Colesteatoma: o que é, sintomas e tratamento (tem cura?)

O colesteatoma é um crescimento anormal de pele no interior do canal auditivo, atrás do tímpano, e pode causar sintomas como secreção com mau cheiro, zumbido e redução da audição.

Essa condição pode se desenvolver de forma adquirida, geralmente após infecções repetidas ou problemas na trompa de Eustáquio, ou, raramente, estar presente desde o nascimento.

O tratamento do colesteatoma é feito pelo otorrinolaringologistas e inclui o acompanhamento médico e, na maioria dos casos, cirurgia para remover o crescimento de pele e preservar a audição.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de colesteatoma

Os sintomas mais comuns associados ao colesteatoma incluem:

  • Secreção de ouvido com mau cheiro;
  • Perda de audição;
  • Sensação de pressão ou plenitude no ouvido;
  • Dor no ouvido;
  • Tontura ou desequilíbrio
  • Zumbido.

Em casos avançados, o colesteatoma pode causar paralisia facial, dificultando os movimentos do lado do rosto afetado. Entenda os sintomas da paralisia facial.

Colesteatoma é câncer?

Colesteatoma não é câncer, mas é um crescimento benigno de pele no ouvido que pode destruir ossos e tecidos próximos, porém não se espalhar para outras regiões do corpo como um tumor maligno.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do colesteatoma é feito principalmente pelo otorrinolaringologista e, em alguns casos, por audiologistas, através da observação do tímpano pelo exame de otoscopia. Veja como é feita a otoscopia.

Para uma avaliação dos sintomas de colesteatoma, marque consulta com o otorrinolaringologista mais próximo:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

O médico pode solicitar exames como a tomografia computadorizada, para verificar o estado do osso do ouvido, e a ressonância magnética do crânio, que ajuda a diferenciar o colesteatoma de outras alterações do ouvido.

Leia também: Ressonância magnética do crânio: para que serve, como é feita e preparo tuasaude.com/ressonancia-magnetica-do-cranio

Possíveis causas

As possíveis causas de colesteatoma pode ser classificadas em:

  • Colesteatoma adquirido: é o mais comum e geralmente aparece após infecções do ouvido repetidas ou não tratadas corretamente ou problemas na trompa de Eustáquio, como uma disfunção que puxa o tímpano para dentro;
  • Colesteatoma congênito: é raro e está presente desde o nascimento, acontecendo quando células de pele ficam presas atrás de um tímpano intacto durante o desenvolvimento fetal.

O colesteatoma também pode se desenvolver se houver perfuração do tímpano por trauma, permitindo que a pele do canal auditivo cresça para dentro do ouvido médio.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o colesteatoma é feito por meio de:

1. Cirurgia

A cirurgia é o principal tratamento do colesteatoma, com o objetivo de controlar a doença e preservar a audição. 

Durante o procedimento, o médico remove o crescimento de pele do ouvido médio e do osso mastoide para evitar danos às estruturas próximas. 

Dependendo do caso, podem ser usadas técnicas diferentes, como abrir parte do ouvido chamado mastoidectomia ou reconstruir o tímpano chamado timpanoplastia. Saiba como é feita a timpanoplastia.

2. Medicamentos

Medicamentos não curam o colesteatoma, mas podem ser usados para controlar infecções e inflamações antes ou depois da cirurgia. 

Antibióticos, como amoxicilina ou ciprofloxacino, podem ajudar a reduzir secreção e infecção, enquanto gotas auriculares, como neomicina ou dexametasona, podem manter o ouvido limpo e prevenir complicações.

3. Acompanhamento

Mesmo após o tratamento, o colesteatoma pode voltar. Por isso, é importante fazer acompanhamento regular com o otorrinolaringologista, incluindo exames de ouvido e, às vezes, exames de imagem, para garantir que a doença não reapareça.

Colesteatoma tem cura?

Após a cirurgia, o colesteatoma pode ser controlado, mas não é considerado “curado” de forma absoluta, porque há risco de voltar. 

Por isso, mesmo depois do procedimento, é necessário acompanhamento regular para reduzir o risco de recidiva.

Possíveis complicações

O colesteatoma, se não tratado, pode causar complicações, incluindo:

  • Perda de audição, devido à destruição dos ossículos do ouvido médio;
  • Paralisia facial, quando os nervos do rosto são afetados;
  • Infecções graves, que podem se espalhar para estruturas próximas;
  • Tontura e desequilíbrio, se o ouvido interno for comprometido.

Em casos mais graves e avançados, o colesteatoma pode se espalhar para os tecidos próximos do ouvido e do cérebro, causando infecções sérias, como meningite, que é a inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula.