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Septicemia (ou sepse): o que é, sintomas e como tratar

A septicemia, também conhecida como sepse, é uma condição de resposta exagerada a uma infecção no corpo, seja por bactérias, fungos ou vírus, que acaba causando disfunção orgânica, ou seja, que dificulta o normal funcionamento do corpo.

Geralmente, os sinais e sintomas de sepse incluem febre, diminuição da pressão arterial, respiração acelerada e confusão, mas podem variar de acordo com a gravidade da infecção, assim como a causa e o estado geral da pessoa.

Por ser uma condição grave, é importante que, sempre que existir suspeita de sepse, se vá imediatamente ao hospital, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, reduzindo o risco de complicações.

Septicemia (ou sepse): o que é, sintomas e como tratar

O que pode causar septicemia

A septicemia, ou sepse, pode surgir em qualquer pessoa que tenha uma infecção localizada que não é tratada, como infecção urinária, intestinal ou pneumonia, por exemplo. No entanto, é mais frequente em recém-nascidos, sendo conhecida como septicemia neonatal, ou em idosos, devido ao fato de terem o sistema imune mais enfraquecido.

Além disso, pessoas com queimaduras ou feridas graves, que utilizem sonda vesical e/ou que tenham o sistema imune enfraquecido por uma doença autoimune, também apresentam um elevado risco de desenvolver uma septicemia.

Principais sinais e sintomas

Os sintomas da septicemia surgem muito rapidamente e são mais frequentes após uma cirurgia ou quando se tem outra infecção no corpo. Na presença destes sintomas, deve-se ir urgentemente ao hospital para iniciar o tratamento o mais rápido possível. 

Alguns dos sinais e sintomas que ajudam a identificar uma septicemia, ou sepse, incluem:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Pressão arterial sistólica (máxima) inferior a 90 mmHg;
  • Respiração rápida, com mais de 20 ciclos por minuto;
  • Batimento cardíaco acelerado, com mais de 90 batimentos por minuto;
  • Diminuição da quantidade de urina;
  • Desmaio ou confusão mental.

Quando a septicemia não é tratada inicialmente, o quadro pode se agravar para uma condição de choque séptico, onde existe maior disfunção do organismo e que é caracterizada por apresentar diminuição da pressão arterial que não responde à administração de soro na veia. Conheça melhor o que é o choque séptico e como se trata

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de septicemia deve ser sempre feito no hospital, sendo muito importante a avaliação clínica. Além disso, o médico também deverá pedir exames laboratoriais para avaliar vários parâmetros do sangue, entre os quais a quantidade de lactato sérico, a pressão parcial de oxigênio, a contagem de células sanguíneas e o índice de coagulação do sangue, por exemplo.

Entre os exames laboratoriais que ajudam no diagnóstico, está a hemocultura, que serve para ajudar a identificar o tipo de microrganismo que está causando a sepse, permitindo orientar melhor o tratamento.

Como é feito o tratamento

O tratamento da septicemia deve ser feito em internamento no hospital e iniciado o mais rápido possível, por profissionais de saúde com experiência na assistência a pacientes criticamente doentes.

Uma vez que a maior parte dos casos de sepse é causada por bactérias, é comum que o tratamento seja iniciado com a administração de um antibiótico de amplo espetro diretamente na veia para tentar controlar a infecção. Após a saída dos resultados das hemoculturas, o médico poderá alterar esse antibiótico para um mais específico, de forma a combater a infecção mais rapidamente.

Caso a infecção esteja sendo causada por fungos, vírus ou outro tipo de micro-organismo, o antibiótico inicial também é interrompido e são administrados os remédios mais adequados.

Durante todo o tratamento é importante ainda fazer a reposição de líquidos no corpo para regular a pressão arterial. Assim, é administrado soro diretamente na veia e, em casos mais graves, podem ainda ser utilizados remédios vasopressores para manter a pressão arterial mais regulado.

Bibliografia >

  • LONGO, Dan L. et al.. Medicina interna de Harrison. 18.ed. São Paulo: AMGH Editora, 2013. 2223-2231.
  • HOTCHKISS, Richard S. et al.. Sepsis and septic shock. Nat Rev Dis Primers. 2017
  • MORALES, Hugo. Novos critérios de Sepse. 2016. Disponível em: <https://www.aparcih.org.br/down/sepse_heg_aparcih.pdf>.
  • INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE. Implementação de Protocolo Gerenciado de Sepse - Atendimento ao paciente adulto com sepse/ choque séptico. 2018. Disponível em: <https://ilas.org.br/assets/arquivos/ferramentas/protocolo-de-tratamento.pdf>. Acesso em 13 Set 2019
  • ZOPPI, Daniel. Sepse e choque séptico na emergência. Revista QualidadeHC. 1-10, 2018
  • CARVALHO, Renan H.; VIEIRA, Janaína F.. Sepse, sepse grave e choque séptico: aspectos clínicos, epidemiológicos e prognóstico em pacientes de Unidade de Terapia Intensiva de um Hospital Universitário. Revista da Sociedade de Medicina Tropical . 43. 5; 591-593, 2010
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