Câncer de garganta: sintomas, causas e tratamento

novembro 2022

O câncer de garganta é um tipo de câncer que pode afetar a laringe, faringe, amígdalas ou qualquer outra parte da garganta, causando sintomas como dor de garganta, dificuldade para engolir ou respirar, alterações na voz, ronco e perda de peso sem causa aparente.

Embora seja raro, este é um tipo de câncer que se pode desenvolver em qualquer idade, especialmente em pessoas com mais de 50 anos, homens, pessoas fumantes ou que façam uso excessivo de bebidas alcoólicas.

É importante que o otorrinolaringologista seja consultado assim que surgirem sinais e sintomas sugestivos de câncer na garganta, pois assim é possível que seja feito diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado, que normalmente é feito com cirurgia seguida de quimio ou radioterapia, em alguns casos.

Tipos de câncer de garganta

Dependendo do local em que se desenvolve, o câncer de garganta pode ser classificado em dois tipos principais:

  • Câncer da laringe: afeta a laringe, que é o local onde se encontram as cordas vocais;
  • Câncer da faringe: surge na faringe que é um tubo por onde o ar passa desde o nariz até aos pulmões.

É importante que o tipo de câncer de garganta seja identificado para que o tratamento mais adequado seja inciado e, assim, existam mais chances de alcançar a cura e prevenir complicações.

Principais sintomas

Os principais sintomas de câncer na garganta são:

  • Dor de garganta ou de ouvido que não desaparece;
  • Tosse frequente, que pode ser acompanhada de sangue;
  • Dificuldade para engolir ou respirar;
  • Alterações na voz, sem causa aparente;
  • Perda de peso sem razão aparente;
  • Inchaço ou aparecimento de nódulos no pescoço;
  • Ruídos ao respirar;
  • Roncos.

Os sintomas podem variar, também, de acordo com o local atingido pelo tumor. Assim, caso o câncer se esteja desenvolvendo na laringe, é possível que surjam alterações na voz. Por outro lado, se for apenas identificada dificuldade para respirar, é mais provável que seja câncer na faringe. No entanto, a única forma de confirmar o diagnóstico é consultar um otorrinolaringologista para que sejam feitos exames de diagnóstico e seja iniciado o melhor tratamento.

Possíveis causas

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de garganta, como:

  • Ser fumante;
  • Consumir bebidas alcoólicas em excesso;
  • Fazer uma alimentação pouco saudável, com pouca quantidade de frutas e verduras e grande quantidade de alimentos industrializados;
  • Infecção pelo vírus HPV, transmitido através do sexo oral desprotegido;
  • Estar exposto a asbesto;
  • Ter uma higiene dentária fraca.

Assim, algumas formas de evitar desenvolver este tipo de câncer incluem não fumar, evitar o consumo muito frequente de bebidas alcoólicas, fazer uma alimentação saudável e evitar o sexo oral desprotegido.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do câncer de garganta pode ser confirmado pelo otorrinolaringologista, que além de avaliar os sintomas e o histórico clínico de cada pessoa, também pode fazer exames como a laringoscopia, para observar se existem alterações nos órgãos da garganta.

Caso sejam identificadas alterações, o médico pode ainda retirar uma amostra de tecido e enviar para o laboratório, para confirmar a presença de células cancerígenas. Outros exames que também podem ser feitos são ressonância magnética, tomografia computadorizada ou raio X, por exemplo.

Estágios do câncer de garganta

Após fazer o diagnóstico do câncer de garganta, o médico pode dividi-lo em diferentes estágios, de acordo com seu grau de desenvolvimento:

  • Estágios 1 e 2: considerados estágios iniciais, em que o tumor é pequeno, atinge as células mais superficiais e está limitado à garganta, podendo ser facilmente tratado e removido por cirurgia, além de possuir melhor prognóstico.
  • Estágio 3: o tumor é maior e não está limitado à garganta, podendo ser facilmente observado pontos de metástase;
  • Estágio 4: estágio mais grave, uma vez que são observados vários focos de espalhamento, o que torna o tratamento mais difícil e o prognóstico é pior.

Quanto mais avançado o estágio do câncer mais difícil será seu tratamento. Nos estágios mais iniciais pode ser necessário fazer cirurgia para retirar o tumor, enquanto nos mais avançados pode ser necessário combinar outros tipos de tratamento como quimioterapia ou radioterapia.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o câncer de garganta varia de acordo com o grau de desenvolvimento da doença, devendo ser orientado pelo otorrinolaringologista e pelo oncologista. De forma geral, é indicada a realização de cirurgia para retirar o máximo de células cancerígenas, podendo ser recomendada sessões de quimio ou radioterapia em seguida para garantir a eliminação completa das células malignas.

Dependendo do tamanho do tumor, o médico pode retirar apenas uma pequena parte do órgão afetado ou precisar removê-lo completamente. Dessa forma, pessoas com câncer na laringe, por exemplo, podem ficar com sequelas após a cirurgia, como alteração da voz, por perda de uma grande parte do órgão onde se encontram as cordas vocais.

Após a cirurgia, é necessário que sejam feitos outros tipos de tratamento, como a terapia da fala e fisioterapia para ajudar a pessoa a mastigar e engolir, por exemplo.

O câncer de garganta tem cura?

O câncer de garganta tem cura quando é identificado logo nos estágios iniciais e o tratamento é iniciado logo em seguida, em que o câncer está localizado, não havendo evidências de células cancerígenas em outras partes do corpo. 

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em novembro de 2022. Revisão médica por Dr. Gonzalo Ramirez - Clínico Geral e Psicólogo, em novembro de 2022.

Bibliografia

  • CANCER TREATMENT CENTERS OF AMERICA. Throat cancer stages. Disponível em: <https://www.cancercenter.com/cancer-types/throat-cancer/stages>. Acesso em 10 out 2019
  • MEMORIAL SLOAN KETTERING CANCER CENTER. Throat Cancer Stages. Disponível em: <https://www.mskcc.org/cancer-care/types/throat/throat-cancer-diagnosis/throat-cancer-stages>. Acesso em 10 out 2019
Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.