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Ceratose actínica: o que é, principais sintomas e como tratar

Atualizado em Outubro 2019

A ceratose actínica, também conhecida como queratose actínica, é uma alteração benigna que provoca lesões na pele com coloração vermelho acastanhadas, de tamanhos variados, descamativas, ásperas e duras. É causada principalmente pela exposição excessiva ao sol, sendo comum em áreas do corpo como face, lábios, orelhas, braços, mãos e couro cabeludo em pessoas carecas.

Embora a ceratose actínica possa se desenvolver ao longo de vários anos, geralmente só apresenta sintomas após os 40 anos de idade e, normalmente, não é acompanhada de qualquer outro sinal. A maioria dos casos têm cura e são benignos, sendo que o tratamento é feito para eliminação das lesões. Assim que surgem os sintomas é importante procurar um dermatologista o mais cedo possível, pois existem casos em que a ceratose actínica pode virar câncer de pele. 

Algumas medidas podem ajudar a prevenir as lesões da ceratose actínica como o uso de filtro solar com fator de proteção acima de 30, evitar exposição ao sol nos horários de pico e fazer autoexame da pele regularmente.

Ceratose actínica: o que é, principais sintomas e como tratar

Principais sintomas

As lesões de pele provocadas pela ceratose actínica podem ter as seguintes características:

  • Tamanhos irregulares;
  • Coloração vermelho acastanhadas;
  • Descamativas, como se estivessem ressecadas;
  • Ásperas;
  • Salientes sobre a pele e endurecidas;

Além disso, as lesões podem provocam coceira ou sensação de queimação e alguns casos, são dolorosas e sensíveis ao toque. Em algumas pessoas, a ceratose actínica pode ficar inflamada, apresentando pequenos sangramentos e parecer uma ferida que não sara. 

Principais causas

A principal causa do aparecimento da ceratose actínica é a exposição aos raios ultravioletas sem proteção e por longos períodos, por isso geralmente aparecem em áreas da pele que ficam mais expostas ao sol.

Além dos raios ultravioletas do sol, os raios emitidos pelas câmeras de bronzeamento artificial podem aumentar o risco de desenvolver ceratose actínica e até alguns tipos de câncer na pele, por isso esse tipo de procedimento estético é proibido pela ANVISA.

Algumas pessoas têm maior risco de desenvolverem lesões da ceratose actínica como pessoas que têm mais de 40 anos, que trabalham a maior parte do tempo expostas ao sol, que têm pele clara e que estão com imunidade baixa, devido a alguma doença ou ao tratamento de quimioterapia.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de ceratose actínica é feito por um dermatologista, que avalia as características das lesões e se necessário solicita uma biópsia de pele. A biópsia de pele é um procedimento simples e realizado com anestesia local que consiste na retirada de uma pequena amostra da lesão que depois é enviada para laboratório de forma a analisar se tem células cancerosas. Saiba mais como é feita a biópsia de pele.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a ceratose actínica deve ser sempre orientado por um dermatologista e iniciado logo após o diagnóstico, pois se não tratada poderá virar câncer de pele. Os tipos de tratamento mais usados para ceratose actínica são: 

1. Terapia fotodinâmica

A terapia fotodinâmica é um tratamento que envolve a aplicação de laser diretamente na lesão da ceratose actínica. Antes da sessão da terapia fotodinâmica, é necessário passar uma pomada ou receber um medicamento na veia para ajudar o laser a matar as células alteradas. 

O procedimento dura em média 45 minutos e não provoca dor ou desconforto, sendo que depois é colocado um curativo para proteger o local de infecções e de machucados.

2. Uso de cremes

Em alguns casos, o dermatologista indica uso de cremes para tratamento da ceratose actínica, como por exemplo:

  • Fluorouracila: é o tipo de pomada mais utilizado para ceratose actínica, ajuda a eliminar as células que provocam a lesão;
  • Imiquimod: é uma pomada usada para fortalecer o sistema imunológico, ajudando a matar as células da lesão;
  • Ingenol-mebutato: é uma pomada tipo gel que elimina células doentes em 2 ou 3 dias de uso;
  • Diclofenaco com ácido hialurônico: também é uma pomada em gel, mas é a menos usada para tratamento das lesões.

O dermatologista vai recomendar o tipo de creme de acordo com as características da lesão na pele, como tamanho, formato e localização. O tempo de uso e quantidade de vezes em que devem ser aplicadas podem variar de pessoa para pessoa e, por isso, deve-se sempre respeitar as indicações do médico.

3. Crioterapia 

A crioterapia consiste na aplicação de nitrogênio líquido com um dispositivo tipo spray com a finalidade de congelar as células doentes que provocam as lesões da ceratose actínica. São realizadas várias sessões para eliminar as lesões e a duração deste tipo de tratamento depende da indicação do médico. 

Este tipo de tratamento não necessita de anestesia, pois não provoca dor, entretanto após as sessões é comum a região da pele ficar vermelha e um pouco inchada.

4. Peeling químico

O peeling químico é um tratamento que envolve a aplicação de um ácido, chamado tricloroacético, diretamente nas lesões da ceratose actínica. É realizado por um dermatologista no consultório, não causa dor, mas às vezes provoca sensação de ardência.

Este tipo de tratamento serve para matar as células alteradas presentes nas lesões e após a realização do peeling químico é necessário sempre utilizar protetor solar devido risco de queimadura no local aplicado o ácido.

O que fazer para prevenir 

A melhor maneira de prevenir a ceratose actínica é usar filtro solar, de no mínimo fator de proteção 30. Entretanto, outras medidas podem ajudar a diminuir o risco de desenvolver ceratose actínica, como evitar exposição ao sol entre às 10 horas da manhã até às 16 horas da tarde, usar chapéus para proteger o rosto dos raios ultravioletas e evitar realização de bronzeamento artificial.

Além disso, é importante fazer o autoexame da pele com frequência e consultar regularmente um dermatologista, especialmente as pessoas de pele clara ou com histórico de familiar com câncer de pele.

Bibliografia >

  • SKIN CANCER FOUNDATION. Actinic Keratosis. Disponível em: <https://www.skincancer.org/skin-cancer-information/actinic-keratosis/causes-and-risk-factors/#skin>. Acesso em 25 Out 2019
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Queratose actinica. 2017. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/queratose-actinica/19/>. Acesso em 25 Out 2019
  • JETTER, Nathan et al. Field Cancerization Therapies for Management of Actinic Keratosis: A Narrative Review. American Journal of Clinical Dermatology. Vol.19. 4.ed; 543–557, 2018
  • NATIONAL HEALTH SERVICE. Actinic keratoses. Disponível em: <https://www.nhs.uk/conditions/actinic-keratoses/>. Acesso em 25 Out 2019
  • HEALTH LINE. Actinic keratosis. Disponível em: <https://www.healthline.com/health/actinic-keratosis#prevention>. Acesso em 25 Out 2019
  • MEDICAL NEWS TODAY. What to know about actinic keratosis. Disponível em: <https://www.medicalnewstoday.com/articles/318466.php>. Acesso em 25 Out 2019
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