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Colangite esclerosante: o que é, sintomas e tratamento

Outubro 2020

A colangite esclerosante é uma doença rara mais frequente em homens caracterizada pelo comprometimento do fígado devido à inflamação e fibrose causada pelo estreitamento dos canais por onde a bile passa, que é uma substância fundamental para o processo digestivo, o que pode levar, em alguns casos, ao aparecimento de alguns sintomas, como cansaço excessivo, pele e olhos amarelados e fraqueza muscular.

As causas da colangite ainda não são muito bem esclarecidas, no entanto acredita-se que pode estar relacionada com fatores autoimunes que podem levar à inflamação progressiva dos canais biliares. De acordo com a origem, a colangite esclerosante pode ser classificada em dois tipos principais:

  • Colangite esclerosante primária, em que a alteração teve início nas vias biliares;
  • Colangite esclerosante secundária, em que a alteração é consequência de outra alteração, como tumor ou traumatismo no local, por exemplo.

É importante que a origem da colangite seja identificada para que possa ser indicado o tratamento mais adequado e, por isso, é recomendado consultar o clínico geral ou hepatologista para que sejam indicados exames de imagem e laboratoriais que permitam concluir o diagnóstico.

Colangite esclerosante: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas de colangite esclerosante

A maioria dos casos de colangite não levam ao aparecimento de sinais ou sintomas, sendo essa alteração descoberta apenas durante a realização de exames de imagem. No entanto, algumas pessoas podem apresentar sintomas, principalmente quando se trata da colangite esclerosante, em que há acúmulo constante de bile no fígado. Assim, os principais sintomas que são indicativos de colangite são:

  • Cansaço excessivo;
  • Coceira pelo corpo;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Pode haver febre calafrios e dor abdominal;
  • Fraqueza muscular;
  • Perda de peso;
  • Aumento do fígado;
  • Aumento do baço;
  • Surgimento de xantomas, que são lesões na pele constituídas por gorduras;
  • Prurido.

Em alguns casos, pode haver também diarreia, dores abdominais e presença de sangue ou muco nas fezes. Na presença desses sintomas, principalmente se forem recorrentes ou constantes, é importante consultar o clínico geral ou hepatologista para que sejam feitos exames e possa ser iniciado o tratamento adequado.

Principais causas

As causas de colangite esclerosante ainda não são muito bem estabelecidas, no entanto acredita-se que pode ser decorrente de alterações auto-imunes ou estar relacionada com fatores genéticos ou infecção por vírus ou bactérias.

Além disso, acredita-se também que a colangite esclerosante está relacionada com a colite ulcerativa, em que as pessoas com esse tipo de doença inflamatória intestinal apresentavam maior risco para desenvolvimento da colangite.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de colangite esclerosante é feito pelo clínico geral ou hepatologista por meio de exames laboratoriais e de imagem. Normalmente, o diagnóstico inicial é feito por meio do resultado de exames que avaliam a função do fígado, sendo verificada alteração na quantidade de enzimas hepáticas, como TGO e TGP, além de aumento da fosfatase alcalina e gama-GT. Em alguns casos, o médico pode também solicitar a realização da eletroforese de proteínas, em que pode ser verificado aumento dos níveis de gamaglobulinas, principalmente IgG.

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar a realização da biópsia do fígado e da colangiografia, que é um exame diagnóstico que tem como objetivo avaliar as vias biliares e verificar o trajeto da bile do fígado até o duodeno, sendo possível visualizar qualquer alteração. Entenda como é feita a colangiografia.

Tratamento para colangite esclerosante

O tratamento para a colangite esclerosante é feito de acordo com o gravidade da colangite e tem como objetivo promover o alívio dos sintomas e evitar as complicações. É importante que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico para evitar a progressão da doença e resultar em complicações, como cirrose do fígado, hipertensão e falência hepática.

Assim, pode ser indicado pelo médico o uso do medicamento que contém ácido ursodesoxicólico, comercialmente conhecido como Ursacol, além de tratamento endoscópico com o objetivo de diminuir o grau de obstrução e favorecer a passagem da bile. Nos casos mais graves de colangite, em que não há melhora dos sintomas com o uso de remédios, ou quandos os sintomas são recorrentes, o médico pode recomendar a realização de transplante de fígado.

Bibliografia >

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  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA. Recomendações da Sociedade Brasileira de Hepatologia Para Diagnóstico e Tratamento das Doenças Colestáticas e Hepatite Autoimune . Disponível em: <http://formsus.datasus.gov.br/novoimgarq/24326/4134717_345331.pdf>. Acesso em 16 Out 2019
  • SIRPAL, Sanjeev; CHANDOK, Natasha. Primary sclerosing cholangitis: diagnostic and management challenges. Clinical and Experimental Gastroenterology. Vol 10; 2017:10 265–273, 2017
  • KARLSEN, Tom H et al. Primary sclerosing cholangitis – a comprehensive review. Journal of Hepatology. Vol 67. 1298-1323, 2017
  • MANUAL MSD. Colangite esclerosante primária (CEP). Disponível em: <https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/dist%C3%BArbios-da-ves%C3%ADcula-biliar-e-ductos-biliares/colangite-esclerosante-prim%C3%A1ria-cep>. Acesso em 16 Out 2019
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