Queijo mofado faz mal? Quando comer (e como saber se está estragado)

O queijo mofado pode fazer mal, quando o mofo surge de forma acidental, podendo causar reações alérgicas, problemas respiratórios, danos em órgãos como rins e fígado, e doenças transmitidas por alimentos.

Entretanto, alguns tipos de queijo, como gorgonzola, roquefort, cammembert e brie, não fazem mal. Nestes tipos de queijo o mofo é adicionado de forma controlada para alcançar o sabor, o aroma e a textura desejados.

O queijo é um alimento que, quando consumido de forma segura e dentro de uma alimentação saudável, oferece alguns benefícios à saúde como ajudar a manter a saúde intestinal e dos ossos, e favorecer o ganho de massa muscular.

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Queijo mofado faz mal?

Quando o mofo se desenvolve de forma acidental, aquele que surge devido ao armazenamento inadequado ou contaminação no local de produção ou manipulação, por exemplo, o queijo faz mal.

Isso porque, nessas condições, os fungos que surgem não são controlados e podem produzir substâncias tóxicas chamadas micotoxinas, como aflatoxina e ocratoxina.

A exposição a essas micotoxinas pode causar reações alérgicas, problemas respiratórios, danos em órgãos como rins e fígado, e, em casos de exposição regular, aumentar o risco de câncer.

O queijo acidentalmente mofado também pode conter bactérias como listeria, Salmonella, Brucella e E. Coli. Essas bactérias causam doenças graves transmitidas por alimentos, provocando sintomas como vômitos, diarreia e febre alta.

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Quando pode comer queijo mofado

Pode-se comer queijo mofado, mas somente aqueles que contêm fungos ou bactérias introduzidos de forma controlada.

Alguns exemplos de queijos mofados que se pode comer são:

  • Queijos azuis, como Gorgonzola, Roquefort e Stilton;
  • Queijos de casca branca, como Cammembert e Brie;
  • Queijos de casca lavada, como Reblochon, Taleggio, Livarot e Limburguer.

Esses queijos possuem sabores, aromas e texturas específicos devido à adição de algumas espécies de fungos ou bactérias, como Penicillium glaucum, Brevibacterium linens e Penicillium candidum.

Como saber se o queijo está estragado

As características que ajudam a identificar se o queijo está estragado são:

  • Presença de manchas verdes, brancas ou pretas com uma aparência "peluda" ou "cabeluda" no queijo;
  • Pontos brancos, manchas coloridas incomuns ou qualquer sinal de descoloração na superfície do queijo;
  • Cheiro desagradável ou azedo, que não é característico do tipo do queijo;
  • Queijo mais macio ou mole que o normal ou apresentar partes viscosas, pode ser um sinal de mofo ou crescimento bacteriano;
  • A presença de uma superfície pegajosa num determinado tipo de queijo que deveria estar seco;
  • Uma superfície excessivamente granulosa ou "arenosa" em queijos frescos.

A presença de cores diferentes das esperadas, como a presença de manchas pretas ou verdes escuras no queijo brie ou cammembert, por exemplo, que devem ter a casca branca.

Pode tirar a parte do queijo mofada e comer o resto?

Sim, em alguns tipos de queijo, pode-se retirar a parte que está mofada e comer o resto.

Em queijos semiduros ou duros, como provolone, gorgonzola, roquefort, cheddar, parmesão e suíço, o mofo geralmente não consegue entrar profundamente na massa devido à sua densidade e baixa umidade. Assim, pode-se tirar a parte mofada e comer o restante. Neste caso, é recomendado cortar pelo menos 2,5 centímetros ao redor e abaixo da mancha de mofo.

Já os queijos com alto teor de água, como cottage, queijo tipo minas, ricota e cream cheese, permitem que o mofo se espalhe rapidamente por todo o produto, mesmo que o mofo seja visto apenas na superfície. Por isso, estes tipos de queijo devem ser totalmente descartados.

Os queijos fatiados, ralados ou em cubos mofados também devem ser totalmente descartados, pois a contaminação pode atingir todo o pacote.

Além disso, queijos macios como o brie e cammembert, também devem ser totalmente descartados se apresentarem mofo.

Como evitar o queijo mofado

Algumas formas de evitar o queijo acidentalmente mofado são:

1. Armazenar adequadamente

É recomendado armazenar o queijo adequadamente na geladeira, entre 3 ºC a 4ºC, na gaveta de vegetais ou num espaço específico para queijos.

É indicado também embrulhar o queijo em papel manteiga ou de cera, em vez de filme plástico, pois estes tipos de materiais protegem e também permitem que o queijo "respire".

É importante também não deixar o queijo fora da geladeira em climas quentes e úmidos por muito tempo, pois estas condições favorecem o mofo.

2. Ter cuidado com a higiene

Para evitar que o queijo fique mofado, é importante ter cuidado com a higiene, limpando a geladeira periodicamente com água e sabão ou, em casos de mofo visível, uma solução diluída de cloro.

Já para evitar a contaminação cruzada, ao tirar a parte mofada do queijo é recomendado usar facas limpas e que não toquem na parte boa do queijo com a lâmina que tocou no mofo.

3. Congelar o queijo

Em casos onde o queijo não é consumido rapidamente, pode-se congelá-lo por até 3 meses.

Entretanto, o congelamento pode alterar a textura de alguns queijos, principalmente os queijos frescos como cottage, queijo tipo minas, ricota e cream cheese.

Mas os queijos mais duros, como parmesão, gouda, muçarela, podem ser congelados e usados na forma derretida.

4. Não comer queijos fora do prazo de validade

Não se deve comer queijos fora do prazo de validade, para evitar o risco de doenças transmitidas por alimentos.

Isso porque o fabricante de queijos é o responsável pela garantia da segurança e manutenção das características dos seus produtos dentro do prazo de vida útil declarado nos rótulos.

Por isso, deve-se descartar o queijo vencido, mesmo que a aparência esteja boa.