Somos REDE D'OR
icon de informação icon de telefone 3003-3230
Número disponível apenas em território brasileiro, com custo de chamada local.

Celulite infecciosa: o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
janeiro 2023

A celulite infecciosa, ou celulite bacteriana, é uma infecção das camadas mais profundas da pele, que pode se desenvolver em pessoas com cortes ou doenças de pele, causando sintomas como vermelhidão intensa, dor e inchaço.

Ao contrário da popular celulite, a celulite infecciosa pode causar graves complicações como septicemia, que é a infecção geral do organismo, ou até mesmo morte, caso não seja devidamente tratada.

Sempre que existe suspeita de uma infecção na pele é muito importante ir ao pronto-socorro para fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que normalmente é feito com o uso de antibióticos. Veja como é feito o tratamento para celulite infecciosa.

Imagem ilustrativa número 3

Principais sintomas

Os principais sintomas de celulite infecciosa são:

  • Dor no local afetado;
  • Regiões extensas vermelhas pelo corpo;
  • Região extensa e vermelha na parte do corpo afetada;
  • Febre acima de 38ºC;
  • Inchaço na pele, podendo ocorrer produção de pus;
  • Ínguas perto do local afetado.

Em casos mais graves, os sintomas podem também incluir tremores, arrepios, fadiga, tonturas, transpiração excessiva e dores musculares. Já sintomas como sonolência, aparecimento de bolhas ou raios vermelhos na pele podem ser sinais de que a celulite infecciosa está agravando.

Todos estes sintomas podem ainda ser sinal de outros tipos de infecção na pele, especialmente erisipela, que é uma doença que afeta as camadas mais superficiais da pele. Assim, deve-se consultar um clínico geral ou dermatologista para saber qual a causa correta, de forma a iniciar o tratamento mais adequado.

Como diferenciar celulite de erisipela

Imagem ilustrativa número 4

A principal diferença entre celulite infecciosa e erisipela é que, enquanto a celulite infecciosa atinge camadas mais profundas da pele, no caso da erisipela, a infecção acontece mais à superfície. Ainda assim, algumas diferenças que podem ajudar a identificar as duas situações são:

ErisipelaCelulite Infecciosa                        
Infecção superficialInfecção da derme profunda e tecido subcutâneo
É fácil identificar o tecido infectado do não infectado, devido a manchas grandesÉ difícil identificar o tecido infectado do não infectado, com pequenas manchas
Mais frequente nos membros inferiores e na faceMais frequente nos membros inferiores

Porém, os sinais e os sintomas destas doenças são muito parecidos, e por isso o clínico geral ou dermatologista deve examinar a área afetada e pode pedir vários exames para identificar a causa correta, identificar sinais de gravidade e iniciar o tratamento mais eficaz. Conheça mais sobre a erisipela.

Como confirmar o diagnóstico

Na maioria dos casos, a celulite infecciosa é identificada pelo dermatologista apenas através da observação dos sinais e sintomas. No entanto, como os sintomas podem ser muito semelhantes a outros tipos de infecção na pele, especialmente erisipela, o médico também pode pedir a realização de exame de sangue a avaliação de uma amostra da pele para confirmar o agente infeccioso responsável pela celulite.

Causa da celulite infecciosa

A celulite infecciosa surge quando as bactérias do tipo Staphylococcus ou Streptococcus conseguem penetrar na pele. Por isso, este tipo de infecção é mais comum em pessoas com feridas cirúrgicas ou cortes e picadas que não foram corretamente tratados.

Além disso, pessoas com problemas de pele que possam causar descontinuidade da pele, como acontece no eczema, na dermatite ou na micose, também têm maior risco de desenvolver um caso de celulite infecciosa, assim como pessoas com sistema imune enfraquecido, por exemplo.

A celulite infecciosa é contagiosa?

Em pessoas saudáveis, a celulite infecciosa não é contagiosa, pois não pega facilmente de uma pessoa para outra. Porém, se alguém tiver uma ferida ou doença de pele, como dermatite, por exemplo, e entrar em contato direto com o local afetado pela celulite, existe um risco mais elevado de a bactéria penetrar a pele e causar celulite infecciosa.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a celulite infecciosa geralmente é iniciado com o uso de antibióticos orais, como Clindamicina ou Cefalexina, por 10 a 21 dias. Nesse período é aconselhado tomar todos os comprimidos no horário indicado pelo médico, assim como observar a evolução da vermelhidão na pele. Se a vermelhidão aumentar, ou outro sintoma piorar, é muito importante voltar ao médico, já que o antibiótico receitado pode não estar tendo o efeito esperado, precisando ser trocado.

Além disso, o médico pode ainda receitar analgésicos, como o Paracetamol ou Dipirona, para aliviar os sintomas durante o tratamento. Também é importante examinar a pele regularmente, fazer o curativo da ferida no posto de saúde, ou mesmo passar um creme adequando contendo antibiótico, que pode ser recomendado pelo médico para garantir o sucesso do tratamento.

Normalmente, os sintomas melhoram em 10 dias após o início dos antibióticos, mas, se os sintomas piorarem pode ser necessário mudar de antibiótico ou até ficar internado no hospital, para fazer o tratamento diretamente na veia e evitar que a infecção se espalhe pelo corpo.

Esta informação foi útil?

Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em janeiro de 2023. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em março de 2020.

Bibliografia

  • AMERICAN ACADEMY OF DERMATOLOGY. Cellulitis: overview. Disponível em: <https://www.aad.org/public/diseases/a-z/cellulitis-overview>. Acesso em 24 fev 2020
  • JOHNS HOPKINS MEDICINE. Cellulitis. Disponível em: <https://www.hopkinsmedicine.org/health/conditions-and-diseases/cellulitis>. Acesso em 24 fev 2020
Mostrar bibliografia completa
  • NHS. Cellulitis. Disponível em: <https://www.nhs.uk/conditions/cellulitis/>. Acesso em 24 fev 2020
Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.