Clindamicina: para que serve e como usar

Revisão clínica: Flávia Costa
Farmacêutica
maio 2022
  1. Para que serve
  2. Como usar
  3. Efeitos colaterais
  4. Contra-indicações

A clindamicina é um antibiótico indicado no tratamento de diversas infecções causadas por bactérias, do trato respiratório superior e inferior, da pele e partes moles, da região inferior do abdômen e trato genital feminino, dos dentes, ossos e articulações e mesmo em casos de sepse bacteriana.

Este medicamento está disponível em comprimidos, injetável, creme ou creme vaginal, podendo por isso ser ser utilizado por diversas vias, como via oral, injetável, tópica ou vaginal, dependendo da intensidade e da extensão da infecção e do local afetado.

A clindamicina pode ser encontrado nas farmácias, sendo vendido mediante apresentação da receita médica, na forma de comprimido, pomada ou creme vaginal, e deve ser usado somente com indicação médica.

Para que serve

A clindamicina pode ser utilizado em diversas infecções causadas por bactérias, sendo principalmente indicada para:

  • Infecção respiratório (trato respiratório superior ou inferior): amigdalite, faringite, sinusite, bronquite, abscesso pulmonar, pneumonia anaeróbica;
  • Infecção da pele e de tecidos moles: celulite, acne, furúnculos, abscesso cutâneo e feridas infectadas;
  • Infecção abdominal: peritonite;
  • Infecção dental: abscesso dental e gengivite;
  • Infecção urinária: endometrite, salpingite, cervicite ou doença inflamatória pélvica;
  • Infecção óssea ou das articulações: osteomielite ou artrite séptica.

Além disso, pode ainda ser indicado em caso de septicemia, encefalite ou pneumocistose em pacientes com AIDS.

Como usar

O modo de uso deste medicamento depende da formulação que for prescrita pelo médico e da patologia que a pessoa apresentar:

1. Clindamicina comprimidos

A dose diária de clindamicina depende da infecção a ser tratada, podendo ser recomendado 600 a 1800 mg no caso de infecções graves em adultos, divididas em 2 a 4 doses ao longo do dia. A clindamicina deve ser tomada um copo de água cheio e pode ser ingerida juntamente com a refeição sem que haja interferência na sua absorção pelo organismo.

A duração do tratamento depende do tipo e gravidade da infecção, devendo ser definido pelo médico, conforme o diagnóstico. 

2. Clindamicina injetável

A administração da clindamicina deve ser realizada por via intramuscular ou intravenosa, por um profissional de saúde, em ambiente hospitalar.

Em adultos, para infecções intra-abdominais, infecções da pelve e outras complicações ou infecções graves, a dose usual diária de fosfato de clindamicina é 2400 a 2700 mg em 2, 3 ou 4 doses iguais. Para infecções mais moderadas, causadas por organismos sensíveis, pode ser suficiente uma dose com 1200 a 1800 mg por dia, em 3 ou 4 doses iguais.

Em crianças, a dose recomendada é de 20 a 40 mg/kg por dia em 3 ou 4 doses iguais, conforme indicação do pediatra.

3. Clindamicina pomada

Para usar a clindamicina pomada na forma de gel dermatológico para acne, deve-se aplicar uma camada fina do gel sobre a pele, seca e limpa da área afetada, 2 vezes ao dia, conforme indicação médica.

O gel de clindamicina pode ser usado por adultos e crianças com mais de 12 anos, e o tratamento varia de pessoa para pessoa, conforme a gravidade da acne.

4. Clindamicina creme vaginal

A dose recomendada da clindamicina creme vaginal para adultos é de um aplicador cheio de creme, que equivale a cerca de 5 g, correspondendo a cerca de 100 mg de fosfato de clindamicina. O aplicador deve ser utilizado via intravaginal, por 3 a 7 dias consecutivos, de preferência ao deitar.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer com o uso deste medicamento são colite pseudomembranosa, diarreia, dor abdominal, alterações em testes de função hepática, erupções de pele, inflamação da veia, no caso da clindamicina injetável e vaginite em mulheres que usaram o creme vaginal.

Veja como combater a diarreia causada por este antibiótico.

Quando não é indicado

A clindamicina não deve ser usado por pessoas que tenham alergia a esta substância ativa ou a qualquer um dos componentes presentes na fórmula usada. Além disso, também não deve ser usado para tratar a meningite, nem por mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em maio de 2022.

Bibliografia

  • LABORATÓRIOS PFIZER LTDA. Dalacin - clindamicina injetável. 2013. Disponível em: <https://www.saudedireta.com.br/catinc/drugs/bulas/dalacincinj.pdf>. Acesso em 13 mai 2022
  • WYETH INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA. Dalacin (claindamicina) cápsulas de 300 mg. 2021. Disponível em: <https://www.pfizer.com.br/sites/default/files/inline-files/Dalacin_Profissional_de_Saude_16_0.pdf>. Acesso em 13 mai 2022
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  • LABORATÓRIOS STIEFEL LTDA. Clinagel - clindamicina 10 mg/g gel para uso tópico. Disponível em: <https://www.saudedireta.com.br/catinc/drugs/bulas/clinagel.pdf>. Acesso em 13 mai 2022
  • EMS S.A. Fosfato de clindamicina creme vaginal. Disponível em: <https://www.ems.com.br/arquivos/produtos/bulas/bula_fosfato_de_clindamicina_10450_1188.pdf>.
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.