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O que é a timpanoplastia, quando é indicada e como é a recuperação

A timpanoplastia é a cirurgia realizada com o objetivo de tratar a perfuração do tímpano, que é uma membrana que separa o ouvido interna do externo e que é importante para a audição. Quando a perfuração é pequena, o tímpano consegue regenerar-se sozinho, sendo recomendado pelo otorrinolaringologista ou clínico geral o uso de remédios anti-inflamatórios e analgésicos para aliviar os sintomas. No entanto, quando a extensão é grande, apresenta otites com perfuração recorrentes, não há regeneração ou o risco de outras infecções é alto, a cirurgia é indicada.

A principal causa da perfuração do tímpano é a otite média, que é a inflamação do ouvido devido à presença de bactérias, mas também pode acontecer devido à traumas no ouvido, havendo diminuição da capacidade auditiva, dor e coceira no ouvido, sendo importante consultar o médico para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado. Veja como identificar o tímpano perfurado. 

O que é a timpanoplastia, quando é indicada e como é a recuperação

Quando é indicada

A realização da timpanoplastia é normalmente indicada para pessoas a partir dos 11 anos e que tiveram o tímpano perfurado, sendo realizada para tratar a causa e restaurar a capacidade auditiva. Algumas pessoas relatam que após a timpanoplastia houve diminuição da capacidade auditiva, no entanto essa diminuição é transitória, ou seja, melhora ao longo do período de recuperação.

Como é feita

A timpanoplastia é feita sob anestesia, que pode ser local ou geral de acordo com a extensão da perfuração, e consiste na reconstrução da membrana timpânica, sendo necessário para isso o uso de um enxerto, que pode ser a partir de uma membrana que recobre um músculo ou cartilagem da orelha que são obtidos durante o procedimento.

Em alguns casos, pode ser necessário também reconstruir os pequenos ossos encontrados no ouvido, que são martelo, bigorna e estribo. Além disso, de acordo com a extensão da perfuração, a cirurgia pode ser realizada através do canal auditivo ou por meio de um corte atrás da orelha.

Antes da cirurgia, é importante que seja verificado se há sinais de infecção, pois nesses casos pode ser necessário que seja feito tratamento com antibiótico antes do procedimento para evitar complicações, como a sepse, por exemplo.

Recuperação após timpanoplastia

O tempo de permanência no hospital da timpanoplastia varia de acordo com o tipo de anestesia que foi utilizada e a extensão do procedimento cirúrgico, podendo a pessoa ser liberada em 12 horas ou ter que permanecer no hospital por até 2 dias.

Durante o período de recuperação, a pessoa deve ficar com um curativo no ouvido por cerca de 10 dias, no entanto a pessoa pode voltar às atividades normais 7 dias após o procedimento ou de acordo com a recomendação do médico, sendo apenas recomendado evitar a prática de atividades físicas, molhar o ouvido ou assoar o nariz, já que essas situações podem aumentar a pressão no ouvido e levar ao aparecimento de complicações.

Pode ser indicado também pelo médico o uso de antibióticos para prevenir infecções e o uso de anti-inflamatórios e analgésicos, já que pode haver um certo desconforto após o procedimento. É comum também que após a timpanoplastia a pessoa sinta tonturas e tenha desequilíbrio, no entanto isso é temporário, melhorando ao longo da recuperação.

Bibliografia >

  • LIMA, Adriana S. Efeito da timpanoplastia no zumbido de pacientes com hipoacusia condutiva: seguimento de seis meses. Rev Bras Otorrinolaringol. Vol 73. 3 ed; 384-389, 2007
  • DIVISÃO DE CLÍNICA OTORRINOLARINGOLÓGICA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Informação e consentimento informado sobre a timpanoplastia. Disponível em: <https://forl.org.br/Content/pdf/termos/termos_timpanoplastia.pdf>. Acesso em 11 Fev 2020
  • PIGNATARI, Shirley S.N.; ANSELMO-LIMA, Wilma T. Tratado de Otorrinolaringologia da ABORL e CCF. 3.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. p. e1-e7.
  • FLINT, Paul W. et al. Cummings Otorrinolaringologia: Cirurgia de cabeça e pescoço. 5 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. p. 1101-1112.
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