casa. Aguardar cerca de 20 minutos e se ainda continuar baixo, deve-se chamar o serviço de emergência mais próximo.

Coração acelerado no repouso

O coração acelerado no repouso pode ser causado por condições como:

  • Hipertireoidismo;
  • Arritmias;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Miocardite;
  • Embolia pulmonar;
  • Anemia;
  • Hipoglicemia;
  • Níveis anormais de potássio, cálcio e magnésio;
  • Gravidez;
  • Uso de alguns medicamentos.

Em casos de coração acelerado no repouso, deve-se consultar o cardiologista ou clínico geral, para que seja possível diagnosticar a causa e prescrever o tratamento adequado.

Conforme a causa deste sintoma, o médico pode recomendar o uso de remédios e/ou suplementos, mudanças no estilo de vida, ajustes na dieta e, em alguns casos, a realização de uma cirurgia, por exemplo.

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