Câncer no rim: sintomas, diagnóstico e tratamento

junho 2022

O câncer nos rins, também conhecido por câncer renal, é um tipo relativamente comum de câncer que afeta principalmente homens entre 55 e 75 anos de idade, provocando sintomas como presença de sangue na urina, dor constante no fundo das costas ou aumento da pressão arterial, por exemplo.

Os sintomas do câncer renal costumam aparecer em fases mais avançadas da doença e, por isso, para confirmar o diagnóstico, o nefrologista, urologista ou clínico geral pode indicar a realização de ultrassom para avaliar as características do rim.

O tipo de câncer no rim mais comum é o carcinoma celular renal, que pode ser facilmente curado com cirurgia, se identificado precocemente. Porém, se o câncer já tiver desenvolvido metástases, o tratamento pode ser mais difícil, podendo ser necessário realizar outros tipos de tratamento além da cirurgia.

Sintomas de câncer no rim

Os sintomas de câncer no rim são pouco comuns na fase inicial da doença, mas à medida que há progressão do câncer, podem surgir alguns sintomas, sendo os principais:

  • Sangue na urina;
  • Inchaço ou massa na região abdominal;
  • Dor constante no fundo das costas;
  • Cansaço em excesso;
  • Perda de peso constante;
  • Febre baixa constante.

Além disso, como os rins são responsáveis por regular a pressão arterial e por participar na produção das células vermelhas do sangue (hemácias), também é comum uma alteração brusca nos valores da pressão arterial, assim como um aumento ou uma redução acentuada do número de hemácias no exame de sangue.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do câncer no rim é feito pelo clínico geral, nefrologista ou urologista por meio da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, além de exames como ultrassom, raio X do tórax, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

O ultrassom normalmente é o primeiro exame a ser pedido, pois ajuda a identificar e avaliar possíveis massas e cistos no rim, que possam indicar câncer. Já os outros exames, podem ser feitos para confirmar o diagnóstico ou a evolução da doença.

Como é feito o tratamento

O tratamento do câncer no rim depende do tamanho e desenvolvimento do tumor, mas as principais formas de tratamento incluem:

1. Cirurgia

É feita em quase todos os casos e ajuda a remover a parte afetada do rim. Por isso, quando o câncer é identificado numa fase inicial, a cirurgia pode ser a única forma de tratamento necessária, uma vez que pode ser capaz de remover todas as células cancerígenas e curar o câncer.

Já nos casos mais avançados de câncer, a cirurgia pode ser usada juntamente com a radioterapia, por exemplo, para reduzir o tamanho do tumor e facilitar o tratamento.

2. Terapia biológica

Neste tipo de tratamento são usados remédios, como Sunitinib, Pazopanib ou Axitinib, que fortalecem o sistema imune e facilitam a eliminação das células do câncer.

Porém, este tipo de tratamento não é eficaz em todos os casos e, por isso, o médico pode precisar fazer varias avaliações durante o tratamento para adequar doses e, até, interromper o uso destes medicamentos.

Quem tem maior risco

O câncer de rim, além de ser mais comum em homens após os 60 anos, também é mais frequente em pessoas com:

  • IMC superior a 30 Kg/m²;
  • Histórico familiar de câncer de rim;
  • Doenças genéticas, como síndrome de Von Hippel-Lindau;
  • Fumantes;
  • Obesidade.

Além disso, quem precisa fazer tratamento com diálise para filtrar o sangue, devido a outros problemas nos rins, também tem maior risco de desenvolver este tipo de câncer.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em junho de 2022.

Bibliografia

  • LADO A LADO PELA VIDA. Câncer de Rim. Disponível em: <http://www.ladoaladopelavida.org.br/cancer-de-rim>. Acesso em 21 out 2019
  • A BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO. Câncer de Rim. Disponível em: <https://www.bp.org.br/centros-de-especialidades/oncologia/doencas/cancer-de-rim>. Acesso em 21 out 2019
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.